Senhoras solteiras

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Tocando Govinda em Hebraico [A segunda impressão é a que toca]

2019.07.30 14:44 gabpac Tocando Govinda em Hebraico [A segunda impressão é a que toca]

Esse negócio de primeira impressão não ocupava demais a cabeça de Gili. Era uma daquelas opiniões, daquelas coisas tão à flor da pele que ele preferia ignorar, e nunca levava muito à sério quando conhecia alguém. Era também por isso que ele detestava blind dates.
Vou coisíssima nenhuma!
Não foi, é claro, o que o Gili disse, mas foi o que teve vontade de dizer para o Sussia, que fumava sentado na única mesa do quiosque. Contido, no fim só respondeu:
- Pode ser.
Pois a primeira impressão que Gili passava era intimidante. Tinha trinta e oito anos, um metro e noventa e cento e quarenta quilos. Era quase completamente careca, o resto do cabelo, raspado. Mas tinha olhos azuis calmos, serenos, um rosto agradável, e uma boca sem lábios que davam a sensação de estarem sempre tentando segurar um sorriso irônico. Era o dono de um quiosque na rua Bograshov, em Tel-Aviv, a uma quadra da praia. Ali trabalhava seis vezes por semana já há onze anos. Morava perto, a duas quadras dali, num apartamento de quarto e sala onde guardava suas guitarras e que dividia com seu vira-latas que ia com ele para todo lado. Gili ia deslizando com seu skate long-board pelas ciclovias de Tel-Aviv, e Muttley, arrastando sua língua pendurada no lado da boca, correndo contente ao lado dele.
O Sussia era um velho marrom, curvado, de nariz bulboso numa cara chupada. Aparecia no quiosque todas as manhãs para tomar café turco, fumar um ou dois cigarros, preencher um cartão da loto e contar intermináveis histórias que não tinham nem começo e nem fim.
Teve uma manhã dessas que Sussia veio falando de uma moça. Ela, que já andava cansada de estar solteira, reclamava que os homens de verdade nunca cruzavam com ela pelas vielas da vida. Pois eu sei de um homem de verdade! Sussia disse para a filha da amiga.
- E daí eu dei teu telefone para ela.
Gili não teve nenhuma reação perceptível quando o Sussia disse aquilo. Seguiu repondo o estoque de cigarros com seus enormes braços, cobertos de tatuagem, sem pressa de dizer nada. Só quando terminou de esvaziar seu último caixote é que respondeu à pergunta que nunca foi feita.
- Pode ser.
- É boa moça, Gili. Você já está solteiro há quanto? Dois? Três anos? No meu tempo eu não ficava sozinho nem por uma semana. Nada disso, habibi! Eu saia por Holon, Bat-Yam, às vezes Yaffo e Tel-Aviv. E nem era como é hoje, que, bem... as moças na minha época… Era complicado. Eu não consigo entender como é que você fica assim, sozinho. Cada moça bonita que passa por aqui, todos os dias, o dia inteiro. Vão e vêm da praia. Se eu fosse jovem… É… Bem, a Ayelet é uma moça muito boa. Eu acho que você vai gostar dela. Quem sabe se você se vestisse melhor? Ao invés de usar essas camisetas largas, esse tênis velho, todos os dias. Você não morre de calor? Eu ia morrer de calor com essa calça pesada. Bem, está na minha hora. Melhor eu ir indo.
Sussia se levantou da cadeira de plástico, foi até o caixa levando o copinho cheio de borra de café no fundo e a cartela da loto preenchida para pagar.
- Dez shekalim. - Disse Gili.
Sussia enfiou os dedos magros no bolso da calça frouxa e tirou dali uma moeda. Enquanto fazia isso, disse, equilibrando o cigarro na boca:
- Se ela te mandar uma mensagem, você responda, viu?
- Pode ser.
- Yalla! Tenha um bom dia!
- Você também, Moshe.
Moshe Sussia, antes de ir embora, ainda acendeu o cigarro na frente do quiosque, ao lado do estande de revistas. Gili botou o copo sujo numa pilha debaixo do caixa e seguiu seu trabalho.
Muttley ia com o dono também para o trabalho e, de manhã cedo, ao chegar, se enroscava na calçada, na frente do quiosque. O calorão vinha logo e aí ele se refugiava do lado de dentro, atrás do balcão apertado para aproveitar o ar-condicionado forte.
Ao longo da manhã Gili manteve a cabeça ocupada com o movimento no quiosque. Começava bem cedo de manhã com os habituais do bairro e passava aos poucos a ser ocupado pelos transeuntes acidentais que iam aparecendo mais tarde. Tinha gente que ia a caminho da praia que preferia comprar sua bebida ali; mais barata e mais gelada. Gente que estacionava na esquina e vinha comprar um cigarro, rapidinho. Algum distraído que deixou o leite acabar e precisava de uma caixa com urgência. Crianças comprando picolé, o avô comprando jornal. Apareceu um rapaz nervoso que pediu um espresso e sentou-se ali a ler um jornal para fazer hora e se foi. Uma senhora que morava no edifício acima tinha um molho de chaves reserva guardado com Gili. Ela pareceu ali pedindo as chaves, desculpou-se pela trapalhada, comprou sua revista mensal e voltou a seus afazeres depois de reclamar de novo do calor.
Pouco mais tarde apareceu o Tomer, rapaz que trabalhava com ele meio expediente, aliviando nos horários de pico e nos finais de semana. E com Tomer veio a calma que permitiu Gili ir almoçar e tomar um café.
Próximo do fim do dia, quando Gili já estava se preparando para ir para casa, uma mensagem no seu telefone pisca.
Oi, tudo bem? Meu nome é Ayelet. Moshe me deu teu telefone. Eu prometi que ia mandar uma mensagem para você. Você está livre amanhã? Sete e meia, pode ser?
Gili ficou olhando para o telefone largado em cima do balcão enquanto embalava um isqueiro, um pacote de tabaco e seda para enrolar cigarro dentro de uma sacola plástica. Não largou o olho do aparelho enquanto pegava o dinheiro do cliente e lhe dava a sacola com seus apetrechos. Só parou de olhar quando a tela se apagou sozinha. Assim, era como se a mensagem nunca tivesse sido mandada, e ele não precisaria lidar com o seu conteúdo. Pelo menos até abrir o telefone de novo.
Gili organizou suas coisas, pegou sua mochila, botou Muttley numa coleira, buscou seu skate nos fundos do quiosque, despediu-se de Tomer e foi para sua casa. Era fim de tarde e a rua Bograshov ainda estava cheia. O sol, ainda quente, estava próximo a se deitar por detrás do Mediterrâneo. Ele rolava com o skate por entre os transeuntes, sem pressa, para virar logo ali na Shalom Aleichem, onde era seu apartamento. Aproveitou que Muttley parou para cheirar um outro cachorro na esquina e parou junto. Tirou o telefone do bolso e respondeu a mensagem.
Pode ser.
Incluiu o nome de um café-restaurante ali perto e desligou a tela antes de ver se tinha resposta.
Deu um empurrão com o pé e tomou velocidade, no meio da rua de mão única, até chegar onde morava.
No dia seguinte, cedo de manhã, Sussia veio ao quiosque. Fumou seu cigarro, tomou seu café turco, preencheu sua cartela de loto e contou suas intermináveis histórias, sem começo e sem fim. Enquanto isso Gili conferia que Tomer havia fechado o caixa corretamente no dia anterior, tomava seu café (espresso, sem açúcar) e comia o sanduíche de omelete e queijo que fizera em casa.
Sussia não mencionou Ayelet. Gili sentiu, simultaneamente, uma leve irritação, afinal Sussia lhe devia essa pequena atenção, e também um profundo alívio, pois não queria compartilhar com ninguém, menos ainda com Sussia, a mornidão do seu interesse no problema.
Mais ou menos neste espírito passou o dia; entre a negação de que tinha uma certa expectativa, talvez até uma ansiedade, e entre a legítima calma que a certeza de que o encontro não seria nada demais lhe trazia.
Seis e meia largou o quiosque nas mãos de Tomer, levando a mochila, o skate e o Muttley para casa.
Do encontro não esperava nada, ou para ser mais preciso, esperava apenas uma moderada chateação. Mas tomou banho e arrumou-se para o show em que iria tocar com sua banda à noite num lugar ali perto. Calculou que, fosse como fosse, provavelmente não ia ter tempo para se arrumar direito entre sair do encontro com Ayelet e ir para a casa de shows. A guitarra já estaria lá esperando por ele, preparada pelo engenheiro de som.
Saiu de casa, montou no skate e subiu a Bograshov quase até o teatro Habima com potentes patadas no asfalto. Estava adiantado. Sentou-se no restaurante, pediu uma cerveja e esperou Ayelet chegar.
Aos quarenta e dois anos, Ayelet parecia bem mais nova. O pequeno tamanho ajudava a dar essa impressão. Tinha um andar leve e gracioso que não denunciava já ter carregado duas crianças no ventre, e nem que ainda as carregava nas costas de vez em quando.
Não era muito bonita. Já se achou mais feia na vida, mas naquele fim de tarde gostaria de ter tido mais tempo e mais cuidado em se arrumar para sair. A idade lhe deu um pouco mais de carne para seu rosto magro. Seus olhos castanhos hoje não lhe pareciam mais tão pesados, ou tímidos. O que tinha perdido de frescor, ganhou em calma indiferença e um certo atrevimento.
Moshe Sussia estava visitando a sua mãe numa tarde quando ela estava lá buscando as crianças. Puxou assunto; ou melhor, extendeu seu interminável assunto para incluir a situação marital dela.
- Sozinha, Moshe.
- Mas uma moça bonita como você, Ayelet? Não é possível.
- Nem mais tão moça, nem assim de bonita. Me falta tempo, Moshe. Eu não vou investir o pouco que me resta para descanso em encontros com homens que querem uma mãe, e não uma parceira.
- Sabe o que? Eu conheço um rapaz que eu acho que você vai gostar.
E Ayelet só aceitou anotar o telefone para evitar uma desfeita com o velho Moshe e, mais importante, para poder mudar de assunto. E como sabia que Moshe ia cobrar de sua mãe e sua mãe ia cobrar dela, mandou uma mensagem logo no dia seguinte para se livrar do assunto.
Na tarde em que ia encontrar Gili, desceu do ônibus sentindo uma vaga curiosidade. Uma ligeira paz de quem não tinha expectativa nenhuma. Sem expectativas, não esperava qualquer decepção. Não é que tivesse saido de cassa empurrada, ou que tivesse sido obrigada a ir. Ela racionalizava que baixas expectativas significava, também, que poderia tirar proveito do que viesse. Fosse como fosse, dar um pulo no centro de Tel-Aviv e comer num bom restaurante não iam ser uma tortura. Ayelet ainda aproveitou que já tinha depositado as crianças com o pai delas para combinar com uma amiga e se encontrar com ela depois da janta. Estava, assim, satisfeita de ter uma noite um pouco diferente.
Encontrou o restaurante e logo a sua companhia. Ele se levantou para cumprimentá-la.
Ele era um gigante e ela deu um quase imperceptível passo para trás. Apresentaram-se. Ele às parecia mais velho do que os trinta e oito anos que disse que tinha. Depois, mudava de expressão e parecia muito mais novo. Manuseava os talheres com insuspeita delicadeza para braços tão maciços. Era gentil, paciente, seco e silencioso. Quase não falava.
Sentiu-se ansiosa e um pouco culpada de não conseguir sentir nenhuma atração. Nada. O rapaz não era feio, e também não era bonito. Tinha os olhos luminosos, risonhos, mas ele quase não sorria. Seu tamanho a inibia, mas as tatuagens a assustavam. Em um braço havia uma coleção de símbolos hindus, deuses com mais de um par de braços, delicadas teias tribais de várias cores, de alto a baixo, até os dedos. Em um outro braço haviam flores, animais estilizados e várias frases em algum caractere que parecia sânscrito. Gili não a faria olhar duas vezes em qualquer outra circunstância, a não ser pela sua inevitável figura imponente. Ayelet queria se achar uma pessoa mais descolada e sem preconceitos, e daí a ponta de culpa. Não sentia repulsa, mas não conseguia cruzar a barreira da primeira impressão.
Gili achou Ayelet bonita, mas desinteressante. Ela pediu salmão assado e arroz branco. O prato mais sem graça de todo o cardápio. Podia ter escolhido uma salada só de alface e seria provavelmente mais saboroso e certamente teria mais caráter. Gili sentia uma certa relutância, um comedimento sutil vindo dela. Ayelet não o olhava nos olhos e parecia pouco à vontade na sua cadeira. Quase não falava e Gili, naturalmente quieto e reservado, não conseguia puxar assunto. Mas isso não não chegou a fazer ele se sentir incomodado, rejeitado, nem sequer aborrecido. Surfava na onda da segunda cerveja, aproveitava o princípio de noite quente para relaxar, ver as pessoas que entravam e saíam do restaurante. Talvez confessasse, se fosse interrogado, que na verdade não se esforçou terrivelmente para ser o parceiro ideal.
Despediram-se com a falta de cerimônia dos que sabem que nunca mais vão se ver na vida.
Mas estavam errados. Vinte minutos depois a amiga da Ayelet a levou para ouvir uma banda psicodélica tocar num bar da Dizengoff, e a surpresa dela não foi a de ver sua companhia de jantar ali em cima do palco tocando guitarra, mas sin de ver nele um cara completamente diferente. A banda abriu o show tocando Govinda do Kula Shaker. Gili solava na sua guitarra e a fazia soar como uma moça indiana cantando em sânscrito, enquanto o vocalista misturava letras em hebraico do Shalom Hanoch com inglês do Bob Dylan. E a camiseta preta sem marcas, e a calça cheia de metais que Gili usava fizeram sentido. Até as tatuagens dele faziam sentido agora, vindas dos ombros e cruzando o braço todo para descer dos dedos e formar as cordas da guitarra e tocar música. A esfinge que ela não decifrou na mesa do restaurante era agora clara, um rosto aberto e franco, tão envolvido com o som que se criava que parecia ausente, numa expressão de exultação pacífica que ela tinha achado antes que era indiferença. Gili rodopiava e largava cada virada de acorde com um amplo movimento do braço que fazia parecer que a delicadeza com que usava as mãos era só um ensaio para uma agilidade insuspeita num corpanzil como o seu.
Ayelet, pasma, passou o começo do show tentando entender onde estava esse homem meia hora atrás, e decidiu que queria um date com esse cara daí, assim que acabasse o show.
https://medium.com/@gabpac/tocando-govinda-em-hebraico-ae180da87c5a
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2019.07.30 14:35 gabpac Tocando Govinda em Hebraico [A segunda impressão é a que toca]

Esse negócio de primeira impressão não ocupava demais a cabeça de Gili. Era uma daquelas opiniões, daquelas coisas tão à flor da pele que ele preferia ignorar, e nunca levava muito à sério quando conhecia alguém. Era também por isso que ele detestava blind dates.
Vou coisíssima nenhuma!
Não foi, é claro, o que o Gili disse, mas foi o que teve vontade de dizer para o Sussia, que fumava sentado na única mesa do quiosque. Contido, no fim só respondeu:
- Pode ser.
Pois a primeira impressão que Gili passava era intimidante. Tinha trinta e oito anos, um metro e noventa e cento e quarenta quilos. Era quase completamente careca, o resto do cabelo, raspado. Mas tinha olhos azuis calmos, serenos, um rosto agradável, e uma boca sem lábios que davam a sensação de estarem sempre tentando segurar um sorriso irônico. Era o dono de um quiosque na rua Bograshov, em Tel-Aviv, a uma quadra da praia. Ali trabalhava seis vezes por semana já há onze anos. Morava perto, a duas quadras dali, num apartamento de quarto e sala onde guardava suas guitarras e que dividia com seu vira-latas que ia com ele para todo lado. Gili ia deslizando com seu skate long-board pelas ciclovias de Tel-Aviv, e Muttley, arrastando sua língua pendurada no lado da boca, correndo contente ao lado dele.
O Sussia era um velho marrom, curvado, de nariz bulboso numa cara chupada. Aparecia no quiosque todas as manhãs para tomar café turco, fumar um ou dois cigarros, preencher um cartão da loto e contar intermináveis histórias que não tinham nem começo e nem fim.
Teve uma manhã dessas que Sussia veio falando de uma moça. Ela, que já andava cansada de estar solteira, reclamava que os homens de verdade nunca cruzavam com ela pelas vielas da vida. Pois eu sei de um homem de verdade! Sussia disse para a filha da amiga.
- E daí eu dei teu telefone para ela.
Gili não teve nenhuma reação perceptível quando o Sussia disse aquilo. Seguiu repondo o estoque de cigarros com seus enormes braços, cobertos de tatuagem, sem pressa de dizer nada. Só quando terminou de esvaziar seu último caixote é que respondeu à pergunta que nunca foi feita.
- Pode ser.
- É boa moça, Gili. Você já está solteiro há quanto? Dois? Três anos? No meu tempo eu não ficava sozinho nem por uma semana. Nada disso, habibi! Eu saia por Holon, Bat-Yam, às vezes Yaffo e Tel-Aviv. E nem era como é hoje, que, bem... as moças na minha época… Era complicado. Eu não consigo entender como é que você fica assim, sozinho. Cada moça bonita que passa por aqui, todos os dias, o dia inteiro. Vão e vêm da praia. Se eu fosse jovem… É… Bem, a Ayelet é uma moça muito boa. Eu acho que você vai gostar dela. Quem sabe se você se vestisse melhor? Ao invés de usar essas camisetas largas, esse tênis velho, todos os dias. Você não morre de calor? Eu ia morrer de calor com essa calça pesada. Bem, está na minha hora. Melhor eu ir indo.
Sussia se levantou da cadeira de plástico, foi até o caixa levando o copinho cheio de borra de café no fundo e a cartela da loto preenchida para pagar.
- Dez shekalim. - Disse Gili.
Sussia enfiou os dedos magros no bolso da calça frouxa e tirou dali uma moeda. Enquanto fazia isso, disse, equilibrando o cigarro na boca:
- Se ela te mandar uma mensagem, você responda, viu?
- Pode ser.
- Yalla! Tenha um bom dia!
- Você também, Moshe.
Moshe Sussia, antes de ir embora, ainda acendeu o cigarro na frente do quiosque, ao lado do estande de revistas. Gili botou o copo sujo numa pilha debaixo do caixa e seguiu seu trabalho.
Muttley ia com o dono também para o trabalho e, de manhã cedo, ao chegar, se enroscava na calçada, na frente do quiosque. O calorão vinha logo e aí ele se refugiava do lado de dentro, atrás do balcão apertado para aproveitar o ar-condicionado forte.
Ao longo da manhã Gili manteve a cabeça ocupada com o movimento no quiosque. Começava bem cedo de manhã com os habituais do bairro e passava aos poucos a ser ocupado pelos transeuntes acidentais que iam aparecendo mais tarde. Tinha gente que ia a caminho da praia que preferia comprar sua bebida ali; mais barata e mais gelada. Gente que estacionava na esquina e vinha comprar um cigarro, rapidinho. Algum distraído que deixou o leite acabar e precisava de uma caixa com urgência. Crianças comprando picolé, o avô comprando jornal. Apareceu um rapaz nervoso que pediu um espresso e sentou-se ali a ler um jornal para fazer hora e se foi. Uma senhora que morava no edifício acima tinha um molho de chaves reserva guardado com Gili. Ela pareceu ali pedindo as chaves, desculpou-se pela trapalhada, comprou sua revista mensal e voltou a seus afazeres depois de reclamar de novo do calor.
Pouco mais tarde apareceu o Tomer, rapaz que trabalhava com ele meio expediente, aliviando nos horários de pico e nos finais de semana. E com Tomer veio a calma que permitiu Gili ir almoçar e tomar um café.
Próximo do fim do dia, quando Gili já estava se preparando para ir para casa, uma mensagem no seu telefone pisca.
Oi, tudo bem? Meu nome é Ayelet. Moshe me deu teu telefone. Eu prometi que ia mandar uma mensagem para você. Você está livre amanhã? Sete e meia, pode ser?
Gili ficou olhando para o telefone largado em cima do balcão enquanto embalava um isqueiro, um pacote de tabaco e seda para enrolar cigarro dentro de uma sacola plástica. Não largou o olho do aparelho enquanto pegava o dinheiro do cliente e lhe dava a sacola com seus apetrechos. Só parou de olhar quando a tela se apagou sozinha. Assim, era como se a mensagem nunca tivesse sido mandada, e ele não precisaria lidar com o seu conteúdo. Pelo menos até abrir o telefone de novo.
Gili organizou suas coisas, pegou sua mochila, botou Muttley numa coleira, buscou seu skate nos fundos do quiosque, despediu-se de Tomer e foi para sua casa. Era fim de tarde e a rua Bograshov ainda estava cheia. O sol, ainda quente, estava próximo a se deitar por detrás do Mediterrâneo. Ele rolava com o skate por entre os transeuntes, sem pressa, para virar logo ali na Shalom Aleichem, onde era seu apartamento. Aproveitou que Muttley parou para cheirar um outro cachorro na esquina e parou junto. Tirou o telefone do bolso e respondeu a mensagem.
Pode ser.
Incluiu o nome de um café-restaurante ali perto e desligou a tela antes de ver se tinha resposta.
Deu um empurrão com o pé e tomou velocidade, no meio da rua de mão única, até chegar onde morava.
No dia seguinte, cedo de manhã, Sussia veio ao quiosque. Fumou seu cigarro, tomou seu café turco, preencheu sua cartela de loto e contou suas intermináveis histórias, sem começo e sem fim. Enquanto isso Gili conferia que Tomer havia fechado o caixa corretamente no dia anterior, tomava seu café (espresso, sem açúcar) e comia o sanduíche de omelete e queijo que fizera em casa.
Sussia não mencionou Ayelet. Gili sentiu, simultaneamente, uma leve irritação, afinal Sussia lhe devia essa pequena atenção, e também um profundo alívio, pois não queria compartilhar com ninguém, menos ainda com Sussia, a mornidão do seu interesse no problema.
Mais ou menos neste espírito passou o dia; entre a negação de que tinha uma certa expectativa, talvez até uma ansiedade, e entre a legítima calma que a certeza de que o encontro não seria nada demais lhe trazia.
Seis e meia largou o quiosque nas mãos de Tomer, levando a mochila, o skate e o Muttley para casa.
Do encontro não esperava nada, ou para ser mais preciso, esperava apenas uma moderada chateação. Mas tomou banho e arrumou-se para o show em que iria tocar com sua banda à noite num lugar ali perto. Calculou que, fosse como fosse, provavelmente não ia ter tempo para se arrumar direito entre sair do encontro com Ayelet e ir para a casa de shows. A guitarra já estaria lá esperando por ele, preparada pelo engenheiro de som.
Saiu de casa, montou no skate e subiu a Bograshov quase até o teatro Habima com potentes patadas no asfalto. Estava adiantado. Sentou-se no restaurante, pediu uma cerveja e esperou Ayelet chegar.
Aos quarenta e dois anos, Ayelet parecia bem mais nova. O pequeno tamanho ajudava a dar essa impressão. Tinha um andar leve e gracioso que não denunciava já ter carregado duas crianças no ventre, e nem que ainda as carregava nas costas de vez em quando.
Não era muito bonita. Já se achou mais feia na vida, mas naquele fim de tarde gostaria de ter tido mais tempo e mais cuidado em se arrumar para sair. A idade lhe deu um pouco mais de carne para seu rosto magro. Seus olhos castanhos hoje não lhe pareciam mais tão pesados, ou tímidos. O que tinha perdido de frescor, ganhou em calma indiferença e um certo atrevimento.
Moshe Sussia estava visitando a sua mãe numa tarde quando ela estava lá buscando as crianças. Puxou assunto; ou melhor, extendeu seu interminável assunto para incluir a situação marital dela.
- Sozinha, Moshe.
- Mas uma moça bonita como você, Ayelet? Não é possível.
- Nem mais tão moça, nem assim de bonita. Me falta tempo, Moshe. Eu não vou investir o pouco que me resta para descanso em encontros com homens que querem uma mãe, e não uma parceira.
- Sabe o que? Eu conheço um rapaz que eu acho que você vai gostar.
E Ayelet só aceitou anotar o telefone para evitar uma desfeita com o velho Moshe e, mais importante, para poder mudar de assunto. E como sabia que Moshe ia cobrar de sua mãe e sua mãe ia cobrar dela, mandou uma mensagem logo no dia seguinte para se livrar do assunto.
Na tarde em que ia encontrar Gili, desceu do ônibus sentindo uma vaga curiosidade. Uma ligeira paz de quem não tinha expectativa nenhuma. Sem expectativas, não esperava qualquer decepção. Não é que tivesse saido de cassa empurrada, ou que tivesse sido obrigada a ir. Ela racionalizava que baixas expectativas significava, também, que poderia tirar proveito do que viesse. Fosse como fosse, dar um pulo no centro de Tel-Aviv e comer num bom restaurante não iam ser uma tortura. Ayelet ainda aproveitou que já tinha depositado as crianças com o pai delas para combinar com uma amiga e se encontrar com ela depois da janta. Estava, assim, satisfeita de ter uma noite um pouco diferente.
Encontrou o restaurante e logo a sua companhia. Ele se levantou para cumprimentá-la.
Ele era um gigante e ela deu um quase imperceptível passo para trás. Apresentaram-se. Ele às parecia mais velho do que os trinta e oito anos que disse que tinha. Depois, mudava de expressão e parecia muito mais novo. Manuseava os talheres com insuspeita delicadeza para braços tão maciços. Era gentil, paciente, seco e silencioso. Quase não falava.
Sentiu-se ansiosa e um pouco culpada de não conseguir sentir nenhuma atração. Nada. O rapaz não era feio, e também não era bonito. Tinha os olhos luminosos, risonhos, mas ele quase não sorria. Seu tamanho a inibia, mas as tatuagens a assustavam. Em um braço havia uma coleção de símbolos hindus, deuses com mais de um par de braços, delicadas teias tribais de várias cores, de alto a baixo, até os dedos. Em um outro braço haviam flores, animais estilizados e várias frases em algum caractere que parecia sânscrito. Gili não a faria olhar duas vezes em qualquer outra circunstância, a não ser pela sua inevitável figura imponente. Ayelet queria se achar uma pessoa mais descolada e sem preconceitos, e daí a ponta de culpa. Não sentia repulsa, mas não conseguia cruzar a barreira da primeira impressão.
Gili achou Ayelet bonita, mas desinteressante. Ela pediu salmão assado e arroz branco. O prato mais sem graça de todo o cardápio. Podia ter escolhido uma salada só de alface e seria provavelmente mais saboroso e certamente teria mais caráter. Gili sentia uma certa relutância, um comedimento sutil vindo dela. Ayelet não o olhava nos olhos e parecia pouco à vontade na sua cadeira. Quase não falava e Gili, naturalmente quieto e reservado, não conseguia puxar assunto. Mas isso não não chegou a fazer ele se sentir incomodado, rejeitado, nem sequer aborrecido. Surfava na onda da segunda cerveja, aproveitava o princípio de noite quente para relaxar, ver as pessoas que entravam e saíam do restaurante. Talvez confessasse, se fosse interrogado, que na verdade não se esforçou terrivelmente para ser o parceiro ideal.
Despediram-se com a falta de cerimônia dos que sabem que nunca mais vão se ver na vida.
Mas estavam errados. Vinte minutos depois a amiga da Ayelet a levou para ouvir uma banda psicodélica tocar num bar da Dizengoff, e a surpresa dela não foi a de ver sua companhia de jantar ali em cima do palco tocando guitarra, mas sin de ver nele um cara completamente diferente. A banda abriu o show tocando Govinda do Kula Shaker. Gili solava na sua guitarra e a fazia soar como uma moça indiana cantando em sânscrito, enquanto o vocalista misturava letras em hebraico do Shalom Hanoch com inglês do Bob Dylan. E a camiseta preta sem marcas, e a calça cheia de metais que Gili usava fizeram sentido. Até as tatuagens dele faziam sentido agora, vindas dos ombros e cruzando o braço todo para descer dos dedos e formar as cordas da guitarra e tocar música. A esfinge que ela não decifrou na mesa do restaurante era agora clara, um rosto aberto e franco, tão envolvido com o som que se criava que parecia ausente, numa expressão de exultação pacífica que ela tinha achado antes que era indiferença. Gili rodopiava e largava cada virada de acorde com um amplo movimento do braço que fazia parecer que a delicadeza com que usava as mãos era só um ensaio para uma agilidade insuspeita num corpanzil como o seu.
Ayelet, pasma, passou o começo do show tentando entender onde estava esse homem meia hora atrás, e decidiu que queria um date com esse cara daí, assim que acabasse o show.
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2019.06.18 19:31 anahaiala Perseguição dos vizinhos (acho)

Então, eu moro em um prédio pequeno onde a maioria dos moradores são senhoras que se incomodam muito com a existência alheia. Desde que mudei eles arrumam diversos motivos para fazerem reclamações minhas para a sindica Primeiro estavam todo dia mandado mensagem pq minha gata ficava tomando sol na garagem, e não podia... como realmente animais nao podem ficar nas áreas comuns eu aceitei, mas minha gata escapou algumas vezes de casa e acabei tomando duas advertencias e uma multa, paguei tranquilamente sem brigar pois sabia que estava errado. Porém começou umas reclamações que percebia que era perseguição, moro sozinha com a minha filha, e ela deixou alguns dois brinquedos na área comum e já tiraram foto e mandaram no grupo e reclamaram para a sindica, depois disso reclamaram que a música estava muito alta as 22:03 (sério, no documento de advertencia estava esse horario 22:03) Aceitei tranquilamente, até as fofocas que ouvia no hall falando que eu era mae solteira, gotica e louca (eu tenho tatuagens e sei la acham que sou gotica) eu aceitei de boa. Porém eu recebi uma advertencia falando agora que estava praticando atos libidinosos e imorais com a janela aberta. Só que para você ver qualquer coisa de dentro do meu apartamento você tem que se esforçar para ver. Eu queria saber, isso pode? Podem me dar uma advertencia e até multar por estar transando com meu namorado dentro do meu apartamento ?
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2019.06.06 21:23 Amanda3exceler DETETIVES PARTICULARES NA FICÇÃO

Quando pensamos em detetives particulares, as primeiras imagens que se formam em nossa mente são de grandes nomes da ficção que valorizam uma profissão que trabalha repleta de discrição e sutileza. A carreira de detetive sempre encantou gerações por ser mostrada nos livros, filmes e séries, como uma das melhores profissões a serem seguidas, devido ao seu heroísmo e contribuição para a sociedade. Na vida real, algumas coisas descritas na ficção não acontecem exatamente daquela forma, porém, a carreira não deixa de ser extremamente interessante e muito promissora. Vamos abordar alguns dos maiores nomes de detetives do mundo das fantasias, além de apresentar diferenças existentes entre eles e os detetives reais.

DETETIVES NA FICÇÃO

Durante as gerações, as histórias dos grandes feitos dos detetives particulares sempre despertaram curiosidade e fascínio, tanto em crianças quanto em adultos. Existem nomes muito conhecidos na literatura que influenciaram na criação de personagens, tanto para o cinema quanto para séries e programas de televisão em geral.

Sherlock Holmes

O mais famoso detetive de todos os tempos foi pensado pelo escritor escocês Arthur Conan Doyle, em 1876, quando ele estava na Universidade de Edimburgo, Escócia. O então estudante de Medicina se inspirou em seu professor Joseph Bell, que era capaz de diagnosticar os pacientes apenas com uma simples observação de poucos minutos. Desde então, Doyle começou a elaborar as mais variadas aventuras para seu personagem, que era descrito como inteligente, atento, observador, prepotente e muito sedutor com seu cachimbo e chapéu. Holmes inspirou, ao longo da história, mais de 210 obras para o cinema, contando filmes e séries, em que foi interpretado por cerca de 75 atores, incluindo Robert Downey Jr. e Benedict Cumberbatch.

Dick Tracy

Dick Tracy é um detetive particular das histórias em quadrinhos, criado pelo cartunista Chester Gould, em meados de 1931, sendo descrito como um dos personagens mais durões das HQ’s. A personagem, que tem grande aptidão para realizar invenções, entrou para a polícia após a morte de seu sogro, assassinado por bandidos. Ele é conhecido por criar o videofone, uma espécie de relógio que emitia e recebia imagens e sons, permitindo que ele se comunicasse com seus colegas de trabalho a longas distâncias. O personagem foi interpretado e dirigido no cinema por Warren Beatty em 1990, em um longa que contava no elenco com grandes nomes do momento, como Madonna, Al Pacino e Dustin Hoffman.

Miss Marple

A personagem Jane Marple, mais conhecida como Miss Marple, foi criada por Agatha Christie e está presente em 20 contos e doze romances policiais da autora. Ela é descrita como uma senhora solteira que vive no vilarejo fictício de St. Mary Mead, dotada de uma mente extremamente lógica e grandes conhecimentos da natureza humana, incluindo suas fraquezas, truques e excentricidades. Ela é uma das personagens mais famosas da escritora junto com Hercule Poirot e já apareceu em centenas de filmes, séries e peças teatrais inspiradas na obra de Christie.

Inspetor Clouseau

O detetive francês Jacques Clouseau, de A Pantera Cor-de-Rosa, é descrito como atrapalhado, confuso, distraído e nada discreto. A personagem foi criada e exibida através de uma série animada nos Estados Unidos pelos estúdios DePatie-Freleng Enterprises, entre 1969 e 1980. O detetive, que utiliza disfarces esdrúxulos, como perucas, grandes bigodes, narizes e orelhas falsas, esteve presente em oito filmes, sendo os últimos estrelado pelo comediante Peter Sellers.

Ed Mort

O detetive brasileiro desta lista, Ed Mort, foi pensado por Luís Fernando Veríssimo em seu primeiro conto, A Armadilha, de 1979, passando logo após para outras mídias. A personagem, descrita como extremamente atrapalhada, fez curso de detetive particular pelos Correios subornando o carteiro para ser aprovado nos testes e divide um escritório em Copacabana com seu rato Voltaire e mais de 110 baratas. A personagem ganhou vida pela primeira vez no cinema em 1997, quando foi interpretada por Paulo Betti. Em 2011, Fernando Caruso começou a atuar no mesmo papel em um seriado lançado pelo canal Multishow.

A GRANDE DIFERENÇA ENTRE FICÇÃO E REALIDADE

Na ficção, existem dois tipos de descrição para os detetives particulares, em que o primeiro os apresenta como pessoas extremamente inteligentes e de uma perspicácia não-humana, conseguindo resolver os casos quase que magicamente. Na segunda descrição, eles são apresentados como profissionais atrapalhados que resolvem seus mistérios, muitas vezes por acaso, compondo grandes histórias de comédias. Na vida real, o profissional desta área é qualificado e desenvolveu habilidades de observação, discrição e raciocínio lógico. Além disso, os detetives particulares da realidade se utilizam das mais novas tecnologias disponíveis no mercado para reunir as evidências de seus casos, como câmeras profissionais, GPS, escutas de rádio, rastreadores e afins.

CONCLUSÃO

Não importa se é na realidade ou na ficção, os detetives particulares sempre são enxergados pela população como grandes heróis que conseguem solucionar casos e problemas que ninguém imaginou que teriam solução.

Saiba mais em: https://www.elitedetetives.com.b
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2018.07.24 22:04 NaoVivo [Não Salvo] O problema de insegurança no Brasil deixou essa senhora solteira por 20 anos

O problema de insegurança no Brasil deixou essa senhora solteira por 20 anos

Essa violencia nao da mais… Criminalidade pra todo lado, ninguem mais se sente seguro…. pic.twitter.com/d7WeyGvATJ -- Nao Salvo Videos (@nsvideos2017) 24 de julho de 2018 AuAHuhuhAuhAuhAUhAUhAUhAuhAuHAuha A senhora aproveitou a exposiçao pra lançar um tinder ao vivaço na comunidade…. Ta certo…. Dica do fiel leitor Helio S.
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by: Não Salvo em 2018-07-24 - 20:02:58
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2017.06.01 17:25 Jukeboss- Quando eu fiquei com a garota que eu gostava, mas tudo deu errado

Bom dia. Há alguns dias atrás, aqui no /brasil, presenciei um ato de coragem, no qual uma user relatava uma crônica escatológica de altíssimo nível. Não tenho como intuito superar tal drama, queria poder não ter passado por tal situação. Se o meu eu de hoje encontrasse o meu eu daquele fatídico dia, diria: não vá. Mas, isso não aconteceu e eu fui para o que deveria ser uma noite de diversão, mas foi de uma série de acontecimentos errados, dignos de roteiro do Fargo.
Em um sábado, durante a tarde, estava conversando no MSN (rip) com uma guria no qual eu gostava desde o primeiro dia do ensino médio. Estava no último ano, então podíamos dizer que eu era BFF dela, embora eu quisesse tentar algo desde sempre, nunca havia tido a oportunidade, dado que ela só ficara solteira havia pouco tempo e dito que queria ficar de boas. Papo vem, papo vai, ela usando o famigerado “vs” para o você. Eis que ela me convida para um evento. Bom, não foi exatamente um convite, e sim um

vou lá no hoje a noite com umas amigas, vai tbm pra gente se veeeer”.

Disse que pensaria no assunto, porque precisava cuidar da casa. Na verdade eu tinha partida combinada com o clan de DotA no RGC, e àquela altura da situação entre nós, eu já tinha desistido dela ficar comigo.

Acabou que de última hora, algum escroto (eu te odeio com muita força, cara, você podia ter feito eu evitar tudo isso) desmarcou a partida de dotinha e não fechamos um time. Olhei pro relógio e dava tempo de ir pra festa, só teria que arrumar uma carona. Mandei mensagem pra 4 chegas, perguntando quem ia e quem poderia me dar carona. Arrumei uma carona que chegaria em 20 minutos. Me aprontei com a minha melhor vestimenta, uma camisa preta, um jeans escuro e um coturno preto (nada descolado, porque naquela época o conceito hipster era novidade até em cidade grande, então tudo que eu sabia usar era preto). Passei meio litro de perfume, só muitos anos depois descobri que isso é tão ruim quanto não passar perfume. A carona buzinara lá fora e prossegui para o evento.

Entrei com o colega da carona. Não era exatamente uma festa, mas um daqueles barzinho com espaço bem amplo pro povo tentar se pegar numa suposta pista de dança, enquanto tocava música eletrônica. Acho importante ressaltar que eu nunca me dei bem com esse tipo de ambiente, sempre fiquei muito nervoso em locais cheio de estranhos, abafado etc. Eu mal havia entrado e já não me sentia bem, queria ir embora. Já havia me arrependido de ter ido, mas teria que aguardar a carona, porque era distância de quase uma hora andando de volta pra casa.
Como não tinha mais jeito, pensei "tá no inferno, bora sentar no colo do capeta”, comprei um copo enorme de cerveja (ou pelo menos era o que estava escrito num cartaz rudimentar) e fui bebendo, enquanto andava pelo local totalmente perdido, já não sabia mais onde estava meu colega. Eis, que encontrei a garota no qual eu era apaixonado e ela estava absurdamente linda, eu nunca havia visto ela tão arrumada e com vestes tão curtas. Bebi toda a suposta cerveja de uma só vez, voltei até o balcão e comprei outra. Respirei fundo, estufei o peito, fiz força com o braço flexionado, pra parecer fortão (estava enganando quem?), segurando o copão de cerveja, ajeitei a postura e caminhei lentamente até ela. Estava me sentindo confiante. Era hoje! E realmente era, eu só não sabia exatamente a que custo. Na minha cabeça, estava andando como um daqueles caras de comercial de carro importado, que chegam no local todo pimposo e as mulheres se derretem, mas na realidade acho que eu deveria estar marchando igual um pato em direção a pata.
Ela me viu, sorriu, ou riu, não tenho certeza hoje em dia. Dei um beijo naquele belo rosto, erramos os lados e quase nos beijamos. Ela riu. Nós rimos. Ela pediu licença para as amigas e nos sentamos numa espécie de puff para dois. Lembro que ela ficava ajeitando a barra do vestido. Nem sequer lembro o que conversarmos, só sei que eu fui bem virjão e falei que gostava muito dela, que ela estava linda etc. E ela sorria muito. Reparei que as amigas estavam todas olhando pro nosso rumo, de forma nada discreta. Não sei exatamente o que aconteceu. Só percebi que ela veio pra cima e nos beijamos. Ficamos cerca de 10 minutos nos beijando. Ela se afastou, sorriu e disse que precisava ir ao banheiro. Concordei, me ofereci de acompanhar ela até a porta, ela disse que não precisava, mas que logo voltava. Ela mal levantou do puff e eu senti o demônio, ou melhor a legião toda. Foi numa única repuxada dentro do intestino que eu percebi que as coisas não estavam bem. Mal tive tempo pra dar aquele soquinho no ar de vitória por ter beijado a guria, pois minhas mãos se concentravam em apertar a barriga. Levantei rapidamente pra ir até o banheiro masculino, que era no sentido oposto do feminino. Andei até lá segurando o brioco, num movimento muscular de fecha e trava. E a barriga assoprava a trombeta dos 13 infernos, com barulhos que não sabia que era possível vir de dentro de um ser humano.

Logo que me aproximei do banheiro, avistei uma fila que me fez lacrimejar, era enorme. Parei atrás da última pessoa na fila, enquanto suava frio e tremia, e toda minha concentração física, psíquica, mental e espiritual se concentravam em tentar travar o anus com mais força possível. Eu mentalizava “vai dar, se concentra, calma, tu consegue, você vai conseguir, força”. E cerca de infinitos 30 segundos que nunca passavam, percebi que eu não iria sobreviver naquela fila. Eu tinha que sair daquele lugar, o mais rápido possível. Me dirigi ao caixa, que como era muito cedo ainda, não tinha fila. Dei minha comanda, paguei as cervejas. Havia dado 30 reais, somando a entrada, devo ter dado 50 na mão da mulher. Não esperei por troco, não era humanamente possível, já não estava pensando, só agia. O pensamento estava totalmente concentrado em confabular com meu intestino, tentando chegar a um acordo impossível.
Comecei a andar em direção a minha casa, tentando encontrar um banheiro público. Cada passo era uma repuxada de dor, eu seguia fazendo a milésima série de apertar e travar o anus. Minha camisa já estava toda ensopada. Andava como se tivesse pernas de pau, com medo de abrir demais as pernas e não conseguir controlar a situação. Após andar uma rua inteira, percebi que a situação estava mais controlável. Aparentemente eu estava ficando muito bom em dialogar com meu corpo. Me senti um daqueles monges do Tibete, que conseguem controlar a temperatura do corpo, ou algo assim. Experimentei acelerar o passo e consegui. Naquele momento eu era a pessoa mais feliz do mundo. Eu conseguia respirar mais calmamente e a dor cessara. Acontece que a felicidade é ínfima. Mal completei mais duas ruas e senti minha barriga vibrar e a legião voltara a urrar como se estivessem prontos para adentrar os portões celestiais, mas no caso era sair da minha bunda mesmo. Até aquele momento, nada havia saído, absolutamente nada. Mas no momento do vacilo, falhei em segurar um gás quente, foi breve, mas longo o suficiente pra perceber que algo estava morto dentro de mim há dias. Era um cheiro pútrido de morte, que fez meus olhos lacrimejarem e tive um ataque de ânsia. Voltei a tremer e apoiei numa parede. Percebi que não chegaria em um banheiro. Já tinha dúvidas se iria sobreviver. Sentia que a podridão estava se alastrando pelo meu corpo. Pensei em agachar ali na rua mesmo e deixar rolar. Quando dei por mim, havia carros passando, não era rua deserta, tão pouco era escuro o suficiente para que tivesse um mínimo de dignidade. Analisei minha situação. Precisava encontrar um local seguro, pois tinha certeza que não seria um momento breve. Olhei ao redor, enquanto tremia e exercia com muito mais afinco o apertar e travar. Vi muros altos, percebi que não conseguiria pular eles. Vi um muro mediano e também vi uma câmera de vigilância. Por fim, no outro lado da rua, vi uma bela residência, com muros baixos, cercadas por palmeirinhas. Era ali que o meu flagelo terminaria. Estava decidido, era o que o destino havia me reservado e eu o abraçaria com força.
Manquei até a entrada da residência, aguardei que não tivesse nenhum carro transitando na rua e encostei meu corpo na mureta, deixei que meu próprio peso me conduzisse pelo muro acima, não queria arriscar fazer movimentos acrobáticos enquanto todas minhas forças musculares se resumiam a um único músculo. Cai pelo outro lado, destruindo um canteiro de flores. Engraçado, é que naquele momento, tudo piorou. A dor, a intensidade dos barulhos, o suor, até a visão estava turva. Achei que fosse desmaiar ali mesmo. Comecei a desabotoar a calça, descer o zíper, apenas implorando por mais uns segundos de força. Então um carro passou e percebi que eu ainda estava exposto, pois quando um carro vinha em direção da casa, iluminava muito a mureta e a luz passava pelas palmeiras. Com medo de ser visto, denunciado ou coisa assim, fui agachado com as calças na altura da coxa, até a entrada da casa, que ficava em uma espécie de curva em L em relação ao portão, então não estaria mais exposto. Verifiquei as janelas e todas luzes estavam apagadas. Fui até o rumo da porta, pra verificar se não ouvia nenhum barulho lá de dentro. Ao me aproximar da porta, senti o tranco final. O músculo havia falhado e pude sentir todo o meu corpo cedendo, desistindo de mim e se entregando àquela fatídica bomba infernal. Vi um tapete escrito “Bem-vindo” e tentei puxar ele, mas lembrei que havia a cueca para puxar. Optei pela cueca. E senti aquela rajada descomunal sair. Era como se os piores cheiros do mundo estivessem em um só local e esse local fosse o meu intestino. Eram fezes com gases saindo com a pressão de um tiro de espingarda. O alivio foi mais instantâneo do que miojo. Eu já não tremia, já não sentia dores, tudo que eu fazia era torcer pra ninguém abrir a porta. O cheiro sequer me incomodava mais, era praticamente um perfume satânico, um presente pela sensação de estar finalmente livre. Devo ter demorado cerca de 10 minutos. Rasguei a cueca e tentei limpar o que dava, como minha bunda, minhas coxas, beirada do coturno. Não foi o suficiente, larguei a cueca ali mesmo, e usei as meias para acabar o serviço. Quando finalmente havia abotoado a calça, olhei o prejuízo. Eu havia pichado a metade inferior da porta com bosta. Já não era mais possível ler o “Bem-vindo” do tapete. Havia respingos até perto das janelas. Me senti muito mal naquele momento, mas por dentro sorria de satisfação, não pelo ato em si, mas sim por estar bem. Alguns minutos atrás pensara que morreria. Pulei o muro e segui até a minha casa, enquanto o fedor me acompanhava. Cheguei em casa, joguei a calça e a camisa no lixo, deixei o coturno de molho e tomei um belo banho, super demorado e me deitei, estava exausto. Então me lembrei da guria. Lembrei que não havia dito nada pra ela. Lembrei que as amigas dela devem ter me visto indo embora como se estivesse muito bêbado ou muito doente. Torci pra segunda opção, era mais fácil contornar doença do que álcool.

Domingo, entrei no MSN e ela não estava online. Fiquei o dia todo olhando e nada. Na segunda feira ela não foi pra aula. Na terça, descobri por um amigo, que ela havia voltado com o ex, que aparentemente no sábado ela tinha saído com umas amigas, deu bosta lá (mal sabia que era literalmente) e ela ficou super chateada, encontrou com o ex, eles conversaram e ele convenceu ela a dar mais uma chance. Ou seja, eu fui o alicerce pra ela voltar com cara. E me fiquei me remoendo por muito tempo que talvez podia ter sido eu o namorado dela, que ela deve ter pensado que eu só quis dar uns beijos e vazei. Nunca conversei com ela sobre isso, não consegui imaginar um diálogo em que eu poderia simplesmente soltar um “precisei cagar e vazei”. Hoje, acho que eu teria dito numa boa. A casa em que eu caguei? De uma senhora de 85 anos, mãe do delegado da cidade. Não deu BO de aparecer no jornal, mas o povo mais velho da cidade, ou envolvido nos problemas da mesma, ficaram tudo sabendo, e chamaram de “ato de vandalismo sem precedentes”. Ouvi até os meus pais conversando sobre isso, que o vandalismo chegara num nível absurdo, que ninguém respeitava mais nada. Queria poder levantar e dizer “E se foi uma pessoa muito doente, que naquele momento não conseguiu segurar e quis um pouco de privacidade?” Nunca disse nada. Fiquei sabendo que o delegado chegou a comentar que encheria de porrada no filho da puta que fez aquilo. Tive medo de ser descoberto, até evitei aquela rua por muito tempo. Meses depois, um dia precisei passar por lá e vi que a casa passara a ter o muro mais alto da rua, com cerca elétrica.

Gostaria de agradecer o espaço do /brasil por esse desabafo, de algo que guardei por quase 9 anos comigo. Recomendo que vocês façam o mesmo com o que está preso no peito, ótimo pra tirar o peso da consciência

TL:DR: Era afim de uma guria por três anos, consegui ficar com ela numa festa, tive uma dor de barriga, precisei fugir do local, não consegui chegar num banheiro, pulei numa casa pra cagar no quintal, acabei cagando na casa da mãe do delegado da cidade. E a mina voltou com o ex, porque pensou que dei um fora nela quando sumi (pra cagar).

Edit: Editei uns erros, arrumei a flair e corrigi o filha, era mãe, no final. :bad:

Edit 2: TLDR adicionado.

Edit 3: Obrigado pelo ouro ikkebr, não esperava.
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