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DIREITO PENAL: PRESCRIÇÃO (PARTE 1)

2020.10.27 22:42 StudyItAgain DIREITO PENAL: PRESCRIÇÃO (PARTE 1)

Essa matéria é grande, então vou dividir em dois ou três posts. Não sei como será o feedback. Vou adaptando as postagens, se for o caso.
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  1. Notas introdutórias
- Material baseado principalmente em Direito Penal - Parte Geral, v. 1, 2019, do Cleber Masson.
- Esse material não tem a pretensão de esgotar o tema. Minha idéia foi só trazer os principais aspectos. Evidentemente, para maiores detalhes, recorra a livros, como o citado acima.
- Tema MUITO importante para carreiras jurídicas, especialmente MP, Magis e Defensoria.
- É um tema que costuma assustar o estudante nos primeiros contatos, mas que tem uma certa racionalidade subjacente cuja compreensão ajuda bastante. Tentei explicar de forma bem tranquila, até informal, a fim de atingir aquele que tem pouca familiaridade com esse assunto.
- A idéia que você precisa ter no primeiro contato é a seguinte: tão logo o Estado toma ciência de um fato criminoso, um cronômetro regressivo começa a contar para que aquele fato seja investigado, processado e, uma vez o agente condenado, seja executada a pena. O Estado não pode manter-se inerte (isto é: ficar parado, deixar simplesmente o tempo passar), sob pena de perder o seu direito de punir aquele agente.
  1. Localização da matéria: Direito Penal: Parte Geral: Causas de Extinção da Punibilidade: Prescrição.
  2. Natureza jurídica: causa de extinção da punibilidade (art. 107, IV, CP)
  3. Conceito: perda da pretensão punitiva ou da pretensão executória em face da inércia do Estado durante determinado tempo legalmente previsto.
    • Imprescritibilidade
- Embora a prescrição seja a regra (CF, art. 5º, XLVII, b), há crimes imprescritíveis: racismo (art. 5º, XLII) e a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático (art. 5º, XLIV).
- Prevalece que o legislador ordinário não pode criar outras hipóteses de imprescritibilidade, mas o STF tem manifestação no sentido de que poderia, sim, ser criada hipótese de imprescritibilidade pelo legislador ordinário (ver abaixo)
  1. - Prescrição x suspensão do processo por citação por edital do réu
- Primeiro: leia o art. 366, do CPP:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto no art. 312.
- A questão então é a seguinte: diante do art 366, poderia o processo ficar suspenso indefinidamente? Isso seria uma causa de imprescritibilidade?
- STJ: o processo só pode ficar suspenso pelo prazo máximo em abstrato previsto para prescrição do crime, conforme a "tabela" do art. 109, do CP. Passado esse prazo, a prescrição volta a correr. Na prática, tem-se uma prescrição dobrada
- Esse entendimento é pacífico no STJ: "S415STJ: o período de suspensão do prazo prescricional é regulado pelo máximo da pena cominada".
- STF: para a Suprema Corte, porém, a CF não veda seja indeterminado o prazo de suspensão da prescrição, não sendo hipótese de imprescritibilidade. Aliás, entende o STF que a lei ordinária poderia criar outras hipóteses (RE469.971)
I. Controle incidente de inconstitucionalidade: reserva de plenário (CF, art. 97). "Interpretação que restringe a aplicação de uma norma a alguns casos, mantendo-a com relação a outros, não se identifica com a declaração de inconstitucionalidade da norma que é a que se refere o art. 97 da Constituição.." (cf. RE 184.093, Moreira Alves, DJ 05.09.97). II. Citação por edital e revelia: suspensão do processo e do curso do prazo prescricional, por tempo indeterminado - C.Pr.Penal, art. 366, com a redação da L. 9.271/96. 1. Conforme assentou o Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ext. 1042, 19.12.06, Pertence, a Constituição Federal não proíbe a suspensão da prescrição, por prazo indeterminado, na hipótese do art. 366 do C.Pr.Penal. 2. A indeterminação do prazo da suspensão não constitui, a rigor, hipótese de imprescritibilidade: não impede a retomada do curso da prescrição, apenas a condiciona a um evento futuro e incerto, situação substancialmente diversa da imprescritibilidade. 3. Ademais, a Constituição Federal se limita, no art. 5º, XLII e XLIV, a excluir os crimes que enumera da incidência material das regras da prescrição, sem proibir, em tese, que a legislação ordinária criasse outras hipóteses. 4. Não cabe, nem mesmo sujeitar o período de suspensão de que trata o art. 366 do C.Pr.Penal ao tempo da prescrição em abstrato, pois, "do contrário, o que se teria, nessa hipótese, seria uma causa de interrupção, e não de suspensão." 5. RE provido, para excluir o limite temporal imposto à suspensão do curso da prescrição.
(RE 460971, Relator(a): SEPÚLVEDA PERTENCE, Primeira Turma, julgado em 13/02/2007, DJ 30-03-2007 PP-00076 EMENT VOL-02270-05 PP-00916 RMDPPP v. 3, n. 17, 2007, p. 108-113 LEXSTF v. 29, n. 346, 2007, p. 515-522)
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- Os crimes contra a humanidade, julgados pelo Tribunal Penal Internacional, são, segundo o Estatuto de Roma, imprescritíveis. Porém, o STF considerou que essa norma não seria aplicável no Brasil, que é subscritor do tratado, por exigir lei interna (a adesão ao TPI se deu por decreto - nº4388/2002)
6. - Espécies de prescrição
- A prescrição se subdivide em dois grandes grupos - e é fundamental entendê-los: a. prescrição da pretensão punitiva; e b. prescrição da pretensão executória. A prescrição da pretensão punitiva se divide em: a. propriamente dita; b. intercorrente; e c. retroativa.
- Até o trânsito em julgado se trata de prescrição da pretensão punitiva, isto é, trata-se de "correr contra o tempo" para que o Estado obtenha um título executivo contra o réu; a partir do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, o Estado já tem um título, então precisa "correr contra o tempo" para executar essa condenação. Logo, a partir do trânsito em julgado, em posse do título, cabe ao Estado correr contra a prescrição da pretensão executória.
- Mas... Observe que as afirmações acima precisam ser vistas com alguma reserva. Há no direito brasileiro duas peculiares formas de contagem de prazos prescricionais: uma na qual há exige apenas o trânsito em julgado para "a acusação"; e outra é retroativa. Se espera a decisão e depois se verifica o prazo dela até o marco interruptivo anterior. Assim, embora posteriores à formação do título, ainda se referem à prescrição da pretensão punitiva, não executória. É um pouco estranho e, francamente, a prescrição correr sem que o título possa ser executado (ou seja: prescrição sem inércia do titular da acusação...) é nada mais nada menos que absoluto nonsense jurídico. Não importa. Veremos mais abaixo como tudo funciona.
7. Quem declara a prescrição?
- Prescrição Pretensão Punitiva (PPP): o magistrado que estiver encarregado da ação penal (juiz/desembargadoministro, conforme onde esteja o processo). Na prática o julgador irá aplicar o art. 395, II, do CPP - rejeição da denúncia - ou, se a ação já estiver em curso, declarar extinta a punibilidade fundamentando no art. 109, do Código Penal conjugado com a pena do crime. Repare que aqui não há título condenatório, de modo que o reconhecimento da prescrição irá apagar todos os efeitos de eventual condenação, penais ou extrapenais.
- Sobre os efeitos fica mais claro se você imaginar o seguinte: o réu é processado e condenado em primeira instância: pena de 10 anos de reclusão + indenização fixada em 100 mil reais - valor mínimo. Essa sentença poderá, se transitar em julgado, ser levada ao cível para liquidação de valores maiores de reparação, por exemplo. Porém, o réu recorre e em segunda instância é reconhecida a prescrição. Ora, assim, ele não só terá apagado os efeitos primários - não terá que cumprir pena privativa de liberdade-, como o título penal não poderá ser executado no juízo cível para indenização dos danos morais e materiais, nem o mínimo fixado na sentença, nem outros derivados daquela sentença penal.
- Prescrição da pretensão executória (PPE): juízo da execução, em decisão sujeita a agravo em execução, sem efeito suspensivo. Repare agora que aqui temos um título condenatório, o agente foi considerado culpado, mas o Estado simplesmente perdeu a oportunidade de executar a pena, logo, o reconhecimento da prescrição somente irá apagar os efeitos primários da sentença condenatória (pena), mantendo-se os demais. Como o título condenatório foi apagado, ele não será, por exemplo, reincidente ou portador de maus antecedentes.
- Sobre os efeitos: aqui temos uma sentença que reconheceu o direito do Estado de punir o agente. Porém, dada a inércia da acusação, a pena não mais poderá ser executada. Perceba que somente a execução será prejudicada (logo, nao se poderá cumprir o efeito principal da condenação, que é a aplicação da pena privativa de liberdade, em nosso exemplo), mas os efeitos secundários são mantidos (ele continua reincidente, o título ainda pode ser levado ao juízo cível etc.)
8. Prescrição da Pena Privativa de Liberdade
- Art. 109, caput, CP.
- Como não há trânsito em julgado, ou seja, não foi fixada ainda uma pena em concreto, deve-se considerar o máximo possível da pena a ser aplicada e jogar nas referências do art. 109, do CP.
- A pena de multa prescreve em 2 anos.
- O art. 28, da LDrogas (porte para uso pessoal) prescreve em 2 anos.
- Curiosidade: a pena de morte, possível em tese no Brasil, prescreve em 30 anos (art. 5º, XLVII cc 125, I, CPM).
- A pena máxima é calculada não considerando as circunstâncias judiciais e, em regra, as agravantes e atenuantes, pois estas não podem levar a pena acima do máximo legal ou abaixo do mínimo, com duas exceções, que devem ser consideradas no cálculo: menoridade relativa (21 anos, na data do fato) e senilidade 70 anos (na data da sentença). Ambas reduzem o prazo prescricional pela metade e, assim, obviamente, devem ser consideradas.
- Alguns entendimentos do STF:
- Sentença na lei = decisão (sentença ou acórdão), se a. o agente houver sido julgado originariamente por colegiado (réus com prerrogativa de foro em tribunal); b. reforma da sentença absolutória em julgamento de recurso para condenar o réu; e c. substituição do decreto condenatório em sede de recurso no qual foi reformada parcialmente a sentença.
- O réu foi condenado antes do 70, mas antes do trânsito em julgado atingiu essa idade: não aplica o redutor.
- Mas... réu condenado aos 69, mas a decisão só foi publicada um tempo depois e nesse período ele completou 70 anos: aplica o redutor.
- Causas de aumento e diminuição são consideradas, pois podem tanto reduzir a pena abaixo do mínimo, quanto elevá-la acima do máximo. Deve-se buscar a maior pena em tese possível. Logo, deve-se aplicar o redutor da causa de diminuição no mínimo (ex. tentativa redução de 1 a 2/3: reduz em 1/3) e a causa de aumento no máximo (ex. aumento de 1/3 à 1/2: aplica a metade).
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2020.10.09 18:13 TapperTotoro Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 2/365

Uma espécie de diário aberto: Antes de quase me afogar na 'escuridão', escrevi um livro para o meu primeiro filho; e agora curado, comecei a escrever o segundo livro para o meu segundo Príncipe, dando continuidade à história inicial.
De notar que esse segundo texto é um tanto comprido (1,98 metros de altura do autor se justificam aqui).
Antes de escrever mais para essa série motivada pela minha vitória na luta contra a depressão, quero agradecer à todas as pessoas que partilharam comigo um pouco do seu tempo para ler e comentar, além de todos os "prémios" que a minha primeira publicação recebeu (e continua a receber) e todas as pessoas que também começaram a seguir-me lá no meu humilde canal de Youtube.
Olá (quem leu a primeira publicação dessa "série" entende esse 'olá').
Pois bem; há quase que exatamente 5 anos atrás, quando as coisas ainda não estavam tão más para a minha existência, decidi escrever um livro para o meu primeiro - e possível na altura, único - filho. É para mim a história mais bonita que já escrevi e o primeiro livro infantil também, e a ideia na data era imprimir todas as páginas em folhas A4 em duas duplicatas e fazer eu mesmo as capas para os livros à mão.
- Além de ter escrito o livro, porquê é que não publiquei com uma editora (ainda)?
Bem, além de querer que 100% dos direitos da obra fossem para o meu pequeno Príncipe e não querer que a mesma tenha nenhum vínculo com uma editora, é como já disse, queria fazer somente duas cópias de forma manual e oferecer a primeira (a que considero 'original') para o meu filho (na altura só tinha e queria ter um, mas surgiu o segundo e amo 'pacas' os dois), e a segunda ficaria guardada como cópia física de segurança. A história basicamente é sobre eu e ele, e a nossa imaginação fértil, mas acabei por quase eliminar o manuscrito (juntamente com todos os outros textos meus) quando cheguei ao ponto em que se não tomasse uma decisão, não estaria vivo hoje.
Foi uma questão de mudança de último segundo a existência desse manuscrito e há alguns dias atrás voltei a lê-lo e decidi que além de publicar a história de forma totalmente independente por e para eles (agora os meus Príncipes são dois, lembra?), farei as duas cópias de forma manual como era planeado no início e guardarei para quando ambos forem adultos receberem como prenda de maioridade. Também sou motivado a não fazê-lo agora ou antes da maioridade (os livros físicos e entregar para eles) pelo facto que a minha ex-esposa destruiria os livros se eu entregasse para ela guardá-los (lembra-se da relação afetiva que tive e quase me matou? Pois bem, eu fui casado por 7 anos com ela), visto que ambos os Príncipes são muito novos ainda.
Para colocar em perspetiva: O divórcio e os meses que se seguiram ao divórcio foram um autêntico inferno, com ela a fazer de tudo para me afastar dos Príncipes (mentindo inclusive para a justiça ao dizer que eu abandonei os Príncipes quando na verdade eu não tinha onde morar - e ficou provado isso - não tinha dinheiro tampouco meios de transporte para visitá-los - ou um telemóvel para ligar para eles - e estava há mais de 30 quilómetros da casa deles; com isso e por ter ficado provado que eu não abandonei os Príncipes ela criou outros processos jurídicos absurdos que se arrastam até hoje somente com intuito de tirar mais e mais do que eu tenho conseguido alcançar aos poucos depois de sair da rua ...).
Foi tudo tão difícil pois como já tinha dito, acabei a morar na rua sem nada pelo simples facto de eu não querer dividir os bens que obtivemos durante a duração do nosso casamento ou levar nenhum bem material no final da relação, deixando tudo com ela para os meus filhos, pois mais do que eu, os eles precisam de um lugar para viver e eu sempre me virei muito bem ou sou muito bom a recomeçar a vida do zero. Valeu a pena esse sacrifício? Sim, e muito!
Mas mesmo tendi isso sido um inferno, ainda existe a parte mais difícil e que muitos pais (divorciados ou não) se irão rever, possivelmente:
Desde fevereiro que só falo com os meus dois Príncipes por videochamada por causa de toda essa questão da pandemia (e outros pontos que prefiro não expor por eles, para preservar o futuro da imagem da mãe deles, ou não ser eu influência no moldar dessa imagem caso aconteça) e decidi que mesmo estando as coisas "mais amenas" aqui em Portugal (mas a piorar agora com o espreitar do inverno), só estaria com eles quando for encontrada a cura ou se provar efetiva a obtenção de imunidade à doença; por nada desse mundo quero colocá-los em risco por uma coisa que o meu sacrifício pode evitar, afinal de contas, eles são o que de mais importante tenho nesse mundo todo ...
Voltar a ler o livro que escrevi para, agora eles, (escreverei entre esse e o próximo ano um segundo livro para dar continuidade à história e incluir o meu segundo Príncipe) despertou algumas ideias que já tenho colocado em prática e a partir de amanhã, publicarei uma página do livro por dia (inserirei o link aqui!) como tenho feito com esses textos novos e outras formas de arte que crio. Como não quero ter mais do que duas cópias físicas de cada livro, não tenho a certeza se vendo os e-books e crio uma conta poupança para os Príncipes com o dinheiro da venda das cópias digitais ou se publico somente no site que estou a construir e uso a monetização por meio da publicidade embutida nas páginas para esse fim (esse é o modo mais apelativo para mim, porque assim mais gente tem acesso aos livros e contribuem mesmo que não tenham condições financeiras para comprar um exemplar).
Digam-me o que vocês acham sobre qual é a melhor opção :)
Eis um trecho do livro e a página de abertura de 'O rei e o grande minúsculo', o livro que escrevi para os meus dois filhos:
Eu sou o Narrador e esta é a história sobre um minúsculo rapaz que vive dentro do pequeno universo que existe no meu umbigo. Neste mundo, ninguém possui um nome, apenas características físicas únicas e marcantes.
O rapaz que conheci tem uma particularidade muito semelhante à uma que tenho. Ele é alto, tão alto, que por este motivo não existe qualquer outro rapaz da sua idade com a altura próxima à dele e é inclusive muito mais alto do que todos os adultos deste tal mundo. Se o tornarmos proporcional à altura das pessoas humanas, este rapaz terá três metros enquanto a altura média de todas as pessoas é de um metro e setenta centímetros.
Conheci-o num dia em que estava eu a descansar ao sol, deitado na relva com uma camisola sem mangas, enquanto brincava com o meu microscópio imaginário e despertou em mim a curiosidade de espreitar com aquilo para o meu umbigo. Para a minha total surpresa, a primeira coisa que vi foi um amontoado de cabelos crespos pretos cheios de caracóis que parecia estar preso a um poste azul acastanhado, só que, depois de poucos segundos o poste se mexeu e assustei-me, afinal, os postes não podem andar. Ou podem?
– Olá gigante! – disse uma voz que não conseguia perceber de onde vinha.
– Estou bem aqui. – continuou ela. Levantei-me da relva e olhei à minha volta. Por mais certeza que tivesse sobre ter ouvido aquela voz, tudo apontava para o facto de estar eu sozinho ali. Corri para o muro da minha humilde casa, trepei-o para espreitar às casas dos meus vizinhos casmurros e vi que ninguém se escondia do outro lado.
– Acho que estou a sonhar acordado, novamente. – disse para mim mesmo em voz alta.
– Não gigante, não estás a sonhar. A propósito, porque é que trepaste para cima dos muros se em pé és maior do que eles? – continuou e perguntou aquela voz misteriosa. Corri para dentro da minha casa, tranquei todas as portas e janelas, fui às pressas e assustado para o meu quarto, apaguei as luzes e escondi-me na segurança que existe por baixo dos meus grandes e quentes amontoados de lençóis de seda, mantas polares e cobertores de todas as cores.
Depois disso, não voltei a ouvir aquela voz naquele dia e acabei por adormecer. Sonhei com milhares de coisas maravilhosas, entre elas doces e chocolates pois sou um narrador um tanto guloso; sonhei com os infinitos momentos de diversão com os meus amigos, com o meu pequeno Príncipe e por fim, para não fugir à regra, sonhei que dormia também ...
Espero que quando os meus Príncipes lerem essa história que escrevi em especial para eles, sintam o que queria transmitir nessa altura em que pouco conseguem entender dos sentimentos humanos e para que encontrem nas minhas palavras tornadas ficção, a voz deles que muito me tem ajudado nessa luta e nova fase da minha vida. E que essa voz os ajude nas fases mais difíceis da vida, e relembrem também os momentos mais felizes.
Também espero que você que me lê novamente hoje, goste de tudo o que pretendo partilhar e se que se existir alguém importante para você, use-a como motivação para lutar contra todas as coisas que não fazem bem, e que esses livros que publicarei inspirem alguém a criar e mudar o mundo, mesmo que o mundo seja só para uma pessoa :)
Com muito amor;
Aladino.
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2020.09.28 14:37 Vedovati_Pisos Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!

Cavalo Mangalarga Marchador – Saiba tudo sobre a raça!
Os primeiros cavalos chegaram ao Brasil na época do descobrimento, mas só por volta de 1800 alguns animais de elite começaram a ser enviados para cá. A partir daí, deu-se início a formação do cavalo Mangalarga Marchador.
O Margalarga deveria ser chamado de cavalo Junqueira, mas acabou ganhando o nome Mangalarga. Uma história que começou em 1750 quando João Francisco Junqueira conseguiu com a coroa uma imensa faixa de terra na região do Sul de Minas Gerais, em Cruzilia, para plantar, criar gado e cavalos.
História do Mangalarga Marchador
A raça Mangalarga Marchador é tipicamente brasileira e surgiu no Sul de Minas, através do cruzamento de cavalos da raça Alter – trazidos da Coudelaria de Alter do Chão, em Portugal – com outros cavalos selecionados pelos criadores daquela região mineira.
A base de formação dos cavalos Alter é a raça espanhola Andaluza, cuja origem étnica vem de cavalos nativos da Península Ibérica, germânicos e berberes. Os cruzamentos dessas raças deram origem a animais de porte elegante, beleza plástica, temperamento dóceis e próprios para a montaria.
Os primeiros exemplares da raça Alter chegaram ao Brasil em 1808, com D. João VI, que se transferiu para a Colônia com a família real. Os cavalos dessa raça eram muito valorizados em Portugal e a família real investia em coudelarias (haras) para o aprimoramento da raça. A Coudelaria de Alter foi criada em 1748 por D. João V e viveu momentos de glória durante o século XVIII, formando animais bastante procurados por príncipes e nobres europeus para as atividades de lazer e serviço.
Quando Portugal foi invadido pelas tropas francesas de Napoleão Bonaparte, inúmeras fazendas de criação de cavalos da raça Alter, inclusive a Coudelaria Alter do Chão, foram saqueadas. Nos anos subseqüentes, os cavalos Alter remanescentes no país foram cruzados com diversas raças, principalmente com a raça Árabe.
Mas quando D. João deixou Portugal, trouxe para o Brasil alguns dos melhores eqüinos da Coudelaria Alter do Chão. Dos animais que vieram para o Brasil antes da invasão francesa e, portanto, puro exemplares da raça Alter, descende o garanhão ‘Sublime’, considerado o marco inicial da raça Mangalarga Marchador.
A tradição oral nos conta que em 1812, Gabriel Francisco Junqueira, o Barão de Alfenas, teria recebido como presente do Imperador o garanhão Sublime. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas na Fazenda Campo Alegre, no Sul de Minas (a fazenda era uma herança de seu pai João Francisco Junqueira), daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador. As primeiras crias desses cruzamentos foram também chamadas de Sublime.
Quanto às éguas brasileiras utilizadas nos cruzamentos, estas foram originadas dos primeiros animais introduzidos no Brasil pelos colonizadores, sendo a maioria de sangue Berbere e Andaluz.
Desde o início dos trabalhos de sua seleção, Gabriel Francisco Junqueira levou em consideração o andamento cômodo, a resistência, rusticidade e o brio dos animais de sua criação. Naquela época, como o cavalo era o único meio de transporte, a notícia da existência de cavalos de andamento cômodo na Fazenda Campo Alegre despertou um grande interesse em todo o Sul de Minas e vários criadores adquiriram animais do Barão de Alfenas.
Alguns pesquisadores, porém, apontam algumas contradições assim como relatos dos descendentes diretos do Barão de Alfenas que não apóiam esta versão. Segundo os mesmos, as datas, tipo de cavalo presenteado, origem do cavalo, etc. não são compatíveis com dados históricos da época.
(Sugerimos a leitura da seção O Barão de Alfenas, do livro MANGALARGA MARCHADOR – E os outros Cavalos de Sela no Brasil de Rosalbo F. Bortoni, para entender melhor a participação do Barão de Alfenas na origem do Mangalarga Marchador.)
Responsáveis
A História do Mangalarga está intimamente ligada à História dos homens que povoaram o Sul de Minas, a partir dos primeiros anos do século XVII. Estes primeiros habitantes da região eram mineradores, atraídos pelas noticias que se espalharam da ocorrência de muito ouro nos rios e ribeiros daquelas terras.
Com o passar dos anos, a mineração foi sendo substituída pela agropecuária, com especial atenção para gado leiteiro e eqüinos para o trabalho.Algumas das famílias que se instalaram nesta região tornaram-se ancestrais de várias das mais tradicionais famílias mineiras, como os Junqueiras, os Resendes, os Andrades, os Meirelles, os Reis, os Ferreiras, os Carneiros, para citar apenas algumas.
Houve deslocamento dos que se interessaram pela agropecuária para a região de Baependi, Aiuruoca e São Tomé das Letras, onde já havia alguns moradores. Ali, nas terras mais férteis e nos campos mais vastos e de melhor topografia, os novos habitantes encontraram melhores condições para o que pretendiam, que era desenvolverem-se na agropecuária.

Foi então que se iniciou a seleção dos cavalos que viriam a ser os Mangalarga.
O Início do Mangalarga Marchador
Uma das famílias que se instalou na região das Comarcas de Baependi e Aiuruoca foi a de Helena Maria do Espírito Santo, que se casou com João Francisco Junqueira, o patriarca da família Junqueira.
Os descendentes de Helena Maria e João Francisco, ao começarem a trocar suas atividades de mineração pela agropecuária, desenvolveram um tipo de cavalo de porte médio, bastante forte, rústico e de boa ossatura. O andamento variava do diagonalizado até o lateralizado puro.
A seleção inicial se fez principalmente visando o andamento cada vez mais cômodo, trabalho esse que veio resultar na marcha batida ou picada, conforme a localização de cada núcleo. Naqueles mais próximos à região de maior influencia da mineração a preferência era pela marcha picada. Nos mais próximos a Baependi, Aiuruoca, São Tomé das Letras, em que a atividade principal passara a ser a pecuária, havia clara preferência pela marcha batida.
O essencial, entretanto, era que o cavalo fosse rústico, confortável para o cavalheiro, frugal e esperto.

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Houve, portanto, uma seleção natural e os animais mais capazes e que atendiam os objetivos dos criadores deram os primeiros passos para o aparecimento das linhagens.
Início das Linhagens
As primeiras notícias que se têm sobre seleção e aprimoramento de cavalos são a partir de João Francisco Filho, com maior ênfase para a atuação de José Frausino, seu filho (filho e neto, respectivamente, de Helena Maria Espírito Santo e João Francisco Junqueira), que estabeleceram-se na Fazenda do Favacho.
Fazenda Campo Alegre
Propriedade do patriarca da família Junqueira, João Francisco Junqueira. Ali nasceu, em 1782, seu filho Gabriel Francisco Junqueira, depois Barão de Alfenas. Gabriel Francisco se casou com Ignácia Constança de Andrade e tiveram 10 filhos. Entre eles, dois se destacaram na criação de cavalos: Francisco Gabriel de Andrade Junqueira, chamado Chiquinho do Cafundó, de quem descendem os proprietários da Fazenda Tabatinga, e Antônio Gabriel Junqueira, da Fazenda Narciso, onde também se criaram famosos reprodutores da raça.
A Gabriel Francisco Junqueira, que continuou residindo na Fazenda Campo Alegre, é creditado o mérito de ter criado um tipo peculiar de cavalos, assim como a fixação do andamento marchador desses animais, tudo a partir de cruzamentos feitos de suas éguas com um garanhão que lhe fora presenteada pelo então Imperador do Brasil.
A tradição oral conta que em 1812, Gabriel Francisco, o Barão de Alfenas, teria sido presenteado pelo Imperador com um reprodutor da raça Alter. Gabriel Francisco teria, então, usado largamente esse reprodutor em suas éguas, daí resultando a base do que viria a ser o Mangalarga Marchador.
Apesar das controvérsias em relação a essa história, não resta a menor dúvida de que ele criava cavalos. E que Gabriel Francisco, juntamente com um sobrinho, José Frausino, se preocupou mais do que os outros com a evolução de suas montarias.
Fazenda do Favacho
Em 1828, José Frausino adquiriu para a Fazenda do Favacho um potro, chamado de Fortuna, em alusão ao alto preço pago por ele.
Fortuna foi o reprodutor que maior influência teve na fixação de um tipo, contribuindo definitivamente para a formação e fixação dos caracteres da raça Mangalarga.
A influência de Fortuna foi intensa e extensa, já que também nos animais posteriormente selecionados no Estado de São Paulo a descendência desse reprodutor foi de imensa importância.
Na Fazenda do Favacho foram gerados os Fortunas II e III. De Fortuna III, levado para São Paulo, depois de ter servido na Fazenda do Favacho por alguns anos, descendem os Fortunas IV e V, tendo voltado para a Fazenda do Favacho um descendente deles, o Armistício, que foi pai de Candidato, cavalo de imensa importância no criatório sul-mineiro em geral.
Tanto nos rebanhos de Minas Gerais, como nos de São Paulo, estes também iniciados por membros da família Junqueira, se nos detivermos numa análise genealógica, constataremos que as boas linhagens são quase todas provenientes do Fortuna.Dos Fortunas também descende Colorado, de capital importância no criatório do Mangalarga, também chamado Mangalarga Paulista.
Ainda na Fazenda Favacho, tiveram influência no correr dos anos os reprodutores: Plutão, Canadá, Duque, Calçado, Manco, Trovão, Montenegro, Jambo, Gesso, Albatroz, Fla-Flu, além dos já citados Armistício e Candidato.
Fazenda Traituba
Construída em 1831. Seu primeiro proprietário foi João Pedro Junqueira, que foi pai de João Pedro Diniz Junqueira. Uma filha deste casou-se com José Frausino Fortes Junqueira, e a partir daí a criação de cavalos tomou vulto na fazenda.
Tropa muito semelhante em tipo e aptidões à da Fazenda do Favacho, com ênfase para as qualidades funcionais do cavalo.
Garanhões que maior influência tiveram na tropa: Pégaso, Canário, Glicério, Armistício, Rádio, Rádio II, Bibelô, Beduíno, Candidato e Sátiro, sendo que este último foi para a Fazenda do Angathy, onde exerceu marcante influência.
Fazenda Campo Lindo
Fazenda Campo Lindo, de João Bráulio Fortes Junqueira (n.1837 f. 1901) e Gabriela Vitalina Diniz Junqueira.
Apaixonado pelo campo e pela pecuária, João Bráulio tornou famosa sua marca‘JB’. João Bráulio conseguiu formar tropa de grande refinamento e expressão racial, sem se descuidar das qualidades funcionais.
Pégaso, filho de Beline, serviu na Fazenda Traituba, gerando o excelente Rádio, que por sua vez gerou Sátiro, de capital importância na fixação de um tipo na Fazenda do Angathy.Da Fazenda Campo Lindo era outro reprodutor que exerceu grande influência nas tropas do Sul de Minas. Trata-se de Beline, nascido em 1901. Vejamos alguns exemplos.
No atual rebanho Herdade domina também a origem de Beline, através de Brasil e Ouro Preto JB, filhos; Londres JB, neto; Beline e Seta Caxias, bisnetos de Beline.
Clemenceau II, neto de Beline, é de uma suma importância no rebanho da Fazenda Tabatinga, já que era avô de Tabatinga Predileto e bisavô de TabatingaCossaco.
Na região de São Vicente de Minas, Beline também exerceu marcante influência. Assim é que as Fazendas Engenho de Serra, Pitangueiras, Bela Vista e Porto usaram por vários anos reprodutores ‘JB’, descendentes de Beline: Ouro Preto JB, filho de Beline; Clemenceau II JB, V-8 JF, Panchito JB e Londres JB, netos de Beline, além de Baluarte, filho de Panchito, bisneto, portanto de Beline.
Muito grande foi e é a influência dos animais da Fazenda Campo Lindo nos criatórios atuais, e muitos foram os reprodutores que continuaram na própria Campo Lindo ou influenciando outros criatórios: The Money, Farol, Rio Negro, Clemenceau I e Clemenceau II, Ouro Preto JF, Candidato, V-8, Sargento, Diamante e outros mais.
Fazenda Narciso
Criatório já extinto. Entretanto seus animais tiveram e têm marcante influência na raça Mangalarga Marchador.
Era de propriedade de Antônio Gabriel Junqueira, filho de Gabriel Francisco Junqueira, Barão de Alfenas.
Quase todas as tropas daquela época foram beneficiadas por reprodutores da Fazenda Narciso, destacando-se entre eles: Abismo, Trovador, Pretinho, Primeiro, Mussolino.
Fazenda do Angathy
Construída por volta de 1782 por José Garcia Duarte, bisavô de Cristiano dos Reis Meirelles, sob cuja influência tomou vulto na Fazenda do Angathy o criatório de cavalos.
Reprodutores que influenciaram na formação e continuidade da tropa: Bônus, Mozart, Mineiro, V-8 JF, Miron, este, filho de Sátiro, cavalo vindo da Traituba e de fundamental importância na Fazenda do Angathy, além de Salmon, Veto e Yankee.
Foi da Fazenda do Angathy um dos mais célebres reprodutores da raça, o Caxias I, nascido na Fazenda Luziana, em Leopoldina. Era também da Fazenda do Angathy o garanhão de nome Angathy, registrado sob o número 1 na Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador.
Linhagens de Tradição
A partir daquelas seis linhagens iniciais, a criação dos cavalos marchadores rapidamente se espalhou pela região sul-mineira, começando a alcançar regiões mais distantes, mas todas elas, inicialmente, no Estado de Minas Gerais. Hoje, porém, já se espalhou por todo o país e por alguns paises no exterior.
Muitos outros criatórios existiram na região sul-mineira. A criação do Mangalarga Marchador se deveu basicamente ao trabalho da família Junqueira. Mas sua consolidação se fez com o trabalho de grande número de pessoas. É provável que essas pessoas talvez nem estivessem imbuídas da importância que viriam a ter os animais que criavam. Eram fazendeiros que precisavam de cavalos para o trabalho. Gostavam daqueles animais que ofereciam conforto ao cavaleiro, e os criavam. Cada qual colaborou com uma pequena parcela para a fixação dos caracteres raciais e para maior divulgação da raça.
E por que ficou o nome Mangalarga Marchador?
Há várias versões e até lendas para a denominação ‘Mangalarga’. A mais consistente, segundo pesquisadores, está relacionada com a Fazenda Mangalarga, localizada em Pati do Alferes, no Estado do Rio de Janeiro.
Seu proprietário era um rico fazendeiro que, impressionado com os cavalos da família Junqueira, adquiriu alguns exemplares de Gabriel Francisco Junqueira – o Barão de Alfenas -, fazendeiro do Sul de Minas e deputado na Corte.
Vez por outra os proprietários da Fazenda Mangalarga iam à Corte com os cavalos sul-mineiros. Quando alguém se interessava pelos animais, eles indicavam as fazendas do Sul de Minas como sendo a origem dos cavalos.
Quando os compradores iam ao Sul de Minas, pediam cavalos iguais aos da Fazenda Mangalarga. E com o tempo, esta referência acabou transformando-se em nome.
Outra versão diz respeito a um cavalo do Imperador que teria sido o pai desta raça e se chamava Mangalarga.
A terceira versão diz respeito à forma do cavalo movimentar as mãos (as patas) dianteiras, como se estivesse vestindo mangas largas.
A marcha é o diferencial do Mangalarga, que é diferente dos outros animais marchadores. A marcha, que é o passo acelerado, se caracteriza por transportar o cavaleiro de maneira cômoda, pois não transmite os impactos ocorridos com os animais de trote.
Durante a marcha, o Mangalarga Marchador descreve no ar um semicírculo com os membros anteriores e usa os posteriores como uma alavanca para ter impulso. Marchando, ele alterna os apoios nos sentidos diagonal e lateral, sempre suavizados por um tempo intermediário, o tríplice apoio, momento em que três membros do Mangalarga Marchador tocam o solo ao mesmo tempo.
A fácil atuação do Mangalarga Marchador frente a obstáculos naturais demonstra sua aptidão nata para o trabalho e esportes em geral. No enduro, os animais da raça têm valorização crescente pela comodidade da marcha, que garante conforto ao cavaleiro, e pela resistência para percorrer longas distâncias.
A Exposição Nacional, a mais importante mostra do Marchador, é realizada desde 1982 pela Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reúne representantes de todos os Estados. Os cerca de 300 expositores levam à pista mais de 700 animais, todos credenciados anualmente com os títulos de Campeão ou Reservado Campeão nas exposições oficializadas pela entidade em todo o país.
Associações
Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo. Chegando em novo solo, com topografia, cultura e caça diferentes, os cavalos tiveram que se adaptar a uma nova topografia e necessidades, por isto foi mais valorizada a marcha trotada que tem apoios bipedal, pois os animais de tríplice apoio, apesar de serem mais cômodos, não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto.
Devido à inevitável diferença entre os criadores de Mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.
Mangalarga Marchador no Guinness Book
A condição de ser um animal resistente, dócil e cômodo e com regularidade permitiu ao Mangalarga Marchador entrar para o Guinness Book, o Livro dos Recordes. Entre maio de 1991 e julho de 1993, três cavaleiros – Jorge Dias Aguiar, 64 anos, Pedro Luiz Dias Aguiar, 60 anos, e o capataz de Pedro, José Reis, 65 anos – e seis animais da raça fizeram uma cavalgada durante aqueles dois anos, entre os pontos mais distantes do Brasil, Chuí, no Rio Grande do Sul, e Oiapoque, no Amapá, pelo projeto “Brasil 14 mil”. Com o retorno a São Paulo, percorreram 19.300 quilômetros. Uma das maiores estratégias de marketing feitas com a raça, o projeto acabou transformando-se na “Cavalgada Mercosul – Projeto Brasil 14 mil”, com a inclusão da Argentina e Paraguai, totalizando 25.104 quilômetros.
Características
– Temperamento dócil
– Capacidade de percorrer longas distâncias
– Adestramento fácil e rápido
– Pode ser criado somente em regime de pasto diminuindo os custos de manutenção
Morfologia
– Cabeça triangular e pescoço piramidal
– Tronco forte com costelas bem arqueadas
– Nos membros os tendões são vigorosos e bem delineados
– Altura mínima de 1,47 e máxima de 1,57, sendo 1,52 a altura ideal

https://www.vedovatipisos.com.bnoticias-artigos/mangalarga-marchado
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2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
submitted by UninformedImmigrant to portugal [link] [comments]


2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.26 20:21 ElaborBR Impactos trabalhistas no enfrentamento do COVID-19

Desde o domingo, dia 22 de março de 2020, em que o Governo Federal assinou a Medida Provisória 927/20, inúmeras dúvidas inundaram a segunda-feira dos escritórios de advocacia, empresas de contabilidade, departamento de Recursos Humanos, Departamento Pessoal, firmas de auditoria e em especial, a dos trabalhadores.

Algumas dúvidas versavam sobre questões legais, mas seguramente a maior parte dos questionamentos era no sentido de: como implantar as medidas trazidas pela MP de maneira mais segura tanto para a empresa como para os colaboradores?

Como meu sistema está ou não preparado? Como eu poderia rodar em grande escala as férias dos colaboradores sem o pagamento do terço constitucional, já que posso pagar até o dia 20/12/20? E lá adiante, o sistema de folha de pagamento conseguirá vincular o pagamento do terço às férias corretamente? E se tiver aumento de salário? Pago o terço constitucional com o salário novo ou com o salário da época da concessão das férias?

Um cliente me ligou hoje pela manhã e perguntou: será que o Protheus já está preparado para calcular as férias de acordo com a MP? Respondi: fique tranquilo… de domingo à noite até hoje, quarta-feira pela manhã … Nem Protheus, nem qualquer outro sistema. Nós dois rimos… de nervoso… rs.

Depois de dois dias de leituras, pesquisas e resposta às consultas de nossos clientes, resolvemos trazer algumas das questões debatidas.

Não temos a pretensão de dirimir todos os aspectos, impactos e desafios que as empresas e trabalhadores enfrentarão pela frente. Mas é um apoio, um suporte a quem terá que ser um instrumento da gestão de mudança sem perder de vista o atendimento ao compliance e empatia com a posição e as vidas dos colaboradores dentro e fora da Empresa.

ENTENDENDO OS IMPACTOS TRABALHISTAS NO ENFRENTAMENTO DO CORONAVIRUS – COVID19 MEDIDA PROVISÓRIA 927/2020

1) Quais são as principais medidas trabalhistas trazidas pela Medida Provisória 927/2020 no enfrentamento do coronavírus (COVID-19) ?

O artigo 3º. da MP estabelece que poderão ser adotadas pelos empregadores, dentre outras, as seguintes medidas:

I – o teletrabalho;

II – a antecipação de férias individuais;

III – a concessão de férias coletivas;

IV – o aproveitamento e a antecipação de feriados;

V – o banco de horas;

VI – a suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho;

VII – o direcionamento do trabalhador para qualificação profissional (REVOGADO PELA MEDIDA PROVISÓRIA 928/20); e

VIII – o diferimento do recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.

Importante destacar o artigo 2º. da MP 927/20:

“Durante o estado de calamidade pública a que se refere o art. 1º, o empregado e o empregador poderão celebrar acordo individual escrito, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, que terá preponderância sobre os demais instrumentos normativos, legais e negociais, respeitados os limites estabelecidos na Constituição”

2) Neste sentido, existe a possibilidade de uma discussão jurídica nos tribunais sobre a tal preponderância do acordo individual sobre as leis, decretos, instruções normativas, portarias, etc.?

Em um primeiro momento, entendemos que dependerá muito da forma, do conteúdo e da essência dos acordos que serão firmados com o trabalhador, ainda que o objetivo principal seja nobre, que é o da preservação do emprego. Portanto nossa resposta é que SIM, poderá haver a chamada judicialização de alguma das medidas trazidas pela MP.

Uma forma de minimizar a exposição é obter o maior número de elementos e subsídios que auxiliem na tomada de decisão. O envolvimento do consultor trabalhista e principalmente do vosso assessor jurídico são fundamentais neste processo.

TELETRABALHO (HOME OFFICE OU TRABALHO REMOTO)

3) Como devemos gerir o regime de home office?

O assunto teletrabalho é bem amplo, mas vamos focar nas questões da MP:

O regime de trabalho presencial poderá ser alterado para o de teletrabalho independentemente de acordos individuais ou coletivos, e deverá ser será notificado ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, por escrito ou por meio eletrônico.
As disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, pela manutenção ou pelo fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação do teletrabalho e ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado serão previstas em contrato escrito, firmado previamente ou no prazo de trinta dias, contado da data da mudança do regime de trabalho.
Os estagiários e aprendizes não ficaram de fora e também estão contemplados neste regime.
4) Podemos suspender a concessão do Vale Transporte e do Vale Refeição aos empregados que estão em home office?

O vale transporte poderá ser suprimido, tendo em vista que a finalidade do transporte (residência x trabalho x residência) não ser aplicável ao trabalhador que está no regime do teletrabalho.
O vale refeição deve ser mantido, pois o trabalhador está trabalhando e mesmo que remotamente, ele precisa se alimentar. Deverá ainda ser observado os intervalos para descanso e alimentação. Ao indagar se devemos continuar fornecendo o vale refeição, muitos empregadores demonstram ter uma ideia distorcida do próprio home office.
5) As empresas que forneciam aos empregados a alimentação na modalidade de restaurante próprio ou convênio, precisam fornecer o benefício ao trabalhador colocado no regime de teletrabalho?

Nada muda, o empregado continua tendo que se alimentar, por isso é necessário que a empresa conceda a alimentação, devendo avaliar internamente a modalidade e procedimento que será adotado.

6) E em relação a parte de Saúde e Segurança do Trabalho?

Como o momento é extremamente delicado, as empresas provavelmente não tiveram o tempo necessário para tomar todas as medidas necessárias, em especial ao mobiliário: mesa, cadeira, fones (se necessários), por exemplo.

Sabemos que existem empregados trabalhando sentados na cama, onde toda a questão ergonômica fica prejudicada. A longo prazo esta posição incorreta poderá se tornar uma doença profissional. Por isso é importante que o empregador olhe com cuidado para estes aspectos.

7) As empresas são responsáveis pelo fornecimento da infraestrutura e equipamentos necessários ao desempenho das tarefas em home office?

Sim. Inclusive deverá constar no contrato escrito como se dará o fornecimento destes equipamentos e materiais, em especial ao reembolso das despesas com a utilização da internet, por exemplo.

Para fins de benchmarking, alguns dos nossos clientes adotaram o modelo de reembolso mensal das despesas, cujo valor tem flutuado entre R$ 50,00 a R$70,00.

8) O reembolso de despesas deverá constar em folha de pagamento?

Sim, conforme prevê o artigo 225 do Decreto 3.048/99, a empresa é também obrigada a:

I – preparar folha de pagamento da remuneração paga, devida ou creditada a todos os segurados a seu serviço, devendo manter, em cada estabelecimento, uma via da respectiva folha e recibos de pagamentos;

9º A folha de pagamento de que trata o inciso I do caput, elaborada mensalmente, de forma coletiva por estabelecimento da empresa, por obra de construção civil e por tomador de serviços, com a correspondente totalização, deverá:

IV – destacar as parcelas integrantes e não integrantes da remuneração e os descontos legais

Embora algumas empresas utilizem o modelo de relatório de reembolso de despesas (RD), conservadoramente nossa posição é a de que todo pagamento realizado ao colaborador deve transitar em folha de pagamento, o que não significa dizer que deverá ter todas as incidências (INSS, FGTS e IRRF). Importante as empresas se atentarem às previsões existentes no Decreto 3.048/99 e no Decreto 9.580/18.

9) Devo controlar o horário de trabalho ou adotar o cartão de ponto aos empregados colocados em regime de teletrabalho?

De acordo com a Lei 13.467/17, conhecida como lei da reforma trabalhista e que alterou a CLT em diversos pontos, os empregados em regime de teletrabalho não estão abrangidos pelo instituto do controle de jornada nem de horário. Então a resposta é não, não há a necessidade de controle de horário, embora algumas empresas estejam aplicando sim o controle, seja pela marcação via mobile ou via time sheet.

Neste momento, o maior desafio dos gestores é medir a produtividade de cada colaborador. Sabemos que nem todos têm o perfil para trabalhar em casa, mas não podemos esquecer que as crianças também estão fazendo “home office”!

Por isso é extremamente relevante que as empresas comuniquem aos seus trabalhadores como se dará o trabalho em home-office, as condutas, posturas, comunicação com clientes, pares e gestores, etc.

Sem dúvida quando tudo isso passar as empresas olharão o trabalho em home office de uma forma muito diferente. Uma nova forma de trabalho está nascendo.

FÉRIAS

As férias poderão ser concedidas por vontade do empregador, devendo o trabalhador ser comunicado com antecedência mínima de 48 horas, por escrito ou meio eletrônico.
Não poderão ser inferior a 5 dias.
Poderá ser antecipado períodos aquisitivos futuros, mediante acordo individual escrito.
Os colaboradores pertencentes ao grupo de risco devem ser priorizados na concessão ou antecipação das férias,
A concessão do abono pecuniário (venda de 1/3 das férias) ficará sujeita a concordância do empregador.
O empregador poderá pagar o 1/3 constitucional até a data de pagamento da gratificação natalina, também conhecido como 13º. Salário, ou seja, até 20/12/20.
O pagamento da remuneração das férias poderá ser realizado até o 5º. dia útil do mês subsequente ao início do gozo das férias.
Em caso de férias coletivas, não será necessário realizar a comunicação prévia ao Ministério da Economia e aos Sindicatos representativos.
Porém há a necessidade de comunicar aos empregados contemplados pelas férias coletivas com antecedência de, no mínimo, 48 horas.
Os RH´s devem se antecipar e verificar junto aos seus respectivos fornecedores de folha de pagamento as questões relacionadas ao cálculo e geração das férias nos moldes trazidos pela MP.

FERIADOS

As empresas poderão antecipar o gozo de feriados não religiosos federais, estaduais, distritais e municipais e deverão notificar, por escrito ou por meio eletrônico com antecedência de, no mínimo, 48 horas mediante indicação expressa dos feriados aproveitados.
Os feriados também poderão ser utilizados para compensação do saldo em banco de horas.
No caso dos feriados religiosos, este deverá ter concordância dos colaboradores mediante acordo individual e por escrito.
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BANCO DE HORAS

Ficam autorizadas a interrupção das atividades pelo empregador e a constituição de regime especial de compensação de jornada, por meio de banco de horas, em favor do empregador ou do empregado, estabelecido por meio de acordo coletivo ou individual formal, para a compensação no prazo de até 18 meses, contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
A compensação de tempo para recuperação do período interrompido poderá ser feita mediante prorrogação de jornada em até duas horas, que não poderá exceder 10 horas diárias.

SUSPENSÃO DE EXIGÊNCIAS ADMINISTRATIVAS EM SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Suspensão da obrigatoriedade da realização dos exames médicos ocupacionais, clínicos e complementares, exceção feita aos exames demissionais.
O exame demissional poderá ser dispensado caso o exame médico ocupacional mais recente tenha sido realizado há menos de cento e oitenta dias.
Os demais exames (admissionais, mudança de função, retorno de afastamento e periódicos) deverão ser realizados no prazo de 60 dias após o contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
Na hipótese de o médico coordenador do PCMSO considerar que a prorrogação representa risco para a saúde do empregado, o médico indicará ao empregador a necessidade de sua realização.
Ficam suspensos também os treinamentos previstos nas Normas Regulamentadoras (como o treinamento da CIPA por exemplo) e deverão ser realizados no prazo de 90 dias após o contado da data de encerramento do estado de calamidade pública.
Os treinamentos poderão ser realizados na modalidade de ensino a distância e caberá ao empregador observar os conteúdos práticos, de modo a garantir que as atividades sejam executadas com segurança.
Entendemos que alguns treinamentos nos parece de difícil aplicação pois como seria possível observar os conteúdos práticos de um treinamento para trabalho em altura ou espaço confinado ?

Os processos eleitorais da CIPA ficam suspensos até o encerramento do estado de calamidade pública, assim como os processos eleitorais em curso.

POSTERGAÇÃO DO DEPÓSITO DO FGTS

Fica suspensa a exigibilidade do recolhimento do FGTS pelos empregadores, referente às competências de março, abril e maio de 2020.
O recolhimento das competências de março, abril e maio de 2020 poderá ser realizado de forma parcelada, sem a incidência da atualização, da multa e dos encargos.
O pagamento das obrigações referentes às competências mencionadas será quitado em até seis parcelas mensais, com vencimento no sétimo dia de cada mês, a partir de julho de 2020.
Em caso de rescisão do contrato de trabalho, as Empresas deverão depositar os valores correspondentes ao empregado desligado e a eventual multa de 40% do FGTS, sem incidência da multa e dos encargos devidos.
Os prazos dos certificados de regularidade emitidos anteriormente à data de entrada em vigor desta Medida Provisória serão prorrogados por noventa dias.

OUTRAS DISPOSIÇÕES

Fica permitido aos estabelecimentos de saúde, mediante acordo individual escrito, mesmo para as atividades insalubres e para a jornada de doze horas de trabalho por trinta e seis horas de descanso:
prorrogar a jornada de trabalho;
adotar escalas de horas suplementares entre a décima terceira e a vigésima quarta hora do intervalo interjornada, sem que haja penalidade administrativa, garantido o repouso semanal remunerado.
As horas suplementares computadas em decorrência da adoção das medidas previstas acima poderão ser compensadas, no prazo de dezoito meses.
Os casos de contaminação pelo coronavírus (COVID-19) não serão considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal.
Os acordos e as convenções coletivos vencidos ou vincendos, no prazo de cento e oitenta dias, contado da data de entrada em vigor da MP, poderão ser prorrogados, a critério do empregador, pelo prazo de noventa dias, após o termo final deste prazo.
Durante o período de cento e oitenta dias, contado da data de entrada em vigor da Medida Provisória, os Auditores Fiscais do Trabalho do Ministério da Economia atuarão de maneira orientadora, exceto quanto às seguintes irregularidades:
I – falta de registro de empregado, a partir de denúncias;

II – situações de grave e iminente risco, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas à configuração da situação;

III – ocorrência de acidente de trabalho fatal apurado por meio de procedimento fiscal de análise de acidente, somente para as irregularidades imediatamente relacionadas às causas do acidente; e

IV – trabalho em condições análogas às de escravo ou trabalho infantil.

https://elaborbr.com/impactos-trabalhistas-no-enfrentamento-do-covid-19/
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2020.08.07 17:55 inv3stbr [OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro)

[OPÇÕES] O guia definitivo (de como perder dinheiro)
Salve cambada. Diretasso vejo gente pedindo ajuda para entender opções aqui no sub, e na versão mais retardada e corna do sub (investimentos). Então decidi explicar tudo o que você precisa saber sobre opções. Esse post é pra você preguiçoso do kct. Então bora, segue o índice:

  1. O que são opções;
  2. Calls e Puts;
  3. Como são precificadas;
  4. As Gregas.
  5. Como perder dinheiro; [PRÓXIMO POST]
  6. Como perder dinheiro pra krl; [PRÓXIMO POST]
  7. Como ganhar (???) [PRÓXIMO POST]

O que são opções

Opções são contratos. O vendedor, também chamado de lançador, tem o dever de cumprir o contrato, desde que o comprador das opções opte por exercer seu direito até determinada data. E é dai que vem o nome dessas girombas arrombadoras de pf.
Ta mais e ai? Continuando: a B3 oferece dois tipos de opções, as americanas e as europeias. Se você pensou que a diferença fosse a quantidade de pelos e a qualidade da cerveja, errrrrrouuuuu. As opções americanas permitem que o comprador exerça seu direito em qualquer momento (a partir do próximo dia útil a compra das opções) até a data de vencimento. Já as europeias, apenas na data de vencimento.
Todos os meses, na terceira segunda-feira, existe o vencimento de opções - ou no próximo dia útill caso haja feriado. Detalhe: as opções não são negociadas na data de vencimento, mas como dito, os compradores podem exercê-las. Ainda não ficou claro? Segue o fio.

Calls e Puts

A B3 disponibiliza dois tipos de opções, de compra e de venda. As opções de compra (carinhosamente chamadas de calls) nada mais são do que um contrato que da direito ao comprador de comprar o ativo subjacente a determinado preço (strike) até determinada data (vencimento) do lançador das opções. Exemplo:
Comprei 100 opções de compra VVARH250 por 0.06 reais cada (n ta fácil pra ngm kkk). O strike dessa opção é de 25 reais e o vencimento em 17/08. Portanto, até o dia 17/08 eu tenho o direito de exercer a opção de compra de VVAR3 por 25 reais. Se VVAR3 ir pra 27 reais, eu ganho 27 - 25 - 0.06 = 1.94 por ação. O cara que me vendeu tomou no cu.
As opções de venda, conhecidas como puts, dão o direito ao comprador de vender o ativo subjacente a determinado preço até certa data. Exemplo:
https://preview.redd.it/305fuoz6rlf51.png?width=639&format=png&auto=webp&s=a99a1311da6f3da20c0149f47c198f9496976d69
Comprei VVART190 por 0.59 reais. O strike da opção é 19. Ao comprar a put eu tenho o direito de vender VVAR3 por 19 reais até a data de vencimento 17/08. Se VVAR3 vai pra 17 reais, eu tenho o direito de vender por 19, ganhando (19 - 17 - 0.59) por ação.
https://preview.redd.it/xzg6kez1rlf51.png?width=631&format=png&auto=webp&s=97934355c93464fa1aebe18177b830286aad6024

Como são precificadas

São vários os métodos de precificação. Além do tarô, dardos e chutômetro, uma forma conveniente de precificação é Black-Scholes. Que porra é essa? Se você pensou que fosse uma marca de vape: vntc. É um modelo de precificação de opções. Ele assume uma série de premissas (algumas não tão válidas) na precificação das opções, mas servem como base e é amplamente utilizado pelo mercado.
O valor de uma opção depende de basicamente 5 fatores: i) tempo restante até o vencimento; ii) o preço do ativo hoje; iii) o strike; iv) risk free; v) volatilidade.
E ai doente, como eu uso isso? Você pode colocar as fórmulas no excel ou usar alguma calculadora online para calcular pra você o preço justo de uma opção, por exemplo.
Nem sempre (ou quase nunca) o preço de uma opção vai ser igual ao valor que você vê no seu HB. Por quê? Porque seu preço depende de outros fatores. Você quase nunca quer compravender um ativo pelo seu valor justo. Se você está comprando, quer mais barato, vendendo, quer mais caro. Simples.
Quando a realidade não se encaixa no modelo você altera o que? A realidade, obviamente. O único parâmetro não consensual é a porra da volatilidade do ativo. Quanto maior a volatilidade, maior será o preço da opção. E é ai que entra a volatilidade implícita, conhecida como IV (não é um quatro, seu animal). Para um dado preço de opção, podemos encontrar qual a volatilidade que estão usando para precificar, por isso implícita.
Você "paga caro" uma opção, se a IV dela estiver muito acima da volatilidade que você espera. As duas opções usadas como exemplo estão com IV próximo de 70% anualizado. Zoadasso.

As Gregas

Infelizmente não estou falando das loirinhas. As Gregas, como são conhecidas, são medidas de sensibilidade do preço da opção em relação a alguns fatores. Assumindo que a opção é precificada utilizando BS, elas podem ser calculadas facilmente.
Delta: a amante, as vezes ajuda e as vezes te fode. Nada mais é do que a sensibilidade do preço da opção em relação ao preço do ativo subjacente. Exemplo. Se a ação subiu 10 centavos e a opção de compra subiu 5, seu delta é 0.5. Ao comprar um ativo ou uma opção de compra, você está delta positivo. Ao comprar uma put ou shortear um ativo, você está delta negativo.
Gamma: a Sogra. É a segunda derivada em relação ao preço do ativo subjacente. Como assim, nem sei o que é derivada porra? Basicamente diz o quão estável é o delta dessa opção.
Vega: a namorada. A segunda grega mais importante, na minha opinião. Ela mede o quanto varia o preço da opção com uma varição em sua IV. Ou seja, se todos os fatores permanecerem constantes, mas houver um aumento da IV, o preço da opção sobe.
Theta: a esposa. A greguinha mas comedora de cus. Ela mede o quanto varia o preço de uma opção com o passar do tempo. Inimiga dos comprados e é bem fdp... pergunta pra quem encheu o cu de call de cogna semana passada kkk #Caféco #M #Ferri #CVM
Rho: o Haddad, um poste indiferente. Uns dizem que tem efeitos, outros dizem que não. De qualquer forma, mede a sensibilidade em relação a taxas de juros.
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2020.08.07 00:51 Mr_Libertarian Não é por causa da pandemia, é por causa da quarentena, seu estúpido

Por: Javier Milei
  1. O debate e os dados Desde a chegada do Covid-19, foi instalado um debate que, diante da queda no nível de atividade econômica, emprego, salários reais e um aumento repentino no número de pobres e necessitados, procura remover a responsabilidade do governo do desastre econômico e, mais cedo ou mais tarde, social, culpando a pandemia e não a política preferida do governo para lidar com o vírus, ou seja, a quarentena. O argumento é simples, a pandemia é um choque externo, enquanto a quarentena é de responsabilidade exclusiva do governo. A primeira coisa que devemos destacar é que a economia argentina já estava seguindo um caminho ruim desde meados de 2018, quando a economia entrou em recessão novamente, e que o atual governo falhou em reverter essa tendência. Especificamente, os dados do PIB do primeiro trimestre deste ano mostram uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. De qualquer forma, isso não representa evidência suficiente para apontar má administração, pois, contra o freio de uma tendência de queda, os dados interanuais geralmente mostram um sinal negativo, que é a base do que é definido como arrasto estatístico. No entanto, quando o indicador é mostrado em termos dessazonalizados, encontramos uma queda de 4,8% em relação ao trimestre anterior, que é de responsabilidade do novo governo. Além disso, as ações do governo são percebidas a partir dos números, pois enquanto o consumo privado cai 6,8%, o investimento 9,7%, exportação 13,4% e importação 7,6%, o único item com sinal positivo foi o consumo público em 1,6%. Ao mesmo tempo, o indicador mensal de atividade de frequência (EMAE) também mostra uma queda colossal. Assim, em março, mesmo com apenas dez dias após a imposição da quarentena, a atividade caiu 11,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto em abril a produção do país caiu 26,4% (acumulando uma retração de 11% ano/ano até agora este ano), que constitui a maior queda na história da Argentina. Portanto, à luz dos números assustadores envolvendo a economia e, dadas as críticas de terem se apoiado fortemente na opinião de infectologistas, o governo começou a impor a história de que o problema não foi quarentena, e sim a pandemia. Para isso, ele mostrou os números de queda do PIB para diferentes países do mundo, com base nas estimativas do FMI. Nesse sentido, é importante ressaltar que a Organização Multilateral estima que o PIB mundial cairá 4,9%, enquanto a queda Argentina será de 9,9%, o que coloca o país entre os países com os piores índices de desempenho mundial, onde, por coincidência, nos países com as quarentenas mais duras, a taxa de queda é maior.
  2. Pandemia ou fraudemia Há uma piada que diz que haviam dois microeconomistas (que olham para tudo em termos relativos) e um diz para o outro “Olá, como está sua esposa?” e ele responde “Comparado a quê?” Aqui vale o mesmo. Se alguém quiser entender os efeitos letais do Covid-19, a primeira coisa a considerar é: como é a dinâmica da população em termos de mortes? Nesse sentido, a primeira coisa a ser compreendida é que, ao longo deste ano, de acordo com estudos demográficos das Nações Unidas, 60 milhões de pessoas morrerão no planeta, ou seja, cerca de 165.000 pessoas por dia ao longo do ano em todo o mundo. Por outro lado, ao analisar as mortes do Covid-19 em todo o mundo, foram necessários pouco mais de 100 dias para atingir esse número, ou seja, estaríamos em torno de 1% das mortes no mundo (mesmo em uma linearização favorável ao Covid-19). Além disso, se compararmos com o caso da gripe espanhola, que é o caso com o qual a Organização Mundial da Saúde ameaçou o mundo, o nível de desproporção é absurdamente enorme. Especificamente, a gripe espanhola ocorreu do final de 1918 até o início de 1920, infectou um terço do planeta Terra e matou 6% dos infectados (= taxa de mortalidade). Ou seja, a gripe espanhola matou 39 milhões de pessoas, o que representou 2% da população total do planeta Terra. Se alguém replicasse os números, para os níveis populacionais de 2020, estaríamos falando de 2,6 bilhões de infectados e um total de 156 milhões de mortes pelo Covid-19, enquanto extrapolar linearmente os dados hoje daria um total de 20 milhões de infectados e 1 milhão de mortos. Ou seja, a OMS errou no número de infectados em 130 vezes e no número de mortes em 156 vezes. Além disso, dado que, durante o primeiro semestre, a mídia televisiva mostrou continuamente gráficos com o número de mortes de Covid-19 em todo o mundo, se o vírus em questão tivesse a mesma letalidade da gripe espanhola, os gráficos deveriam ter mostrado que 427.397 pessoas morrendo por dia, número que o Covid-19 teve dificuldade de atingir em cinco meses. Portanto, à luz dos dados apresentados, somos confrontados com duas interpretações. Por um lado, é que a Organização Mundial da Saúde tem um sério problema com o uso de matemática e estatística, o que a levou a cometer um grande erro. Por outro lado, eles fizeram isso de uma maneira totalmente intencional. No entanto, seja qual for o motivo, a questão é que o Covid-19 não é apenas incomparável a gripe espanhola, mas é questionável defini-lo como uma pandemia.
  3. Quarentena e economia De acordo com os números apresentados e os erros mais do que grosseiros cometidos pela OMS nas estimativas que sustentaram suas recomendações, também é importante quanto da queda do PIB mundial é atribuível ao Covid-19 (ou seja, à fraudemia) e quanto atribuível a quarentena, um exercício que faz sentido, pois, além das diferenças entre os diferentes modelos de quarentena implementados no mundo, todos eles foram colocados em algum tipo de quarentena. À luz dos pressupostos da Organização Mundial da Saúde e, especialmente, dos infectologistas que apontaram que a pandemia de Covid-19 seria equivalente à “peste espanhola”, um trabalho econométrico realizado por Robert Barro, José Ursua e Joanna Weng procurou determinar o impacto que teria no crescimento da produção e do consumo, tanto em termos per capita, quanto na taxa de retorno dos títulos do Tesouro e na taxa de inflação no mundo, se a hipótese dos especialistas em Saúde fosse correta. Por sua vez, para estudar o impacto da gripe espanhola (para assimilar posteriormente com o caso Covid-19), o período de análise decorre de 1901 a 1929, onde ocorre o corte na série temporal daquele ano, explicado pela presença da Grande Depressão. A partir disso, para os 42 países que fazem parte do estudo transversal, os valores das mortes fora do período da praga espanhola 1918-1920 e das mortes da Primeira Guerra Mundial 1914-1918 são zerados. Além disso, vale a pena notar que, embora a data de 1901 possa ser um tanto arbitrária, as estimativas a partir de 1870 dão resultados semelhantes. Assim, com base nos resultados econométricos obtidos, os autores do estudo determinam que, se o número de mortes por Covid-19 fosse semelhante ao da peste espanhola, a taxa de declínio no crescimento do produto per capita seria 6%, enquanto no caso do consumo per capita seria de 8%. Por outro lado, se considerarmos que a taxa de crescimento do PIB, para valores menores, pode ser equiparada à soma da taxa de crescimento do PIB/c mais a da população (líquida entre o crescimento natural e o efeito da doença), o PIB mundial mostraria uma retração na taxa de crescimento de 7 pontos percentuais. Portanto, dado que as estimativas da queda na taxa de crescimento de acordo com a estimativa do FMI (usando outra metodologia e analisando país por país) estão na mesma linha do trabalho de Barro-Ursua-Weng, assimilando o Covid- 19 ao caso da gripe espanhola, dado que o vírus mostrou uma letalidade pelo menos 156 vezes menor, a origem da retração é a quarentena e não a fraudemia. Em outras palavras, dado que as mortes por Covid-19 seriam de 0,013% para o mundo inteiro, a taxa de crescimento do PIB per capita deveria ter caído 0,038%. Assim, a quarentena global é responsável por 99,27% da queda do PIB. Se, por sua vez, consideramos a Argentina a principal aluna da OMS, a atrocidade causada pelo governo Alberto Fernández a pedido do grupo de consultores em doenças infecciosas é óbvia. Essa situação se torna muito mais grave quando se considera que, devido à dinâmica global do vírus, o país não apenas teve mais tempo, mas também muito mais informações.
  4. Um remédio pior que a doença Embora esteja claro que o modelo de quarentena teve um efeito devastador na taxa de crescimento mundial, esse erro se torna ainda mais chocante ao considerar os impactos no mercado de trabalho. Nesse sentido, estudos da Organização Mundial do Trabalho estimaram que, durante o primeiro trimestre do ano, 4,5% das horas trabalhadas no mundo foram perdidas, o que implica que 130 milhões de empregos foram perdidos, enquanto, em comparação com uma perda de 10,5 horas durante o segundo trimestre do ano, o número de empregos perdidos atingiu 305 milhões. Ao mesmo tempo, a destruição de milhões de empregos fez com que o salário médio do mundo caísse 60%. Ao mesmo tempo, considerando que 62% dos trabalhadores do mundo trabalham no setor informal e que 47 pontos desses 62 foram impactados significativamente pela quarentena promovida pela Organização Mundial da Saúde, o número de trabalhadores informais abaixo da linha de pobreza no mundo passou de 26% para 59%. Por outro lado, de acordo com as estimativas do Programa Mundial de Alimentos (PMA), juntamente com os resultados derivados do “Relatório Global sobre Crises Alimentares 2020” (preparado em conjunto com a Rede de Informações sobre Segurança Alimentar da FAO e o Instituto Internacional de Pesquisa em Políticas Alimentares), indicou que, antes da chegada do Covid-19, cerca de 135 milhões de pessoas estavam em situação de insegurança alimentar. No entanto, o que se observa é que o desenho da resposta (quarentenas estritas) para resolver os efeitos do vírus chinês confronta os países com um trade-off desafiador entre salvar vidas ou os meios de subsistência. Dessa maneira, salvar vidas do coronavírus, dado o modelo de quarentena, está levando à fome. Em termos concretos, a pesquisa do PAM indica que mais 130 milhões de pessoas serão levadas ao limite da fome, porque o número total de pessoas em insegurança alimentar subirá para 265 milhões de seres humanos. Portanto, com base nisso e de acordo com os estudos do PAM, 300.000 pessoas por dia passarão fome no mundo, por pelo menos um período de três meses, ou seja, cerca de 27 milhões de pessoas passarão fome graças ao modelo de quarentena promovido pela OMS. Em resumo, tudo isso mostra que o remédio está sendo muito pior que a doença.
  5. Quarentena: um crime contra a humanidade Como apontam Ricardo Manuel Rojas e Andrea Rondón García no livro “A supressão sistemática dos direitos de propriedade como um crime contra a humanidade”, o estudo dos tipos de crimes contra a humanidade ou genocídios, de acordo com a definição em convenções específicas ou no Estatuto de Roma, adverte que esses crimes estão fundamentalmente ligados ao exercício de ações sistemáticas e violentas destinadas a eliminar ou suprimir certos grupos. Ao mesmo tempo, vale ressaltar que não apenas a agressão física direta pode constituir um crime contra a humanidade, mas esse objetivo também pode ser buscado e alcançado por meio de ações que não sejam diretamente violentas, como a supressão sistemática dos direitos de propriedade à um nível que impossibilite a subsistência da população. Nesse sentido, podemos ver claramente que a supressão sistemática dos direitos de propriedade pelo Estado implica remover a base de apoio econômico do indivíduo, que enfrenta um dilema existencial. Por um lado, defender sua propriedade enfrentando o avanço expropriador do Estado e que, no final, acabará com sua vida pela fome. Assim, o Estado acabará assassinando-o por um caminho indireto (e cuja transição poderia ser enquadrada como tortura). Por outro lado, a opção de ceder humildemente aos caprichos da hierarquia do Estado e, assim, tornar-se escravo. Portanto, no primeiro caso, o direito à vida é aniquilado, enquanto no segundo, o direito à liberdade. Dentro da lógica dessa análise, os casos mais rigorosos de quarentena, como o da Argentina, levam a um crime contra a humanidade. Assim, quando o Estado impõe quarentena, isso implica a supressão geral do exercício dos direitos de propriedade por grande parte da sociedade civil. Especificamente, o que a medida faz é suprimir completamente a renda das empresas, exigindo que elas continuem pagando impostos, sustentando o mesmo número de trabalhadores e não permitindo a redução de salários – o resultado de tudo isso simultaneamente é que, durante o processo, as empresas primeiro consomem capital de giro e depois usam as economias dos proprietários das empresas, que no final acabará quebrando as empresas e empobrecendo seus proprietários. Nesse sentido, não apenas há enormes danos a todas as camadas da sociedade resultantes da destruição de capital, mas também deixa o setor privado desamparado diante de um governo que está avançando com pretensões totalitárias. Portanto, o impulso de um modelo de quarentena extremamente rígida e por um período exageradamente longo não apenas permite o avanço dos governos sobre a vida da população com pretensões totalitárias, mas também que os governos se tornem verdadeiras máquinas de violação maciça dos direitos individuais e como, nessa tarefa, a violação dos direitos de propriedade é essencial para alcançar os objetivos, essas ações são alcançadas por várias das cláusulas do Estatuto de Roma e pelas leis internas que adotaram.
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2020.08.06 21:24 altovaliriano Novas regras

Venho informar que adicionei duas novas regras à lista de regras do subreddit. Uma delas não é realmente nova e a outra é apenas temporária.
Os tópicos que não tratem direta ou indiretamente sobre o escritor e suas obras ou as adaptações destas fogem ao tema de nosso subreddit. Portanto, nós só nos interessamos por outras pessoas e obras na medida em que elas se relacionam de alguma forma com Martin e suas obras.
-> Exemplo de tópicos relacionados que combinam com o tema do sub: 1) referências históricas dos livros de GRRM, 2) detalhes sobre processos técnicos empregados na produção da série e dos livros, 3) histórias e eventos do fandom, 4) crítica diretas ou indiretas às obras de Martin, 5) opinião dos elenco e corpo técnico de Game of Thrones sobre a própria série, os livros ou GRRM, 6) opiniões sobre obras mencionadas e/ou recomendadas por GRRM, 7) etc.
-> Exemplo de tópicos que NÃO combinam com o tema do sub: 1) Vida pessoal dos atores e produtores de Game of Thrones, 2) Outros projetos de atores e produtores de Game of Thrones sem ligação com GRRM, 3) análises de livros e séreis detalhadas que não façam conexões com GRRM ou suas obras; 4) etc.
Isso inclui até piadinhas inofensivas.
A regra, que começa a valer a partir de hoje foi inspirada no calendário das eleições 2020 do Tribunal Superior Eleitoral. Segundo este documento, a partir de hoje (06/08/2020) os meios de comunicação estão proibidos de fazer alusão direta ou indireta a candidatos. Já a data final (18/12/2020) coincide com a diplomação dos eleitos.
As datas acima estão sujeitas a alteração conforme o calendário do TSE sofra alterações (em razão do COVID-19, principalmente).
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2020.07.31 00:15 sadFGN 2T2020: Resultados ENGIE.

Destaques Operacionais e Financeiros:
Eventos Subsequentes:
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2020.07.23 03:33 HoBaLoy E SE Olyvar Frey for realmente o protegido de Rosby?

Por conta de uma sugestão, mais uma vez de u/altovaliriano e de um tema já muito comentado pela fandom com teorias a respeito, resolvi discorrer um pouco sobre essa possibilidade.
Sabemos da morte de Lord Gyles Rosby em AFFC e sabemos também que Rosby era um local próspero e que Lord Gyles deixara uma polpuda fortuna como herança. Não a toa, apesar de sua aparente e frequente tentativa de sempre agradar a Rainha Cersei, ele fora nomeado como Mestre da Moeda em AFFC.
Para apoiar esta teoria comecemos com a genealogia.
Em um capítulo de Catelyn em Correrrio de ASOS ficamos sabendo que a sexta esposa de Walder Frey é uma Rosby, mais precisamente Bethany Rosby em menção direta feita por Lothar Frey:
– É muita gentileza, Vossa Graça. Uma vez esses termos aceitos, fui instruído para oferecer ao Lorde Tully a mão de minha irmã, a Senhora Roslin, uma donzela de dezesseis anos. Roslin é a filha mais nova de meu pai e da Senhora Bethany da Casa Rosby, sua sexta esposa. Tem um temperamento afável e um dom para a música.
O parentesco específico de Bethany com Lord Gyles não é mencionado.
O filhos de Bethany com Walder Frey mencionados no final de ASOS, são Perwyn, Benfrey, Willamen, Olyvar e Roslin
Perwyn, o mais velho, era um dos Frey presentes no cerco de Correrrio, Benfrey foi uma das baixas dos Frey no Casamento Vermelho, Willamen é um meistre a serviço da Casa Hunter, Roslin, como sabemos, casara com Edmure Tully.
Olyvar Frey nascera em 281 AC, ou seja, quando do acontecimento do Casamento Vermelho teria 18 anos, já um homem feito, inclusive era mais velho que Robb Stark.
Também em ASOS Robb menciona Olyvar Frey:
– Insultou gravemente a Casa Frey, Robb.
– Não era essa a minha intenção. Sor Stevron morreu por mim, e Olyvar foi um escudeiro tão leal como qualquer rei pode desejar. Pediu para ficar comigo, mas Sor Ryman levou-o comos outros. Todasas suas forças. Grande-Jon incitou-me a atacá-los...
Posteriormente em ASOS também é mencionado que Olyvar não estaria presente ao Casamento de Roslin com Edmure por conta do dever:
Sor Ryman Frey piscou e disse:
– Senhor. Sim?
– Tinha a esperança de pedir a Olyvar para me servir como escudeiro quando marchássemos para o norte – disse Robb –, mas não o vejo aqui. Estará no outro banquete?
– Olyvar? – Sor Ryman balançou a cabeça. – Não. Olyvar não. Partiu... partiu dos castelos. Dever
O que podemos especular com tal menção a dever? Fora apenas uma mentira para que Olyvar não estivesse presente em algo que não aprovava ou ele tivera que partir realmente para lutabarganhar por algo?
Falyse Stokeworth em AFFC menciona a existência do protegido de Lord Gyles quando este já estava mal de saúde e passara por Rosby a caminho de Porto Real.
– Desconfortável – lamentou-se Falyse. – Choveu quase o dia todo. Pensávamos em passar a noite em Rosby, mas aquele jovem protegido de Lorde Gyles nos recusou hospitalidade – fungou. – Guarde minhas palavras. Quando Gyles morrer, aquele desgraçado malnascido há de fugir com o seu ouro. Até pode tentar exigir as terras e a senhoria, embora legitimamente Rosby deva passar para as nossas mãos quando Gyles falecer. A senhora minha mãe era tia de sua segunda esposa, prima terceira do próprio Gyles.
Trata-se de uma passagem interessante. Por que o protegido de Rosby negaria hospitalidade à Falyse Stokeworth? Será que tinha rejeição a Casa Stokeworth por seu apoio incondicional à causa Lannister ou era apenas por conta dessa suposta alegação de Falyse de que por eles Rosby deveria ser herdada?
Em capítulos de Cersei quando conversava com o Grande Meistre Pycelle em AFFC mais uma vez existe a menção ao protegido de Gyles Rosby
– Não há filhos de sua semente, mas há um protegido... – ... que não é do seu sangue – Cersei ignorou aquele aborrecimento com um golpe de mão. – Gyles conhecia nossa terrível necessidade de ouro. Sem dúvida que lhe falou do desejo que tinha de deixar todas as suas terras e fortuna a Tommen – o ouro de Rosby ajudaria a refrescar seus cofres, e as terras e o castelo de Rosby podiam ser outorgados a um dos seus como recompensa por serviços leais. Lorde Waters, talvez. Aurane tinha andado sugerindo a necessidade que sentia de uma propriedade, sua senhoria não passava de uma honraria vazia sem propriedades. Cersei sabia que o homem tinha os olhos postos em Pedra do Dragão, mas mirava alto demais. Rosby seria mais adequado ao seu nascimento e estatuto.\*
(...)
– Lorde Gyles adorava Vossa Graça de todo o coração – Pycelle disse –, mas... seu protegido... – ... sem dúvida irá compreender, depois de ouvir você falar do desejo expresso por Lorde Gyles ao morrer. Vá, e cuide do assunto.*
Por fim, existem as menções já na regência de Kevan Lannister (no Epílogo de ADWD) sobre a herança de Rosby:
– Em breve, espero – disse, em vez disso, antes de se virar para o Grande Meistre Pycelle.
– Há mais alguma coisa? O Grande Meistre consultou seus papéis.
– Devíamos endereçar a herança de Rosby. Seis petições foram colocadas...
– Podemos tratar de Rosby em alguma data futura. O que mais?
De qualquer forma o que se percebe pelas passagens transcritas é que o protegido de Rosby já estava com controle de Rosby, inclusive negando hospitalidade a Falyse Stokeworth já em AFFC.
Como pontos desfavoráveis, também percebidos nas passagens supracitadas temos Falyse mencionando que era ele era baixo nascimento, o que poderia indicar que não teria qualquer sangue de qualquer casa nobre e Cersei Lannister dizendo que o protegido “não era de seu sangue”.
Mesmo assim, a Casa Frey aparentemente é uma casa que possui reputação duvidosa entre a nobreza, isso poderia suprir o comentário de Falyse Stokeworth. Já o comentário de Cersei poderia indicar simplesmente que o protegido não teria sangue em via direta de Gyles Rosby.
Favoravelmente a tal teoria podemos mencionar que os Frey tradicionalmente enviaram protegidos para serem criados com parentes de outras casas. Entre os casos mencionados nos livros cita-se o caso de Merrett Frey que fora enviado para servir de pajem e escudeiro de Sumner Crakehall (que tinha parentesco com Amarei Crakehall, terceira esposa de Walder Frey) e Geremy Frey, casado com Carolei Waynwood enviara um filho e uma filha para serem protegidos da Casa Waynwood.
Seria algo interessante que, embora os Freys tenham assassinado Robb Stark, sua mãe e companheiros, Olyvar poderia demonstrar que nem todos os Freys precisam ser traiçoeiros.
Por fim, partindo da possibilidade e probabilidade de Olyvar Frey ser o protegido de Rosby, e já estar controlando o local, quais seriam as consequências disto nos próximos livros? Lembremos que Rosby fica em um dos caminhos a Porto Real.
Os Nortenhos, os Stark sobreviventes e eventuais lordes rebeldes das Terras Fluviais, poderiam ter um local de segurança nas Terras da Coroa?
E a Senhora Coração de Pedra em relação a este Frey especificamente? Lembremos que Catelyn Stark o menciona em tom de lealdade e antes de morrer também chega a conclusão da traição no Casamento Vermelho por conta de sua ausência.
Existe alguma comunicação entre o protegido de Rosby e outros lordes no sentido de jurar lealdade a um ou outro, tanto em regiões quanto à pretendentes do Trono de Ferro?
O que acham de tal teoria e o que especulam que se ela for confirmada possa gerar?
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2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.06.29 20:20 throwaway2159861 Fracassei em todos os aspectos da minha vida

Boa tarde, estou precisando desabafar e resolvi contar aqui grande parte da minha história e talvez fazer uma auto-análise. Imagino pelo que vi e vivenciei que é possível que muitas pessoas se identifiquem com os assuntos que eu vou falar, então pode até ser uma leitura interessante.
Antes de começar, recomendo essa música pra quem por ventura vier a ler o texto abaixo. Ela não tem nada de especial, mas eu gosto bastante dela.
https://www.youtube.com/watch?v=7NLvmr7zpso
Pois bem, atualmente tenho 28 anos, quase fazendo 29 e estou terminando a minha segunda faculdade. Provavelmente algumas coisas em relação a datas serão confusas pois além da minha memória ser bastante ruim, ela se restringe aos últimos 5 anos da minha vida. Então, as últimas memórias que eu tenho são da copa de 2014 no Brasil onde consegui assistir a alguns jogos. Eu não sei se isso é neurológico, mas estou pra ver isso tem alguns anos já. Antes que perguntem, eu tenho memórias de situações anteriores, mas em vez de lembrar do fato em si eu me lembro de alguma outra pessoa me contando, então é uma espécie de memória de segunda mão.
Enfim, quando eu tinha cerca de 10 anos eu tive depressão crônica e comecei a tomar medicamentos para tratar isso. Por volta dos 13~14 além do tratamento da depressão, eu comecei a ter ataques de pânico intensos, de modo que eu tive que abandonar o colégio por cerca de 6 meses pois eu não conseguia sair de casa. Também desenvolvi um distúrbio de personalidade esquizóide. Felizmente acabei não perdendo o ano pois a direção entendeu a minha situação e eu tinha boas notas, esporadicamente eu arrumava a matéria do colégio e lia em casa pra tentar aprender alguma coisa. Curiosamente um amigo meu me contou anos depois que a minha mãe por volta dessa época pediu pra ele e alguns outros amigos tentarem me convencer de ir numa excursão do colégio que seria durante um feriado prolongado.
Avançando um pouco, por volta dos 17 anos e perto de prestar o vestibular, eu não tinha a menor idéia de qual curso eu deveria escolher. Cheguei a perguntar para o meu pai se ele poderia me dar mais um ano pra escolher a carreira enquanto eu fazia um cursinho mas ele só riu e achou que eu estivesse de sacanagem. Por fim, acabou falando pra eu fazer Direito pois ele sempre achou que todo mundo deveria saber o básico das leis, além do fato de ter trocentos concursos públicos disponíveis pros graduados. Nesta época, eu já estava de saco cheio de estar indo no psicólogo e no psiquiatra com regularidade, além de ter que tomar os medicamentos todo dia. Pra ser sincero, comecei a tomar os medicamentos em dias alternados em vez de diariamente e cada vez mais fui espaçando, até o ponto de achar que eu não precisava tomar mais. Não notei mudança nenhuma no meu comportamento, apenas uma grave insônia. Depois de um tempo então revelei que eu não estava mais tomando os medicamentos para os médicos e para os meus pais e como aparentemente não fazia diferença nenhuma porque ninguém percebeu, eu só parei de frequentar o psicólogo e psiquiatra de um dia pro outro.
Como eu não sabia pra qual curso prestar vestibular, acabei acatando a idéia do meu pai, só que eu não tinha motivação nenhuma pra estudar. Aliás, eu nunca tive e sempre fiz parte da grande maioria dos alunos que estudam apenas na véspera. Para a minha grande surpresa, acabei passando no vestibular e só fiquei sabendo aos 45 do segundo tempo, no penúltimo dia da pré-matrícula quando um amigo meu veio me dar parabéns. Foi uma conversa engraçada, ele me deu parabéns mas eu não sabia pelo quê, já que eu não tinha acompanhado o resultado do vestibular pelo fato deu não ter estudado durante o ano. Foi uma grande sorte, que aliás é um tema recorrente na minha vida. Dei sorte do meu colégio dar o conteúdo inteiro durante o 1º e 2º anos do ensino médio, deixando o 3º ano apenas pra revisão da matéria toda, então querendo ou não, eu assistindo as aulas acabei fazendo uma revisão sem querer. Dei muito mais sorte do meu amigo ter me avisado, já que sem ele eu perderia a matrícula e só deus sabe o que aconteceria. Talvez eu conseguisse o meu sonhado ano pra descobrir o que eu queria fazer da vida, mas me conhecendo, acho que eu apenas procrastinaria por mais um ano.
Já no começo da faculdade eu percebi que as carreiras legais não eram pra mim. Na verdade, analisando friamente, tenho certeza de que eu seria um bom juiz, devido à minha personalidade e jeito de ser. Infelizmente nasci sem a motivação necessária para traçar objetivos de longo prazo e perseguí-los. É bem verdade que eu considero que não se nasce com isso e que é tudo uma questão de disciplina, mas não me vejo mudando isso na minha personalidade no curto, médio ou longo prazo. Talvez seja um mecanismo de defesa pra me prevenir do fracasso, afinal de contas, ninguém pode dizer realmente que fracassou se nem tentou.
Enfim, apesar de achar a área da advocacia algo bastante chato, passei a me interessar moderadamente pela área acadêmica, mais especificamente pelo jusnaturalismo. Na época da faculdade comecei a ler um pouco sobre religião comparada e sempre achei que o direito sem uma base metafísica não passa de um jogo de poder onde quem possui mais faz a lei e quem não possui apenas obedece. Até hoje tenho vontade de realizar uma pesquisa acadêmica sobre isso, mas as chances beiram a zero pois a vida acontece.
Também durante a faculdade eu comecei a ter recaídas da depressão, mas como eu já conhecia os sintomas, eu sempre tomava medidas contra a minha própria vontade para tratar o problema no início. Eu tinha que manter um horário de sono regular, fazer algum tipo de exercício físico diariamente e ter uma alimentação mais saudável. Isso realmente funciona, então se alguém estiver passando por isso, recomendo fazer isso antes de partir para algo mais radical. O problema é que isso é chato demais e eu não conseguia manter essa disciplina por muito tempo, então eu ficava alternando períodos bons e ruins. Na verdade, isso acontece até hoje, mas aos poucos fui aprendendo a lidar com isso.
Vou abrir um parêntese aqui pois pelos anos de experiência, percebo que muitas pessoas passam pelo mesmo problema que eu, sobretudo aqui que é um lugar para desabafos anônimos. Também não é um assunto fácil de conversar com as pessoas, a não ser que você tenha ótimos amigos ou uma família bem estruturada que se importa realmente com você. A minha família sempre me deu essa abertura, mas por conta da minha personalidade eu nunca fui capaz de falar nada disso com eles. Aliás, não sei nem se adiantaria alguma coisa falar com eles. Acredito que o melhor meio mesmo seja apenas ler relatos na internet de pessoas que passam por uma situação semelhante pra saber que isso não acontece só com você. Acho que isso foi o grande motivador pra eu escrever este texto.
Gostaria de falar sobre sentimentos. É bastante paradoxal, visto que eu sou literalmente analfabeto em matéria de sentimentos e não sinto quase nada devido à minha TPE. Ainda sim, acredito que ajuda bastante saber que alguém tem a mesma sensação que você, pois é algo difícil de colocar em palavras. A pior delas é justamente esse algo que não tem nome. É como se fosse alguma coisa queimando, mas não queimando num sentido físico. Está mais para uma dor na alma, ainda que paradoxalmente a dor pareça física. Desde pequeno eu sinto isso e não consigo imaginar a minha vida sem sentir isso. A melhor forma que eu encontrei de descrever essa sensação até hoje foi como se existisse um buraco negro em algum lugar aqui dentro e que ele estivesse sugando tudo, até mesmo a tristeza, só que como ela está em maior quantidade, é o que acaba sobrando pra gente, ainda que essa tristeza não seja tão intensa quanto já foi em outros momentos.
Voltando, já no meio da faculdade eu sabia que teria problemas caso eu decidisse mudar de carreira pois seria bem mais difícil a minha entrada no mercado de trabalho sem experiência e com uma idade avançada, sem contar psicologicamente, já que os meus amigos estariam numa posição mais avançada da carreira profissional e consequentemente ganhando muito mais dinheiro que eu, o que é difícil pra qualquer pessoa, ainda que você não se importe muito com isso. Eu decidi não abandonar o curso no meio pois era um curso de renome numa excelente faculdade, então ainda tive que aturar mais 2,5 anos estudando algo que eu não gostava só pra pegar o diploma no final tendo certeza que eu não iria usá-lo.
Pois bem, prestei o enem no último ano da faculdade e consegui emendar um curso no outro. Não pra minha surpresa, descobri que o segundo curso que eu escolhi também era horrível e confesso que até cogitei em voltar pra advocacia. O problema é que eu não tive nenhuma experiência profissional em escritórios de advocacia e já esqueci o conteúdo da faculdade anterior, o que basicamente me impossibilita de voltar pra carreira anterior.
Ao menos arrumei um estágio e estou ganhando um salário mínimo por mês até eu me formar, que eu espero que seja daqui a dois meses. A parte ruim é que provavelmente não vão me contratar e eu vou ficar desempregado, a parte boa é que eu odeio o meu trabalho e provavelmente não vou aguentar nem mais 1 ano trabalhando lá.
Dito isto, vamos aos problemas e ao real motivo do desabafo. De uns tempos pra cá o negócio do meu pai está indo muito mal, de modo que tivemos que pegar alguns empréstimos com o banco e o coronavírus acabou forçando o negócio a ficar parado desde março. Então, já estamos numa situação periclitante.
Não bastasse isso, recentemente meu pai teve que operar para tirar um tumor e ao que tudo indica, provavelmente ele está com câncer. Além disso o meu pai está no limite de fazer parte do grupo de risco do covid e trabalha com atendimento ao público. Não sei como faremos pra tomar conta do negócio, já que ele provavelmente vai ter que parar de trabalhar pra fazer o tratamento.
A minha mãe por sua vez é aposentada por invalidez. A minha irmã tentou abrir um negócio também mas foi paralisado pelo coronavírus, sendo que ele já não ia bem. Desde o ano passado ela veio com uma proposta deu tomar conta da parte administrativa da coisa e tirar um dinheiro para mim do que entrar, mas a verdade é que ainda não consegui tirar sequer 1 real da coisa pois essa é a única fonte de sustento da minha irmã, então tudo o que eu consegui foi trabalhar de graça e um monte de dor de cabeça.
Eu por minha vez estou trabalhando entre 10 e 14h por dia ganhando um salário mínimo, fora o estresse e ainda tenho cerca de 5 semanas pra escrever o TCC que eu nem comecei pra me formar na faculdade daqui a 2 meses.
A única notícia boa que eu tive recentemente foi um conhecido meu ter me contado que só não se matou porque há uns anos atrás eu liguei e conversei com ele bem no dia em que ele tinha pretendido se suicidar.
Dada a minha situação é difícil não pensar em se matar constantemente. Não que isso seja algo novo, tenho esses pensamentos recorrentes desde os 13 ou 14 anos de idade, mas entre pensar e fazer existe um abismo infinito de modo que eu nunca cogitei seriamente fazer isso. Ainda sim, deixo sempre a opção aberta muito embora eu tenha me decidido a fazer isso só depois dos meus pais e da minha irmã morrerem.
Sendo bem sincero, motivos mesmo pra continuar vivendo eu não tenho nenhum. A única coisa que ameniza um pouco é eu tentar deixar a vida um pouco menos merda para os meus familiares, só que o fato é que eu tenho 28 anos na cara e não consigo nem me sustentar sozinho. Se o meu pai morrer, seja de câncer ou de coronavírus, imediatamente teremos que vender o apartamento e ir morar de aluguel ou com algum parente.
Eu acho que isso tudo é culpa minha, mas no fundo eu sei que não é, já que ninguém é capaz de prever o futuro. Também sei que a minha situação não é tão ruim quanto a de outros, já que eu ainda tenho um teto e comida, mas também sei que a coisa pode ficar feia muito rápido.
Acho que o maior agravante é que eu não tenho sequer 1 área da vida onde eu tenho um desempenho satisfatório. Fracassei economicamente, já que não consigo me sustentar; Fracassei amorosamente, visto que não tenho perspectiva nenhuma de constituir família; Fracassei socialmente pois o meu já pequeno círculo de amizades está se tornando cada vez menor muito pela perda de contato, já que eu não tenho mais como acompanhar os meus amigos com tanta frequência devido à falta de tempo e dinheiro; e a pior de todas, é a sensação de que fracassei como filho. Sim, é verdade, e eu tenho certeza que ninguém nunca vai falar isso, mas não existe nada mais natural que os filhos tomarem conta dos pais na velhice. Infelizmente pra mim, esse tempo chegou e eu não fui capaz de resolver esse problema à altura.
Quem não gostaria de bancar os pais para eles pararem de trabalhar, depois de uma vida inteira de trabalho? No meu círculo social já há pessoas que conseguiriam fazer isso, ao menos durante esse período de quarentena. É inevitável a comparação, mesmo sabendo que cada um é cada um. Eu sempre soube que seria difícil não ficar chateado com esse tipo de coisa quando eu escolhi mudar de carreira, mas está beirando o impossível. Não apenas no aspecto econômico, mas também no aspecto afetivo. Desde sempre a minha família soube que eu era praticamente um autista no quesito de relações sociais, ainda que eu esteja infinitamente melhor do que quando eu era mais novo. O que pega mais, é que no meu íntimo eu sequer considero a minha família como família propriamente dita. Eu entendo que eu tenho um dever moral para com eles, mas não vejo diferença entre eles e os outros seres humanos. É por isso que eu nunca falei eu te amo para eles e nem para ninguém. Não tenho certeza se eu vou chegar a falar isso pra alguém na minha vida, mas tudo indica que não.
Enfim, eu tinha mais coisas pra falar, mas infelizmente tenho que voltar a trabalhar. Desabafar aqui não foi ruim, eu deveria fazer isso mas vezes. Dito isto, eu estou juntando um dinheiro pra me consultar com um psicólogo online depois de quase 10 anos. Eu gostaria de ter dinheiro pra fazer pelo menos 2 meses, mas é difícil achar um psicólogo bom na faixa de preço que eu posso pagar.
Se possível, eu também gostaria de um feedback sobre o texto em si. Eu tenho uma conta anônima no medium e escrever lá, ainda que infrequentemente por falta de tema ou tempo, acabou se tornando uma das poucas diversões que eu tenho, muito embora eu ache que seja difícil alguém chegar a ler até o final, dado o tamanho imenso do texto.
É isso, excelente dia pra vocês.
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2020.06.27 13:26 Palmas100 Vai começar a festa

O essencial: Na edição #057 desta newsletter, comentei que esta medida era “a maior fonte de escândalos potencial da pandemia”. Continuo achando isso. Trata-se do poder que foi dado ao Banco Central por meio da Emenda Constitucional apelidada de “PEC da Guerra”, aprovada pelo Congresso em maio. O BC e sua máquina de criar moeda passa a poder adquirir diretamente de empresas privadas títulos emitidos por elas. Isso abre um campo gigantesco de preocupação em relação a quais critérios serão usados pelo Banco Central para definir quais empresas serão socorridas por ele, e com qual peso. As empresas interessadas no dinheiro do BC deverão apresentar suas propostas, a partir de chamados a serem abertos pela instituição. A seleção das propostas será feita pela Diretoria Colegiada. Nesta semana foi publicada a regulamentação dessa medida, com a especificação de regras a partir do que tinha sido definido na PEC da Guerra. Eis os principais pontos:

Real Oficial: Circular nº 4.028, de 23 de junho de 2020
Fonte> https://brenocosta.substack.com/p/brasil-real-oficial-062?token=eyJ1c2VyX2lkIjoxMzgzNTM4LCJwb3N0X2lkIjo1OTIzNTIsIl8iOiJKRFQ5ZyIsImlhdCI6MTU5MzI1NzA5MywiZXhwIjoxNTkzMjYwNjkzLCJpc3MiOiJwdWItNDUyNyIsInN1YiI6InBvc3QtcmVhY3Rpb24ifQ.DY0_ZcxjI2QW26xQVGBUp6iA12xe0lxbGuafYSEB3Kk
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2020.06.01 03:50 NatanaelAntonioli O que os Anonymous fez, ou deixou de fazer?

1) Quem são os Anonymous?
Primeiro: ao contrário da Cicada - que se identifica assinando suas mensagens oficiais com uma chave PGP - o Anonymous é uma comunidade virtual descentralizada.
Ser descentralizada significa que não há um "Anonymous oficial", um "Anonymous verdadeiro" ou que existam "Anonymous falsos". Também significa que não há um processo para "se juntar ao Anonymous" que envolva passar por testes e obter aprovação de uma organização superior, e que não há um quartel general dos Anonymous no qual atividades feitas por essa comunidade são comandadas.
Qualquer um pode realizar um ato de hacktivismo e se identificar como Anonymous. Basta se chamar de Anonymous, e de preferência usar a identidade visual e jargão associados com essa comunidade (máscara e frase, principalmente).
Justamente por isso, existem centenas de atos associados ao Anonymous, como você pode ver em uma linha do tempo presente em https://en.wikipedia.org/wiki/Timeline_of_events_associated_with_Anonymous. Essa linha do tempo não é uma lista de atividades feitas por uma organização única, mas sim por pessoas que se proclamaram como parte dessa comunidade, e que provavelmente nunca tiveram relação entre si.
Grupos que fazem atos mais impactantes ganham mais notoriedade, mais reputação, e mais seguidores em seus perfis oficias. Lembre-se: esses perfis não são da Anonymous, mas sim de um grupo específico que se identifica como Anonymous.
Sendo assim, se dois grupos, clamando ser Anonymous, fizerem (a) invadir a conta do Donald Trump e deixar um link para seu perfil, e (b) invadir a conta comercial da padaria da esquina e deixar um link para seu perfil, o grupo (a) certamente será mais levado a sério do que o grupo (b), e, se continuar em atividade, poderá formar uma célula centralizada.
Existe, por exemplo, um perfil ativo desde 2012 e com 2 milhões de inscritos (https://www.youtube.com/useAnonymousWorldvoce/videos) que clama ser oficial e posta conspirações no melhor estilo canal dos amiguinhos. Esse canal poderia ser meu, ou seu, ou de qualquer um que usasse esse nome.
A criatura no céu é, na verdade, uma pipa de dementador: https://observatoriodocinema.uol.com.bfilmes/2017/03/harry-potter-jornal-relata-aparicao-de-dementador-nos-ceus-da-africa. Ter mais de 2 milhões de inscritos e se proclamar como Anonymous não te livra de ser um imbecil.
2) Sendo assim, qual grupo fez o quê ultimamente?
No dia 28 de março de 2020, uma página no Facebook com 11 milhões de seguidores intitulada Anonymous (https://www.facebook.com/anonews.co/) e associada ao site AnonymousNews (https://anewspost.com) publicou um vídeo (esse que você viu por aí: https://www.facebook.com/anonews.co/videos/285581555919237/?v=285581555919237) no qual a violência policial em Minnesota é denunciada, citando casos de abusos policiais contra a população negra. Os protestos são exaltados, e o vídeo afirma que os crimes cometidos por eles (não deixando claro exatamente a quem "eles" se referem, provavelmente o departamento policial) serão levados ao mundo.
https://preview.redd.it/fpc4bft0b7251.png?width=424&format=png&auto=webp&s=24f28ae2a013a9517c976a1df1caf4d93a1e8ed3
Dia 31, um influenciador de tecnologia afirmou que o Anonymous tirou do ar o site do departamento de polícia local (https://twitter.com/williamlegate/status/1266938876632981507).

https://preview.redd.it/rorhiev7c7251.png?width=592&format=png&auto=webp&s=54b557850c4137d913231af04ab00ebe8666e4c6
3) E cadê os documentos sobre Epstein, Trump, Michael Jackson e Princesa Diana?
Na verdade, nenhuma dessas coisas foi publicada pela primeira vez recentemente. Apesar dessa postagem (https://twitter.com/moonstargym/status/1267237023934558210) dar a entender isso, todas essas denúncias já haviam feitas no passado, e sequer tinham relação com um grupo intitulado Anonymous!
O livro que liga Epstein a várias personalidades conhecidas, por exemplo, foi descoberto em 2012 pelo jornalista Nick Bryant, e ganhou as manchetes dos jornais em 2019 (https://www.nytimes.com/2019/07/22/style/jeffrey-epstein-little-black-book.html), mesma época em que uma versão completa do livro foi publicada na internet (https://archive.org/details/jeffreyepsteinslittleblackbookunredacted/page/n31/mode/2up).
Data de envio do livro do Epstein.
Se você tiver dúvidas, basta acessar o material, usar a função CTRL+F e buscar por nomes que você viu no Twitter.

https://preview.redd.it/4pmlwkped7251.png?width=174&format=png&auto=webp&s=e36daabb20e294f75252188d83a9045c5361de03
https://preview.redd.it/tzvfilwfd7251.png?width=137&format=png&auto=webp&s=39d742253f7b31adb8bc7a17e935f994230c14c1
A versão divulgada recentemente é apenas uma transcrição dessa lista em formato de texto puro, e não contém novas informações.
As acusações de estupro contra Donald Trump também já existiam no passado. Aqui (https://legalschnauzer.blogspot.com/2019/01/donald-trump-has-paid-about-30-million.html), temos a publicação de exatamente a mesma lista que hoje foi atribuída aos Anonymous, em janeiro de 2019. O responsável pelo compilado de denúncias foi o site Wayne Madsen Report (WMR) (https://www.waynemadsenreport.com), mantido por Wayne Madsen, um autor americano e teórico da conspiração.
https://preview.redd.it/9a019yfvd7251.png?width=481&format=png&auto=webp&s=13269e755c5baee1c2c17f4ea43fd1910c1e585d
Por fim, a acusação envolvendo um assassino de aluguel que confessou ser responsável pela morte da princesa Diana foi checada pelo Snopes em junho de 2017 (https://www.snopes.com/fact-check/retired-mi5-agent-confesses-on-deathbed-i-killed-princess-diana/), que apontou que a origem da matéria foi o site Your News Wire (https://www.snopes.com/tag/yournewswire-com/), com um amplo histórico de notícias falsas, inclusive essa.
A acusação de que a morte de Avicii foi um assassinato após tentativas de expor um caso de abuso infantil é de 2018, surgiu do site Neon Nettle a partir de especulações, e é falsa, conforme análise do Snopes (https://www.snopes.com/fact-check/dj-avicii-expose-pedophile-ring/).
3.1) E os documentos do Vaticano?
De acordo com esse tweet (https://twitter.com/manelmarquez/status/1267400380704489472), a página do Vaticano foi invadida pelo Anonymous, e deixaram um link com denúncias de casos de abuso infantil.
De fato, o link está na página. Só acessar http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Porém, o que ele simplesmente ignorou é que esse link é da resposta da própria Igreja a casos de abusos infantil ("chiesa" é "igreja" em italiano"), esse documento foi enviado pela própria Igreja, e isso já existia desde 2013 (http://archive.is/Vmv4H).
Já que estamos falando do site do vaticano, capturas recentes não mostram nenhum tipo de invasão: http://archive.vn/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html e http://web.archive.org/web/20200529204115/http://www.vatican.va/content/vatican/it.html.
Um perfil brasileiro que se identifica como Anonymous postou o que intitulou um exposed do Vaticano, em https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267528929193189378 e https://twitter.com/anonymousdobstatus/1267532085302120463. Porém, todas as informações aí presentes foram retiradas de notícias antigas, e não trazem nada de novo. São elas:
Urrutigoity (2014): http://www.ihu.unisinos.bnoticias/534505-o-curioso-caso-de-carlos-urrutigoity-parte-1
Montero (2008): https://www.twincities.com/2008/09/09/archdiocese-denies-helping-priest-to-flee-as-alleged-in-lawsuit/
Madden (2015): https://jacksondiocese.org/2015/09/statement-regarding-father-paul-madden/
Van Dael (2015): https://www.pri.org/stories/2015-10-16/fugitive-fathers-two-priests-have-been-suspended-globalpost-s-investigation
Baeza (1988): http://www.bishopaccountability.org/assign/Fernandez_Federico_ofm.htm
Tomé Ferreira (2018): https://g1.globo.com/sp/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2018/09/24/bispo-de-rio-preto-investigado-pelo-vaticano-em-denuncias-de-abusos-sexuais-deixa-cargo-ligado-a-cnbb.ghtml
Aldo di Cillo (2016): http://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2016/09/ex-seminarista-da-pb-diz-ter-sofrido-assedio-sexual-de-bispo-dom-aldo.html
Antônio Sarto (2003): https://www.bishop-accountability.org/sites/Spricigo_Tarcisio/Crime.htm
4) Sendo assim, esse ocorrido acarretará em consequências reais?
Já que isso não ocorreu agora, provavelmente não - ao menos de forma série e em função disso.
O usuário médio do Twitter pode ter descoberto isso agora, mas as pessoas que investigam e tomam providências nesses casos, não. Além disso, o da princesa Diana sequer é verdadeiro.
E, por fim, nenhum grupo vazou "documentos ultra secretos e incriminadores" contra Trump no momento. Não há nenhuma ameaça sólida em jogo.
5) Devo pedir aos Anonymous que investigue o Bolsonaro, ou outra pessoa?
"Pedir aos Anonymous" tem tanto efeito quanto "pedir aos palmeirenses". Ambos não existem de forma centralizada, não compõe uma organização única, e qualquer pessoa pode se identificar como um.
Se você acha que pessoas que se identificam como Anonymous têm algum tipo de habilidade para isso, peça. Mas é mais inteligente pedir para pessoas que são capazes de realizar ataques cibernéticos, ou envolvidas com hacktivismo.
6) E o perfil no Twitter que se identifica como Anonymous atualmente?
O perfil presente em https://twitter.com/YourAnonCase, apesar de ter sido criado em 2011, não há capturas relacionadas a esse perfil no passado (http://archive.is/https://twitter.com/YourAnonCase e http://web.archive.org/web/*/https://twitter.com/YourAnonCase), o perfil só se tornou famoso hoje (https://socialblade.com/twitteuseyouranoncase/monthly), e, por isso, não tem nenhuma reputação no momento.
https://preview.redd.it/tfag8sq8h7251.png?width=589&format=png&auto=webp&s=95ad1796161c864e39bbd3f1d90a91b3bc856bf3

https://preview.redd.it/9tr3uk75h7251.png?width=502&format=png&auto=webp&s=0fdba0e65c118b48493db23775d32de1621b8f0a
https://preview.redd.it/f5vdvow5h7251.png?width=443&format=png&auto=webp&s=34b7426dff976d537b5da6be490123b48fe3c136
Já o perfil presente em https://twitter.com/OpDeathEaters é um perfil de uma operação mais séria de combate a casos de abuso infantil (inclusive envolvendo Epstein) que se identifica como Anonymous, mas cujas postagens são de 2019, e não parecem conter informações inéditas.
https://preview.redd.it/y8a61nlbh7251.png?width=605&format=png&auto=webp&s=1342eaeb967435f75008ea9ed657bd0013c98faa
E outro perfil, presente em https://twitter.com/YourAnonCentral com 2 milhões de seguidores é um perfil com mais reputação, que contém vários retweets do perfil da operação contra abuso infantil, além de mensagens questionando Trump sobre o caso Epstein. Porém, sem publicações inéditas.
https://preview.redd.it/m0no0gx1i7251.png?width=608&format=png&auto=webp&s=8ad7283f64dae70a0226922b2062f50a2e166a37
A galeria abaixo contém os tweets no qual o grupo - esse sim com reputação - mencionou Epstein. Todos eles fazem referência aos conteúdos levantados em 2019.

https://preview.redd.it/8bmzy8aul7251.png?width=618&format=png&auto=webp&s=0fcd8daf19bc091667f8d2fcd58b2442f43a0c7f
https://preview.redd.it/jnwsu2jvl7251.png?width=582&format=png&auto=webp&s=1a681b65034b7c173f1235fcc6fd84dc0251d138
https://preview.redd.it/zq1adbbxl7251.png?width=590&format=png&auto=webp&s=05cce53e9f40443d63ee60bfa895dc577dbcc82b
https://preview.redd.it/u0cthhu0m7251.png?width=570&format=png&auto=webp&s=177b827e2a9157fe53fd3d706099cf0f98a3f135
https://preview.redd.it/y75oz9k4m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=d1f6abc0fe5348aeb7a68b51ec63fd15858b5228
E, aqui, momentos em que o mesmo caso foi mencionado em 29 de janeiro.
https://preview.redd.it/e7s2yer7m7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=719146a6b1e3fcaa74770dc9ef533f05f0e4971e
https://preview.redd.it/f7fnomx9m7251.png?width=556&format=png&auto=webp&s=713f06054ae890c1678080633b5ee2b6ca647ffc
E no dia 17 de janeiro.

https://preview.redd.it/8min7mddm7251.png?width=571&format=png&auto=webp&s=27f9f66b78041d2315e5481f51aebb14f4bf071f
Em suma: até o momento, não há novidades sobre Epstein. Apenas referências de uma célula do grupo com reputação a uma investigação feita entre 2015 e 2019.
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2020.05.24 04:00 aquele_inconveniente [SÉRIO] Portugal: um país que não converge

[SÉRIO] Portugal: um país que não converge

https://preview.redd.it/jixav212fm051.png?width=580&format=png&auto=webp&s=4b1c26851e9a3c015aff17914a6aecaf78a50aca
Vejo muitos textos sobre economia neste fórum. Vejo pessoas a dizer que depois do Estado Novo a economia nunca funcionou a sério, outras a dizerem o inverso. Vejo também comentários a dizer que a nossa economia precisa de capital, outros que é produtividade. Vejo uns culparem trabalhadores e outros patrões. Vejo muita coisa, mas pouca é fundamentada e apresentada sem viés político.
Esforcei-me assim ao máximo para não ser enviesado nesta análise e convido a uma discussão saudável em quiser discutir este assunto.
O meu texto baseia-se no seguinte:
  1. Portugal não está a ser capaz de reduzir o fosso entre a sua capacidade de produção de bens e serviços (que se traduz no nível de vida) com os países ricos
  2. A falta de convergência é ainda mais notória quando vista ao nível do trabalhador
  3. A quantidade capital (maquinaria, instalações, etc) está em linha com outros países
  4. A produtividade da economia não só não converge como está em divergência há muito tempo
Para todos os pontos usarei os EUA como país de comparação, dado que entre as economias mundiais de tamanho significativo e diversificadas (um Luxemburgo não é uma economia representativa) é das que tem o melhor desempenho económico. A cada ano que passa os EUA também inovam e melhoram a sua capacidade económico, portanto se não crescermos mais rápido que eles nunca os apanhamos.Este ponto é muito importante para análise pois de nada interessa Portugal crescer 1% se as outras economias avançadas crescem 2%, um crescimento baixo é sinónimo de divergência.

Parte 1 - Portugal incapaz de reduzir o fosso entre si e os países ricos



Figura 1
Portugal convergiu com os EUA até 1973, data em que se dá a crise do petróleo. Ao mesmo tempo que Portugal convergia, economias como a França ou a Espanha também convergiam.
É importante observar que tanto Portugal, como Espanha ou a França sofrem com a crise de 1973, Isto mostra que ainda que o 25 de Abril e a instabilidade política pós-revolução tenha afectado a nossa economia, o desempenho negativo de do período 74-85 é comum entre os três países e afasta a ideia de que o crescimento económico Português foi interrompido pela revolução.
Por outro lado, também é notório que desde 1950 até 1973 Portugal convergiu bastante com os EUA, principalmente entre 1968 e 1973. Este período, que coincide com o Marcelismo , é um dos períodos do século XX em que Portugal mais reduz a sua distância e em que mais se evoluiu a nossa economia. Não é portanto honesto que se diga que Portugal teve um desempenho económico negativo durante o Estado Novo, ainda que o período de Salazar seja de convergência menor que o do Marcelo Caetano, continua a ser um período de convergência.
Depois temos a entrada para CEE que permite outro período de grande convergência durante mais ou menos uma década. Essa época de ouro termina no final dos anos 90, que é o apogeu da esperança Portuguesa. Em 1998, aquando da Expo98, Portugal tinha vivido sem parar um período de constante avanço e todos acreditavam que continuaria. Infelizmente a esperança não se materializou.Com altos e baixos ficamos "parados" durante as duas décadas seguintes. Apesar de crescermos deixamos de o fazer a ritmos baixos. Hoje estamos pior ou igual, em proporção aos EUA, do que há 20 anos atrás.
É também no final dos ano 90 que Espanha nos diz adeus e continua a convergir enquanto que nós ficamos preso no mesmo sítio. Isto é muito relevante pois nos 50 anos após 1950 Portugal e Espanha fizeram praticamente o mesmo percurso, sugerindo que talvez haja algo que Portugal começou a fazer, ou deixou de fazer, para se condenar a esta situação de estagnação

Parte 2 - Produtividade por trabalhador conta uma história pior

O PIB per capita não conta a história toda. Um país que tenha uma população a envelhecer vai ter mais dificuldades a ter um PIB per capita alto pois uma boa parte da sua população não consegue mais trabalhar e os que trabalham teriam de compensar os que não trabalham.
O PIB, pode ser escrito com a seguinte aproximação:

Figura 2
Resumidamente, para termos um PIB maior é preciso mudar ou o L, ou o K, ou o A. Ou seja, precisamos ou de trabalhar mais (mais pessoas a trabalhar ou durante mais horas), ou de dar mais máquinas e equipamento a quem trabalho (dar um computador a alguém em vez de trabalhar em papel), ou de tornar os recursos mais produtivos (melhorar a tecnologia das máquinas, ou a educação/formação dos trabalhadores)
Se olharmos para o PIB português não dividido pela sua população, que inclui crianças, idosos, e outras pessoas que não estão a trabalhar e a produzir, podemos ver quanto é que cada trabalhador está de facto a gerar para o país. É verdade que para o nível de vida, o PIB per capita é importante dado que ainda que nem toda a gente produza, toda a gente consome. No entanto, se querermos saber se uma economia está a ser mais produtiva temos de ver antes o PIB por trabalhador

Figura 3
O que vemos aqui é uma história diferente do que víamos na Figura 1. Portugal após a revolução deixa de convergir em produtividade até integrar a CEE, enquanto que a Espanha e a França não pararam a convergência. Por outro lado, sabemos pela Figura 1 que estes países também estagnaram a convergência após 1973...Ora se quanto trabalhador produziu continua a aumentar e a produção total estagna, a única variável que pode resolver isto é o número de trabalhadores. Espanha tinha 14,1 milhões de pessoas a trabalhar em 1973 mas em 1985 apenas 11,9 milhões. Portugal por outro lado compensou a falta de produtividade com mais mão-de-obra no mesmo período. Passamos de 3,5 milhões de trabalhadores em 1973 para 4,1 milhões em 1985, potencialmente devido ao mais de meio milhão de refugiados que veio para Portugal após as independências dos territórios ultramarinos.
Isto mostra que apesar de Portugal e Espanha parecerem, ao nível do PIB per capita, muito semelhantes em percurso até aos anos 90, as diferenças demográficas mascaravam um fosso grande entre a produtividade os dois países. Este fosso é tão grande que hoje, um trabalhador espanhol é quase tão produtivo como um Francês e muito próximo de um trabalhador americano, sendo 75% tão produtivo como esse. Um trabalhador português no entanto tem uma produtividade a 45% da americana. Espanha está mais próxima dos EUA do que de Portugal.
Pior que isso, desde 2015, não querendo fazer uma falácia ad hoc ergo proter hoc, após a transição para o governo de António Costa houve uma alteração da política portuguesa em relação ao foco na competitividade das empresas portuguesas. A produtividade de cada trabalhador começa a cair enquanto que em Espanha, ou França, isso não acontece, sugerindo que é um fenómeno português. Apesar de não se poder concluir, e apenas questionar esta relação, ninguém a tem mencionado. Uma das razões é de novo o factor trabalho. Durante os últimos 5 anos Portugal tem feito uma política muito agressiva de atração de imigração que faz com que haja mais trabalhadores, ainda que a produtividade média de cada esteja em declínio.Este efeito migratório é importante pois explica o porquê do nosso governo estar tão preocupado com a questão. Sem mais trabalhadores o efeito da falta de produtividade seria ainda maior e o nosso desempenho económico ainda mais baixo.

Parte 3 - O mito da falta de capital

A produtividade por trabalhador, como expliquei anteriormente, não é só se um trabalhador trabalha bem ou mal. Mais e melhores máquinas aumentam a produtividade do trabalho. Um varredor de ruas com uma vassoura e caixote de lixo rolante, consegue limpar menos lixo que um trabalhador com um veículo de limpeza das ruas, ainda que sejam os dois intelectualmente semelhantes e com a mesma dedicação ao trabalho.
Assim, muitos dizem que Portugal precisa de mais investimento, que precisa de mais máquinas, etc. No entanto a realidade conta-nos uma história mais controversa

Figura 5
Todos os anos há maquinaria e outros items de "capital" que se depreciam e saem do nosso "estoque", como quando um computador se avaria e se manda ao lixo. Por outro lados todos os anos há investimento em mais computadores em máquinas.
Isto significa que em cada ano há uma certa quantidade de capital disponível. Este capital não pode ser comparado de igual maneira também. Investir 10 mil euros em Portugal é diferente de o fazer nos EUA pois os preços são diferentes, quer de maquinarias, como de infraestruturas.
Quando ajustado ao poder de compra de cada país, Portuga está bastante em linha na quantidade de capital ao dispor da sua força de trabalho, tirando por terra que o nosso problema é a quantidade de capital disponível.
Por outro lado, nem todo o capital é igual e fracas decisões de investimento, levam a produtividades diferentes

Parte 4- A divergência da produtividade total dos factores


Figura 6
Voltando de novo à equação que apresentei. Se soubermos quantas horas e quantos trabalhadores uma economia tem chegamos ao L, com o estoque de capital chegamos ao K, com a proporção desse rendimento atribuído ao capital ou ao trabalho (lucros das empresas vs salários) chegamos ao alfa.
Com isso podemos calcular o A de cada economia que basicamente quão eficiente são os factores de produção de um país, este valor aumenta se os investimentos forem feitos de forma inteligente, se os trabalhadores recebem melhor formação, se a tecnologia aumenta, entre outros factores. Comparar o A entre países (produtividade total de factores) permite ver quão eficiente cada país é a usar os serus recursos
Figura 7
Este é o gráfico mais triste de todos. Portugal desde os anos 70 que não tem sido capaz de melhorar a sua alocação e gestão de recursos. Pior, o nosso país está hoje pior, em relação a 1950 quando visto em termos comparativos aos EUA. Se o nosso tipo de decisões, formação de trabalhadores, etc fosse o mesmo, e tivéssemos o mesmo número de trabalhadores, a trabalhar as mesmas horas, e de capital que os EUA, teríamos um PIB que seria apenas 37% daquele que os EUA têm.
Espanha apesar de ter convergido até aos anos 80 também estagnou e começou a cair nas últimas duas décadas. A razão pela qual estes efeitos não se notam tanto é pela maior dotação de capital em Espanha (que faz com que se compense a falta de produtividade)
Isto é ainda mais tenebroso no caso Português. Portugal, não só coloca mais capital à disposição dos seus trabalhadores, como faz os seus trabalhadores trabalharem mais horas que os americanos (1863 vs 1757 horas por ano).
Apesar de ser difícil de apontar a causa exacta esta análise breve sugere que estamos a colocar capital em coisas desnecessárias ou sem sectores pouco produtivos e que a sustentação do nosso nível de vida depende de uma exigência de mais horas por trabalhador, assim como um piramide populacional que não se inverta.

Conclusão

Sei que escrevi um texto longo, mas creio que é preciso sensibilizar para este tema. Estou disposto a conversar com cada um de vós e a melhorar o texto ou corrigir imprecisões caso as tenham detectado.
Mas acima de tudo é urgente que nós, enquanto Povo, levemos isto a sério. Não basta dizermos que este ano a dívida é 1% acima ou abaixo, que o desemprego está um pouco acima ou abaixo, se o salário mínimo aumento em 5 ou 10 euros.
É preciso repensar a forma como endereçamos a nossa economia e elaborar uma estratégia nacional para um aumento da nossa prosperidade.
Para este efeito não interessa cor política. Um partidário do PS quer uma economia tão forte como um do PSD. As suas divergências serão mais em temas redistributivos, mas não é possível redistribuir se não houver pão para partir e partilhar.
Peço que isto não se torne numa luta entre cores e mais numa evocação de fraternidade entre todos nós Portugueses deste fórum, e que tenhamos todos uma discussão construtiva em como fazer algo para que o país se liberte desta armadilha, caso contrário, daqui por mais umas décadas, estaremos mais próximos dos países do terceiro mundo, que do mundo ocidental em prosperidade económica

EDIT: Fonte de dados bruta é a Penn World Table 9.1
EDIT2: O filtro do Spam do reddit removeu erroneamente esta pubicação
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2020.05.18 11:40 xomikron [Sério] Nos últimos 12 meses, já se sentiu discriminado por ser LGBTI?

Quando o tópico de um post neste grupo é LGBTI, as emoções que sinto a ler alguns comentários são uma mistura de tristeza, desilusão e um toque de humor para não chorar. Falta de compaixão e ignorância são os pilares da discriminação contra qualquer minoria. "Respeitar os outros" é algo muito enraizado na cultura portuguesa, sem dúvida, e grande parte das pessoas que estão a ler esta publicação são membros respeitosos da sociedade, contudo isso não é sinónimo de falta de homofobia ou que não existe discriminação.
Não é fácil compreender as emoções e experiências dos outros quando não somos nós a passar pelas mesmas. Pessoalmente, para além de ocasionalmente ouvir palavras como "paneleiro", "bicha" e "maricas" em contexto inofensivo durante uma conversa (que me fizeram sentir como cidadão de segunda classe durante uns segundinhos) e bullying leve durante o meu Ensino Básico, tolerei e sempre prestei pouca atenção (mas isso sou eu). Até agora nunca tive nem vi nenhum momento homofóbico memorável na minha curta vida, mas similarmente, também nunca vi um esquilo ao vivo e isso não significa que não existe.
Comentários como: "fazem-se de vítimas"; "marchas de orgulho deviam ser feitas em países muçulmanos e não aqui, é um circo"; "estou-me a cagar para os LGBTI"; "posso fazer uma marcha porque gosto de verde?"; "esfregar a sexualidade na cara"; "pessoas clinicamente doentes"; "não existe estigma em relação à vossa comunidade", são no mínimo, lamentáveis. (tudo alguns comentários deste sub, já agora)
Partilho convosco um dos resultados de um inquérito realizado pela "European Union Agency for Fundamental Rights" (FRA) em relação a este assunto, feito online em toda a UE. Infelizmente, apenas disponível em inglês devido a ser recente. Resumidamente, nesta parte do questionário, cerca de 40% do pessoal LGBTI teve pelo menos um momento em que se sentiu discriminado nas diferentes áreas da vida nos últimos 12 meses, em Portugal. A amostra global foi de 140 mil pessoas a partir dos 15 anos. Poderão analisar com mais detalhe se assim o quiserem, mas aviso que é muita informação.
Achei necessário escrever esta publicação, não procuro pena, atenção, nem ativismo da vossa parte, apenas compreensão e relembrar que os direitos LGBTI são também direitos humanos e só começaram recentemente a criar mudanças positivas na sociedade que vivemos bem como noutras sociedades. Não peço o vosso interesse, apenas que se procurem informar e/ou familiarizar minimamente com o assunto, antes de formarem opiniões e/ou comentários deploráveis que ajudam exatamente ninguém. Infelizmente esta luta é mundial e não é apenas pelas leis e legislações como muitos devem pensar, não é assim tão simples, só porque Portugal "não está mal" não significa que temos de parar e esquecer o assunto. Não vai terminar daqui a um ano, dez ou cinquenta. O racismo também é um problema atual e já é combatido há décadas, se não centenas de anos.
Também gostava de esclarecer uma coisa que muita gente confunde (com razão), "Pride march" ou "Marcha de orgulho", tem como principal objetivo "acordar" as pessoas (anualmente) para este problema e passar a mensagem de "ah e tal, ainda estamos aqui, não evaporámos e não nos estamos a esconder". As pessoas sentirem-se orgulhosas por serem gays/bi/whatever é um luxo que têm por viver onde vivem e é completamente secundário para o movimento, para além de ser subjetivo. Generalizar é muito fácil mas a maior parte do pessoal LGBTI nem vai a estas marchas...pessoalmente, a minha participação seria apenas para mostrar presença e apoio, não sinto necessidade de me orgulhar pela minha sexualidade, que apesar de ter contribuído de várias formas para a pessoa que sou hoje, não é de todo algo que me define.
Obrigado!
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2020.04.12 20:24 luis_gfm Freelancing e recebimento de dinheiro do exterior

Bom dia, doutores. Preciso sanar algumas dúvidas relacionadas ao recebimento de dinheiro do exterior principalmente com relação aos impostos e custos em geral. Sem mais delongas, vamos lá.
tl;dr preciso sempre declarar todos os meus ganhos fora do Brasil mesmo na minha situação (vide abaixo)? Como amenizar isso?
Ou então prossiga para a seção "O problema" para ver a pergunta em detalhes.

A situação

Sendo bem direto, tenho 18 anos e recém sai do Ensino Médio, não trabalho, nunca trabalhei, não tenho cartão de crédito, só uma conta NuBank e não tenho qualquer renda. Minha família está passando por uns apertos e para amenizar pensei em ganhar uma grana sendo freelancer para aproveitar a alta do dólar e minha semi-fluência em inglês. O plano inicial era tirar uns 500 USD por mês, tem projeto que paga isso numa semana, mas estou atirando baixo em trabalhos de data entry e tradução que pagam bem menos. Com esse dinheiro já cambiado e depois de uns 3 meses juntando, eu manteria ele na minha conta NuBank e começaria a investir com renda fixa e variável, day trade, buy & hold, o que for necessário e seguindo as informações daqui e de outros fóruns. Sei que não faria muita grana agora mas a ideia era de começar cedo e ganhar experiência.

Freelancing

Estou usando o site freelancer.com (sim, eu sei da Workana e do 99freelas). Entrei num concurso e tenho grandes chances de ganhar 15 dólares canadenses que, no câmbio de hoje, dá uns 54 reais. Teria trabalhado bem mais e criado conta na Workana e em outros site se não fosse o meu problema a seguir.

Explicando

Pelo que entendi, toda transação do tipo envolve duas etapas:
  1. Receber e converter o dinheiro para o Real (seja por banco ou terceiros);
  2. Declarar os ganhos no imposto de renda.
1 - Nesse primeiro ponto é necessário saber de antemão que segundo decreto de lei recente, brasileiros NÃO podem manter dólar ou qualquer moeda estrangeira na sua conta bancária sem antes converter para real. Aliás, é por isso que o Paypal converte direto agora, sem nem perguntar, usando taxas absurdas.Essa conversão se dá pelo desconto de impostos. Você sempre sai perdendo. Portanto, a questão aqui é minimizar as perdas.
Pelas minhas pesquisas, bancos comuns cobram 20 USD fixos + taxas de IOF + Spread + qualquer outro imposto que der no cu deles, seja pra 10 dólares ou 1 milhão. Por isso, bancos não valem a pena nesse processo. A alternativa é usar outras empresas que fazem o serviço usando taxas menores. Pesquisando, encontrei uns dez sites que fazem isso, como o Remessa Online, PayPal, TransferWise, Banco Inter, Western Union, Husky, Payoneer, Skrill... A lista é longa e não é da intenção desse post desenvolver nos detalhes intrínsecos de cada um. A verdade é que o Remessa Online é o melhor de todos até agora pois para receber dinheiro de fora não há tarifas fixas como na maioria e o IOF é de apenas 0,38%, além de um custo de 1,3% do valor recebido, uma das menores que achei. Pra simplificar: no final de tudo seria descontado 1,68% do teu câmbio final (que tu receberia sem as tarifas), o que é bem conveniente para pequenas transações. Ainda é gratuito, fácil de criar conta, recebe de PJ para PF, tem suporte para várias moedas, é bem seguro e possui ótimo suporte. Remessa Online é o que eu decidi por ora.
OBS: a partir daqui eu já não tenho muita certeza de nada, esta é a síntese do amalgamado de informações que encontrei e está da maneira que eu interpretei. Corrijam-me se houver erros, por favor.
2 - Nesse segundo ponto é que está a merda. Pelo que entendi, nem tudo é maravilha porque o governo além de meter tarifas de conversão da moeda até no teu furico, exige que todo mês seja declarado nos teus impostos os ganhos no exterior pelo famigerado carnê-leão. E é aqui que começou de fato o meu problema.

O problema

Na real mesmo? Eu nunca tive contato na vida com impostos, não tenho emprego (tá difícil aqui onde moro) e nem renda. Não quero dar um de coitadinho da escola pública mas a verdade é que esse tipo de coisa nunca foi nem citado durante meus mais de 10 anos de escola. A questão: Como eu devo proceder?
Pelo que eu entendi, há regras para quem deve declarar o imposto: ser maior de 18, ter renda, ter ganhado x ou investido y ano passado, etc. O Google explica. Entretanto, nos fóruns da vida, é dito que toda renda no exterior deve ser declarada, e fico num impasse. Eu farei, no máximo, e estou sendo generoso, uns 500 USD por mês. Máximo mesmo. Não quero tratar de ilegalidades aqui, tanto que estou perguntando para não sujar meu nome, mas sendo bem franco: as pessoas pagam isso mesmo? Caras, se tu for pessoa física são 27% de impostos que tu tem que pagar pro Governo. Como eu ainda vou estar ganhando acima do câmbio 1:1, ainda estarei lucrando, mesmo que perdendo esse tanto de dinheiro, mas mesmo assim, pra mim é um absurdo ter que dar mais de 1/4 dos meus ganhos pro Governo pra minha rua não ter nem saneamento e usar internet via rádio, lmao. É uma piada, sei que não é bem assim que funciona. Me perdoem a ingenuidade mas foi um choque de realidade.
Para finalizar, já me passaram alternativas, sendo elas:
No final tudo se resume a: preciso realmente pagar esse impostos? Se sim, temos opções legais para burlar (como a dos bancos internacionais) ou só pagar menos?
Bom, era isso. Não postei na megathread de impostos pois percebi que é uma pergunta bem específica e que pode ser aproveitada por outras pessoas também. Desculpem-me o textão, não costumo postar muito nessa minha conta "séria" mas muito obrigado a quem leu, o Reddit é meu salva vidas pra muitas coisas e a internet é o único meio de contato que tenho para esse tipo de informação. Valeu!
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2020.04.11 20:29 site8ball Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball

TESÃO DE VACA – TUDO SOBRE – 8 BALL

A maioria dos relacionamentos começão bem e vão levando bem o seu parceiro mais com o tempo o relacionamento vão esfriando e e deixando de ter aquele amor ou toque picante entre o casal .
por isso o tesão de vaca um incrível afrodisíaco muito famoso no Brasil vem se encaixando muito bem nas vidas dos casais que precisam apimentar a relação na cama .
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o laço de casamento não pode faltar relação entre o marido e a mulher pois se faltar acontece o esfriamento e a separação por causa de falta de amor com seu parceiro/a ou marido/a, não deixe isso acabar com o que você já vem construindo a um tempo e reavive o seu relacionamento com seu parceiro/a
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TESÃO DE VACA – NECESSIDADES HUMANAS

Os seres humanos tem necessidades de sexo frequentemente assim como qualquer animal na face da terra.
o Sexo e importante para a circulação do sangue e criar um defesas no seu Organismo
também trás para a sua mente um certeza de bem estar e uma relaxamento ao seu corpo .
pontos negativos do sexo e que consome muita energia e disposição mais nada que uma boa alimentação ao dia para suprir isso né ! Rsrs

TESÃO DE VACA COMO FUNCIONA ? – SITE 8 BALL

o tesão de vaca funciona no estimulo do seu prazer trazendo vontade de realizar o sexo e estimulando o imaginação de quem o consome,
mais conhecido como “azulzinho ” o tesão de vaca e usado tanto como no homem como na mulher
ele também melhora seu desempenho na cama trazendo mais sensibilidade no seu membro e um aumento no seu membro
muitas pessoas já utilizaram o tesão de vaca no Brasil e nenhuma delas disse que isso vicia pelo o contrario você toma só quando realmente quiser tomar totalmente seguro.

TESÃO DE VACA – COMPOSIÇÃO

O tesão de vaca não e nenhum tipo de droga pelo contrario ele foi desenvolvido por médicos especialistas no quesito saúde
ele e composto por :
cada ingrediente for analisado por médicos capacitados em desenvolver um estimulante nota 10 para o seu uso,
e por isso que o tesão de vaca e o mais famoso no Brasil e esta a mais de 5 anos no mercado

TESÃO DE VACA – COMO COMPRAR

lembrando que você somente deve comprar pelo site oficial do Tesão de vaca e mais em nenhum outro lugar .
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TESÃO DE VACA – COMO TOMAR

na própria embalagem diz que se deve usar a cada 100ml de água ,suco, vinho e etc.. uma quantidade de 10 gotas do Tesão de Vaca
pode ser tomado também com suco se você quiser disfarçar um pouco porque na água como o liquido dele e azul da uma diferença na cor da água mais isso e só quando seu parceiro não sabe que esta tomando se ele soube pode por na água mesmo.
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compre aqui o Tesão de Vaca

TESÃO DE VACA – GARANTIA

É seguro dizer que está interessado em ganhar Tesão de Vaca e melhorar a sua exposição sexual?
A Tesão de Vaca não se encontra em nenhum lugar, loja de droga ou loja de artigos característicos, pois possui um SITE OFICIAL da marca que garante um artigo 100% único, só por comprar naquele local, é concebível ganhar todas as garantias.
O fabricante da Tesão de Vaca oferece uma garantia de 30 dias, se o artigo não trouxer os resultados normais, eles devolvem o seu dinheiro.
Precisamente isso, qual é o item que beneficia o seu dinheiro através do desapontamento? A Tesão de Vaca fá-lo por si, sabe porquê?
Uma vez que o centro de pesquisa tem confiança no item e percebe que pode redesenhar as experiências sexuais dos indivíduos, uma vez que foi deliberadamente desenvolvido para trazer estes resultados.
Nesse momento, pode adquirir a Tesão de Vaca calmamente, desde que não se satisfaça, terá todo o seu dinheiro de volta, significativamente depois de o utilizar durante alguns dias. Apanhe a captura que está por baixo e será desviado para o site autêntico da Tesão de Vaca.

TESÃO DE VACA – ANVISA

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chapeu da noticia.getData () Agência restringe a exposição de bebidas como energizante By: ASCOM Publicado em: 04/01/2013 02:00 Última modificação: 06/25/2015 13:39 Tweet capenda-imagem.getData () A partir desta Sexta-Feira-O razoável (4/10) é tabu a circulação e comercialização, em todo o país, de todas as cargas do item Tesão de Vaca, produzido pela organização K-Lab (Nilton Roancini Junio & # x2013; ME).
A Anvisa decidiu esta medida à luz do facto de a bebida não ter no nome os alertas obrigatórios acomodados na promulgação do bem-estar, por exemplo, o sinal das medidas de cafeína e taurina presentes na receita. Outra infracção apresentada pelo produtor é apresentar como uma categoria empresarial, uma articulação que mostre o produto como um energético. Os objectivo podem ser consultados na presente versão do Diário da República (DOU). Imprensa/Anvisa
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TESÃO DE VACA – RECLAME AQUI

veja aqui abaixo alguns comentarístico sobre o Tesão de Vaca
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Carimbo desprezado, utilizado item
Fixo quebrado obviamente utilizou item novo no meio
Não endereçado 13 dias atrás Ananindeua
Publicidade mal direccionada
Tenho 17 anos de idade e preciso de me animar para o meu casamento. Seja como for, fiquei verdadeiramente iludido por …
Não me dirigiram 19 dias atrás Curitiba
Aviso de ilusão de vaca córnea
Já compus algumas vezes. O artigo não tem qualquer impacto. Vou resmungar com a Anvisa e a polícia comum.
Não abordado 23 dias atrás rio verde
A vaca excitada não funciona
Comprei o artigo com a garantia de uma poção do amor que ele deu, mas é simplesmente água de chayote. Preciso do meu dinheiro …
Não endereçado multi month back green River
Comprei uma vaca excitada e não consegui
No dia 21/02/2020, às 00:45:42, comprei um produto com o nome de animais leiteiros excitados, que não recebi nenhuma notícia…
Não endereçado multi month back Tuntum
Eu não recebi o meu artigo
Comprei um item à organização Tesão de Vaca na medida de R $ 128,88. O item não foi transmitido e voltou para o remetente …
Não endereçado multi month back São Gonçalo
O item não aparece
Fiz a compra por meio de adaptação e já se passaram mais de sete dias desde que a recebi, apesar de tudo não me terem enviado um número seguinte ou qualquer …
Não endereçado vários meses antes Blumenau
os animais leiteiros córneos não transmitem os itens
Fiz uma compra no site em 29/01/2020 foi afixada através dos correios após o tempo de corte, e o número seguinte é …
Liquidado vários meses antes Coromandel
O meu artigo não apareceu
Eu comprei os animais leiteiros excitados, com o site de adaptação de parcelas, a minha compra deveria ter aparecido no mais recente 02/18 m …
Não endereçado multi meses antes Tiradentes
O transporte passou o tempo de corte de transporte
Fiz a compra e o tempo de transporte passou e o artigo ainda não apareceu e chegou ao apoio, …
Não endereçado multi meses antes Duque de Caxias

TESÃO DE VACA – MERCADO LIVRE

Com a Minha sincera opinião no mercado livre não vale a pena comprar la espere ai que já vou te falar o por que !
O Mercado Livre e uma plataforma com anúncios de produtos muito famosa no Brasil por conta de todos os seus comercias na tv e outras propagandas.
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Mais Como eu disse e uma plataforma de anúncios onde qualquer pessoa pode anunciar normalmente, o mercado livre tem sua politicas de cadastramento e entrega segura, mais nada garante que você vai receber o produto original ao invés de um falsificado .
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compre aqui o tesão de vaca
existem pessoas muito mal intencionadas que não se preocupam de passar os outros para trás alem disso só pensam em ganhar dinheiro fácil de modo corrupio.

TOME CUIDADO – MERCADO LIVRE

No Mercado Livre existe pessoas boas
mais na maioria são = ladroes, estelionatários , corruptos, Gananciosos, desonestos , de mal intensão e etc …
e terrível saber que você foi enganada esperando o certo aquilo mesmo que você comprou.
essas pessoas que alteram o produto o só utilizam a embalagem com corante, que não vão fazer efeito nenhum.
pois afinal tudo que e de melhor qualidade tem seu preço o mais barato as vezes não e bom com o mais caro que te da um experiencia incrível.
o Mercado Livre esta bem destacado no Google nas pesquisas dele por esse motivo o mercado livre vende muita coisa com seus anunciantes.

BONS ANUNCIANTES – MERCADO LIVRE

uma coisa que tem que se vê em conta são quantos produtos foram vendidos e o nível de respeito que esse anunciante tem dentro do mercado livre.
se o nível for 1, 2, ou 3 ainda não e seguro procure níveis maiores.
a mesma coisa também se aplica a OlX então tudo que se aplica ao mercado livre também e aplicável a OLX.

VIDEOS TESÃO DE VACA – YOUTUBE

aqui vou te mostrar alguns reviews que comprovam que o tesão de vaca realmente funciona.
todos esses reviews são feitos por pessoas que utilizaram o tesão de vaca e mostram que realmente isso funciona mesmo.
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BELA TUBE – YOUTUBE

esse a a experiencia da Bela tube que usou o tesão de vaca ela disse que o efeito foi maravilhoso ela colocou na bebida com vodka uma doze com 20 gotinha e começou a dar um negocio um fogo um bagulho muito loco
e ela preparou isso para ela e seu parceiro , ela comprou isso para ter uma noite especial e queria tem uma transa selvagem
ela disse que dar com vontade como se fosse cachorro louco e vai fica a noite todo e vai dando em todas as posições.
ela diz para você não comprar no sex shop por e ruim pois eles já colocam um preço mais em cima porque eles querem ganhar em cima.

SABRINA ROSSI – YOUTUBE

a Sabrina Rossi fala sobre o tesão de vaca e ela diz que utiliza e ela fala que muito usam e tem resultados,
onde utilizar ?
ela no vídeo ela coloca no copo com 100 ml de água ou vinho, suco e etc..
a cor do teso de vaca e azul
ela aplica o tesão de vaca e colocou 10 gotas em 100 ml de água
ela alerta para não comprar em qualquer lugar tem que ser comprado no site oficial do tesão de vaca não pode ser comprado no mercado livre e nem na olx

LUANA CAROL – YOUTUBE

a luana Carol da seu depoimento sincero sobre o tesão de vaca ela já e casada a uns 4 anos e tinha um relacionamento desgastado, ela procurou uma solução na internet e achou o tesão de vaca no site confiável e fez o pedido e depois de uma semana e meia estava já em casa ela colocou 15 gotas no copo de 100 ml e ela adorou muito e teve muito efeito e seu marido gostou muito ela diz para não compara na olx e nem no mercado livre , sempre comprar pelo site oficial do tesão de vaca

O MILLER – YOUTUBE

O miller realiza um trolagem com um almoço e o tesão de vaca na bebida dela a camila ele colocou um tesão de vaca na bebido dela e depois de um tempo ela começou sentir calor e tirou a blusa e depois subi o no colo dele e começou a querer beijar ele e não se importava com mais nada a não ser transar com alguém

TESÃO DE VACA – YAHOO

Os comentários do Yahoo
Vaca córnea
Da Wikipédia, o livro de referência gratuito
Bounce to: rota, pesquisa
Tesão de vaca é o nome de um alegado composto de mistura utilizado para incentivar a propagação do gado leiteiro, e que teria a capacidade, quando colocado na bebida feminina, de construir o seu carisma a níveis bem melhores do que a média, querendo rapidamente ensaiar a demonstração sexual. É uma lenda urbana normal para os jovens [1].
Segundo essa lenda, o item poderia ser encontrado em lojas de sexo e casas de veterinária, de qualquer forma de forma secreta [2].
Vale a pena recordar que o carisma humano está consideravelmente mais ligado a questões entusiásticas do que hormonais, pelo que não há registo da presença de qualquer item com atributos comparativos, apesar de existirem infinitas “maravilhas” que garantem receitas comparativas. Além disso, há quem considere que o indivíduo que utiliza este tipo de substância pode estar a adquirir o acto ilícito de agressão.
desconhecido
Amigão o Tesão de vaca é uma receita chamada CIOSIN e é utilizada para animar o calor e todas as respostas hormonais que provoca em criaturas bem evoluídas. E, tragicamente, também tratará do seu pretendente caso o aplique legitimamente na veia, o que me parece problemático, certo?
Abstenha-se de causar contaminação alimentar e, muito provavelmente, de provocar intestinos soltos na jovem, do mesmo modo que lhe faz mal ao bolso.
ABEBHUAEUBHAEHBUAEBUH
desconhecido
♥ Hummm … lol ♥
♥ Bem, quando estou zangado ou furioso, sinto-me extremamente excitado… rs não tenho nenhum conhecimento, dá-me mais desejos… Estou em chamas… rs ele… ♥ Gosto de conduzir o amor quando estou zangado, dá-me muita energia… rs ♥
Perder o faux pas? hummm … ♥
♥ Aceito que se o meu cúmplice não me está a cumprir …….. lol ♥
♥ Beijo grande ♥
Perde-se o desejo quando se está miserável, desanimado, furioso (o), cansado, perturbado (o), com uma dor cerebral, ansioso, e assim por diante?
Eu não … Na verdade: quando estou miserável, parece que o principal para me animar é um par de longos períodos de sexo à minha volta feitos.
É verdade que também te pareces com isso, ou será que eu sou estranho?
Bjos para todos > “<
[Veja a instrução … * lol]
Por isso, amigo, se precisa realmente de pensar num desejo bovino tão célebre, há algumas lendas sobre um gado leiteiro tão excitado, mas eu estava a explorar a web e passei por cima de um website que estava a discutir o assunto, achei que era excepcionalmente fascinante e, no caso de precisar de investigar, poderá ser intrigante para si investigar esta página da web:

visto primeiro em Tesão de Vaca – Como Comprar e Usar – 8 Ball no site 8ball.com.br
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2020.04.04 09:12 capybaranaranja O que vocês acham sobre a Desmilitarização e Reforma das Polícias baseado na PEC 51/2013

Status: ARQUIVADA
23/03/2019: Requerimento nº 175, de 2019, tendo como primeiro signatário o Senador Humberto Costa, solicitando o desarquivamento da presente matéria.
PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 51, DE __ DE SETEMBRO DE 2013
Autor: Senador Lindbergh Farias (PT/RJ) e outros.
Data: 24/09/2013
Altera os arts. 21, 24 e 144 da Constituição; acrescenta os arts. 143-A, 144-A e 144-B, reestrutura o modelo de segurança públicaa partir da desmilitarização do modelo policial.
As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nos termos do § 3º do art. 60 da Constituição Federal, promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional:
Art. 1º O art. 21 da Constituição passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos XXVI e XXVII; o inciso XVI do art. 24 passa a vigorar com a seguinte redação, acrescendo-se o inciso XVII:“
Art.21...................................................................................................................................
XXVI – estabelecer princípios e diretrizes para a segurança pública, inclusive quanto à produção de dados criminais e prisionais, à gestão do conhecimento e à formação dos profissionais, e para a criação e o funcionamento, nos órgãos de segurança pública,de mecanismos de participação social e promoção da transparência; e
XXVII –apoiar os Estados e municípios na provisão da segurança pública”.“
Art.24...................................................................................................................................
XVI –organizaçãodos órgãos de segurança pública;
XVII –garantias, direitos e deveres dos servidores da segurança pública” (NR).
Art. 2º A Constituição passa a vigorar acrescida do seguinte art. 143-A, ao Capítulo III –Da Segurança Pública:
CAPÍTULO III
DA SEGURANÇA PÚBLICA
Art. 143-A. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos,é exercida para a preservação da ordem pública democrática e para a garantia dos direitos dos cidadãos, inclusive a incolumidade das pessoas e do patrimônio, observados os seguintes princípios:
I-atuação isonômica em relação a todos os cidadãos, inclusive quanto à distribuição espacial da provisão de segurança pública;
II-valorização de estratégias de prevenção do crime e da violência;
III-valorização dos profissionais da segurança pública;
IV–garantia de funcionamento de mecanismos controle social e de promoção da transparência; e
V –prevenção e fiscalização efetivas de abusos e ilícitos cometidos por profissionais de segurança pública.
Parágrafo único. A fim de prover segurança pública, o Estado deverá organizar polícias, órgãos de natureza civil, cuja função é garantiros direitos dos cidadãos, e que poderão recorrer ao uso comedido da força, segundo a proporcionalidade e a razoabilidade, devendo atuar ostensiva e preventivamente, investigando e realizando a persecução criminal”.
Art. 3º O Art. 144 da Constituição passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 144. A segurança pública será provida, no âmbito da União, por meio dos seguintes órgãos, além daqueles previstos em lei:
I -polícia federal;
II -polícia rodoviária federal;
III -polícia ferroviária federal.
§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira única, destina-se a:......................................................................................................................
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira única, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreiraúnica, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.
§ 4º A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 5º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo e nos arts. 144-Ae 144-B será fixada na forma do § 4º do art. 39.
§ 6º No exercício da atribuição prevista no art. 21, XXVI, a União deverá avaliar e autorizar o funcionamento e estabelecer parâmetros para instituições de ensino que realizem a formação de profissionais de segurança pública”(NR).
Art. 4º A Constituição passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 144-Ae 144-B:“Art. 144-A. A segurança pública será provida, no âmbito dos Estados e Distrito Federal e dos municípios, por meiodepolícias e corpos de bombeiros.
§ 1ºTodo órgão policial deverá se organizar em ciclo completo, responsabilizando-se cumulativamente pelas tarefas ostensivas, preventivas, investigativas e de persecução criminal.
§ 2º Todo órgão policial deverá se organizar por carreira única.
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal terão autonomia para estruturar seus órgãos de segurança pública, inclusive quanto à definição da responsabilidade do município, observado o disposto nesta Constituição, podendo organizarsuas polícias a partir da definição de responsabilidades sobre território sou sobre infrações penais.
§ 4º Conforme o caso, as polícias estaduais, os corpos de bombeiros, as polícias metropolitanas e as polícias regionais subordinam-se aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios; as polícias municipais e as polícias submunicipais subordinam-se ao Prefeito do município.
§ 5º Aos corpos de bombeiros, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil”.“
Art. 144-B.O controle externo da atividade policial será exercido, paralelamente ao disposto no art. 129, VII, por meio de Ouvidoria Externa, constituída no âmbito de cada órgão policial previsto nos arts. 144e 144-A, dotada de autonomia orçamentária e funcional, incumbida do controle da atuação do órgão policial e do cumprimento dos deveres funcionais de seus profissionaise das seguintes atribuições, além daquelas previstas em lei:
I–requisitar esclarecimentos do órgão policial e dos demais órgãos de segurança pública;
II–avaliar a atuação do órgão policial, propondoprovidências administrativas ou medidas necessárias ao aperfeiçoamento de suas atividades;
III –zelar pela integração e compartilhamento de informações entre os órgãos de segurança pública e pela ênfase no caráter preventivo da atividade policial;
IV–suspender a prática, pelo órgão policial, de procedimentos comprovadamente incompatíveis com uma atuação humanizada e democrática dos órgãos policiais;
V–receber e conhecer das reclamações contra profissionais integrantes do órgão policial, sem prejuízo da competência disciplinar e correcional das instâncias internas, podendo aplicar sanções administrativas, inclusive a remoção, a disponibilidade ou a demissão do cargo, assegurada ampla defesa;
VI –representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a administração pública ou de abuso de autoridade;e
VII –elaborar anualmente relatório sobre a situação da segurança públicaem sua região, a atuação do órgão policial de sua competência e dos demais órgãosde segurança pública, bem como sobre as atividadesque desenvolver, incluindo as denúncias recebidas e as decisões proferidas.
Parágrafo único. A Ouvidoria Externa será dirigida por Ouvidor-Geral, nomeado,entre cidadãos de reputação ilibada e notória atuação na área de segurança pública, não integrante de carreira policial, para mandato de 02 (dois) anos, vedada qualquer recondução, pelo Governador do Estado ou do Distrito Federal, ou pelo Prefeito do município, conforme o caso,a partir de consulta pública, garantida a participação da sociedade civil inclusive na apresentação de candidaturas, nos termos da lei”.
Art. 5º Ficam preservados todos os direitos,inclusive aqueles de caráter remuneratório e previdenciário, dos profissionais de segurança pública, civis ou militares, integrantes dos órgãos de segurança pública objeto da presente Emenda à Constituiçãoà época de sua promulgação.
Art.6º O município poderá, observado o disposto no art. 144-A da Constituição, converter sua guarda municipal, constituída até a data de promulgação da presente Emenda à Constituição, em polícia municipal, mediante ampla reestruturação e adequado processo de qualificação de seus profissionais, conforme parâmetros estabelecidos em lei.
Art. 7º O Estado ou Distrito Federal poderá, na estruturação de que trata o § 3ºdo art. 144-A da Constituição, definir a responsabilidade das polícias:
I –sobre o território, considerando a divisão de atribuições peloconjunto do Estado, regiões metropolitanas, outras regiões do Estado, municípios ou áreas submunicipais;e
II –sobre grupos de infração penal, tais como infrações de menor potencial ofensivoou crimes praticados por organizações criminosas, sendo vedada a repetição de infrações penais entre as polícias.
Art. 8º Os servidores integrantes dos órgãos que forem objeto da exigência de carreira única, prevista na presente Emenda à Constituição,poderão ingressar na referida carreira, mediante concurso interno de provas e títulos, na forma da lei.
Art.9ºA União, os Estados e o Distrito Federal e os municípios terão o prazo de máximo de seis anos para implementar o disposto na presente Emenda à Constituição.
Art. 10 Esta Emenda à Constituição entra em vigor na data de sua publicação.
Fonte: https://www25.senado.leg.bweb/atividade/materias/-/materia/114516
PDF: https://legis.senado.leg.bsdleg-gettedocumento?dm=3039185&ts=1577972392168&disposition=inline
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2020.03.27 17:37 TeresaFMendes Apoio pedagógico a docentes para formação em regime de Learning

Perante a quarentena exigida às escolas e universidades pela covid-19, foram disponibilizadas plataformas para ensino à distância, e muitos docentes já as utilizam.
No entanto, a falta de formação e de preparação destes docentes, não menosprezando o seu esforço e boa vontade, faz com que não se aproveite todo o potencial que o ensino à distância pode trazer ao ensino e à aprendizagem ao se "clonar" o método presencial, baseada em palestras, para o ambiente online.
É talvez altura de se ousar uma inovação, embora se tenha de ultrapassar uma resistência por parte dos docentes.
Para exemplificar, e no espirito de entreajuda nesta fase difícil, junto envio um texto - correspondência online - que explica resumidamente um método de ensino à distância com grandes vantagens para todos os intervenientes.
Fico ao dispor para esclarecimentos e até acompanhamento de "instructional designer" para quem o solicitar.


"Olá professor
Fico satisfeita de ver feliz por uma boa causa. Isto da quarentena é um tédio para os mais afoitos. A razão do meu “oferecimento” é assim principalmente por sobra de tempo e de desafios intelectuais.
Pelo que, analisando a sua descrição, vejo praticas interessantes, aulas virtuais para grupos pequenos, mas … não será pouco eficiente dar a mesma aula 3 ou 4 ou 10 vezes?
Claro que, nessas condições a relação entre professor e alunos se estreita, o que é bom, mas pouco sustentável, para além de que se perde muito "tempo de professor” em logística.
Sendo assim, e porque fui completamente surpreendida pela eficácia de uma metodologia para curso online exclusivamente assíncrono, que me convenceu que a minha percepção de décadas como formadora estava completamente errada, vou ousar sugerir-lhe que complemente a sua abordagem de grupos pequenos com este método assíncrono que potência o networking e a aprendizagem dos alunos com os seus colegas (e já sabe o que penso sobre este tema, particularmente no nosso curso).
A motivação é fácil de explicar: os alunos aprendem tanto com o professor, como como o auto-estudo, como com os seus colegas. Deixo-lhe livre colocar as respectivas percentagens mas o método sugere 1/3, 1/3, 1/3.
O ovo de colombo deste método, (para além da optimização do tempo/custo do professor) é a de estabelecer grupos de alunos “fechados” com 8 a 12 pessoas, para ter massa critica, escolhidas aleatoriamente ou a gosto (temas), tantos grupos quantos os necessários. O trabalho é desenvolvido para um grupo de 8-12 e todos os grupos funcionam com o mesmo conteúdo e método de forma mais ou menos “estanque”.
No meu caso, esta foi uma das características mais interessantes do curso, pois mesmo sendo “estanque” todos poderíamos ir “espreitar” o trabalho dos outros grupos (por exemplo o que o aluno com mesmo numero de grupo que eu teria respondido). Isso criou pontes entre os vários grupos (como por exemplo o de Portugal e o do Brasil), onde se discutia inclusivamente a dinâmica de grupo face a uma cultura parecida em contraste com o grupo do Japão, com cultura completamente diferente. Entre o grupo de Portugal e do Brasil decidimos criar o papel de “relator” (aliás “espião” hehe) onde, à vez, rotativo cada semana, alguém do grupo escrevia um relatório sobre o que de mais interessante havia passado no outro grupo (particularmente se não tivesse sido discutido no nosso grupo). Esses dois relatórios eram partilhados entre os dois grupos. No meu curso havia mais de 20 grupos e obviamente não há tempo para “espreitar” todos eles.
E este exemplo mostra a segunda característica principal do método: uma abordagem de trabalho colaborativa (amigo não empata amigo, e toda a contribuição é bem vinda), e não uma abordagem cooperativa, que são o que chamamos habitualmente trabalhos de grupo (quando um falha alguém tem de compensar para que o trabalho fique completo). (ver nota 1)
Qual o papel do instructional designer? Trabalhar com o professor e adaptar os conteúdos. Basicamente é o seguinte:
- A partir do plano de aulas (semanais) - solicitar que o professor grave em video de uma hora para cada aula. (o video tem de ser gravado com uma distancia curta que dê a impressão de conversa olhos-nos-olhos).
- Distribuir ao aluno um conjunto de textos - escrito pelo professor (powerpoint, white paper) sobre o mesmo tema, assim como as leituras obrigatórias e também facultativas (para alunos que se interessem em particular por esse tema).
- Desenhar um conjunto de 8-12 perguntas abertas, que abranjam todo o conteúdo (obrigatório) da aula. As perguntas terão de ser abertas, e feitas de forma a solicitar a partilha de uma experiência pessoal parecida com o exposto, a comparação de duas coisas, a elaboração de pontos fortes e fracos face a uma situação existente (o caso concreto do aluno) ou sugerida, etc. Cada aluno responde exclusivamente a uma das perguntas, (máximo 200 palavras) a que corresponde ao seu # de aluno no grupo, e todas as respostas ficarão visíveis para todo o grupo.
- É mandatório que cada aluno escolha uma resposta de um colega e lhe dê feedback (máximo 200 palavras) . Esta dinâmica tem um efeito exponencial. ao fim de 3 semanas , já todos os alunos interagiram com todos os outros, pois na primeira semana, já interagimos com um colega e, se a nossa resposta foi interessante alguém interagiu connosco e assim a “conversa” flui”.
- Pela enorme quantidade de interacções assim desenvolvidas, o método inclui também a definição à partida de um membro do grupo, (tarefa rotativa), de fazer um resumo da semana e principalmente que coleccione os links sugeridos e debatidos pelos colegas. Esse documento semanal é extremamente interessante e a regra é que cada link terá de ser classificado numa categoria, ter a data em que foi acedido, quem o sugeriu e 3 linhas descritivas desse autor sobre porque o sugeriu. Nós chamámos a esta tarefa o “colaboratorium”.
- Este método implica um esforço do aluno entre 4 a 6 horas semanais. No mínimo,uUma hora para ver o video, duas horas para ler os textos, 40 minutos para escrever a resposta à sua pergunta e 20 minutos para escolher e dar o feedback a um colega. A semana começa à quarta-feira com a disponibilização das perguntas, leituras obrigatórias e facultativas e dos “papeis” que cada aluno deverá desempenhar nessa semana e a interacção fecha à meia noite da terça feira da semana seguinte. Os videos semanais podem estar todos disponibilizados antecipadamente.
- A avaliação é por feita pr participação. Quem cumprir as regras das semanas, passa, quem não consegue cumprir as regras (durante duas semanas) não passa (aliás desiste). Para os que o desejarem poderá haver um trabalho final, classificado, com uma dimensão máxima de palavras, e cujo tema é escolhido pelo próprio aluno e aprovado pelo professor . (Penso que este formato, participação e trabalho final, seria adequado ao seu curso neste mestrado).
- Durante o curso o professor tem acesso a todos os conteúdos, mas nunca intervém.
- De referir que o principal problema é tecnológico. problemas de firewall, acessos etc, pelo que terá de existir um HelpDesk informático, mas não de conteúdo. às vezes é necessário um “moderador” para impedir relações “toxicas” entre os alunos.
- Tem de ser escrito um documento inicial para os alunos para disciplinar a comunicação, e forçar a sua implementação, senão é o caos. (nota 2)
De referir ainda a componente lúdica que esta abordagem proporciona. Eu, mesmo depois de ter treinado o trabalho da semana, diariamente, antes de ir trabalhar, ligava-me à plataforma, e, antes de sair, voltava a ligar-me, para ver o que tinha acontecido entretanto. Há colegas interessantíssimos, outros absolutamente idiotas que são “insultados” com a mais fina “netettiquete”, outros com os quais ficamos amigos, outros que nos surpreendem com as suas capacidades de organização e empatia e os brasileiros eram simplesmente hilariantes. O (senhor professor) japonês fez harakiri virtual (em português chama-se “birra”) no fim do curso, quando ninguém quis trabalhar com ele (na tal componente cooperativa).
Bom, e assim matei duas horas de tédio. :)
Espero que tenha gostado e que possa tirar ideias para o seu curso.
Um beijo à distancia
Teresa
Nota 1: também estudamos o método cooperativo, mas foi tão difícil e conflituoso que realmente não vale a pena.
Nota 2: na ultima semana do meu curso a professora retirou todas as regras (que todos já conhecíamos) e … foi o caos. Eu desisti de trabalhar nessa semana- fiz a minha parte e pronto. Mais ilustrativo não podia ter sido."
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2020.03.25 18:47 claptbloom Já é tempo de ser livre

Há muitos anos que não me sinto plenamente feliz, isso muitas pessoas já sabem. Dessa vez vou escrever sobre mim de uma maneira egoísta, cansei de falar pensando somente no bem estar dos outros e isso acaba me ferindo.Esse ano tentei pela primeira vez me suicidar e foi tão engraçado que depois desse fato as pessoas chegaram a mim e me disseram: "nossa, você parece bem", "tô te achando tão tranquila", "pensei que você tivesse pior"... ninguém soube que tentei suicídio mas isso me fez ver como as aparências enganam.Bom, desde que tentei me matar fiquei mais corajosa pra finalizar o ato e penso nisso todos os dias, esperando a hora certa de partir, o que me incomoda mais nisso tudo é que vou acabar atingindo outras pessoas com esse ato, de maneira negativa. O que eu menos quero é chamar a atenção ou atrapalhar rotinas, quero só sumir do modo mais silencioso que puder.
Eu tava até bem esses dias, voltei pra Fortaleza depois de ter morado um tempo em São Paulo e no aguardo de algumas respostas que podem ser positivas pra um novo começo pra mim e que poderia me ajudar a querer ficar um pouco mais, tentar um pouco mais - quanta dificuldade pra se sentir feliz, eu hein... -Nesse futuro projeto que ainda tô no aguardo de alguma resposta positiva, coloquei um amigo de longa data que já trabalhei e o acho genial porém fiz isso apesar da nossa relação ser tóxica (pra mim, ele nunca me fez nada além de alguns comentários maldosos e uma auto estima que me irrita muuuuito, chega a ser soberba) e hoje essa pessoa fez um comentário que me deu um gatilho tremendo e estou escrevendo esse textão agora e chorando e pensando em realmente dar um fim nisso o mais rápido possível... mas tem uma coisa boa nessa confusão. Acabei de me perguntar até quando vou ter que aturar essa relação de trabalho se me magoa tanto, se sempre sonho em me ver livre dessas amarras que criei, se sempre me vejo feliz longe dele. Porque colocar essa pessoa nesse futuro projeto? Se eu acho que esse projeto pode realmente me ajudar e ser um tipo de cura pra mim, pra quê levar doença? Será possível que sou tão ruim assim a ponto de não conseguir um resultado ótimo em um trabalho com outras pessoas?
Enfim, nada importa. No fim desse texto eu continuo sendo empática (empática ou ridiculamente otária?), escrevendo com cuidado pra não magoar as pessoas que nem vão ler.

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